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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Música actual: boa ou péssima?


Ora lá está um tema sobre o qual tenho pensado imenso (à custa de um trabalho da faculdade). Andei inclusive a fazer pesquisa e concluí que não sou a única a achar que hoje em dia a música que se ouve nas rádios e afins é uma bela porcaria. Porquê? Por mil e uma coisas, mas o motivo mais óbvio é porque é toda igual. Ouvir Rihanna, Katy Perry, Beyonce, Alicia Keys e afins é a mesma coisa.

Chegámos àquele ponto em que já nem se distinguem instrumentais. Se ouvirmos com atenção, percebemos que as músicas começam numa nota e não saem da mesma até ao fim. A estrutura das músicas é sempre a mesma: intro - primeira parte - refrão - segunda parte - refrão - refrão num tom mais agudo. A gritaria está cada vez mais presente nas músicas (como se fosse necessário gritar para se mostrar que se têm uma boa voz), ou então os cantores nem cantar sabem. 


Há estudos que provam que a música tem diminuído de qualidade. Porquê? Porque é cada vez mais igual. Não sou eu que o digo. São pessoas que percebem do assunto. Com o passar dos anos as músicas tornaram-se mais e mais parecidas e banais. Não há complexidade nenhuma nos instrumentais. Porquê? Porque o que vende é o mais simples. Um instrumental mais complexo demora mais tempo a assimilar pelo nosso cérebro. É por isso que temos tendência a ouvir músicas complexas durante mais tempo do que as mais simples. O nosso cérebro já assimilou tudo o que tinha a assimilar das músicas mais banais e por isso passamos a canção à frente na esperança de encontrar no nosso MP3 algo que nos deixe a pensar durante mais tempo. 

Basicamente entrámos numa fase de mono-género musical em que a rádio determina o que é que nós ouvimos ou não. Ninguém é capaz de ir ao youtube procurar artistas desconhecidos que até podem ter boas músicas. Para quê darmo-nos a esse trabalho se a rádio o faz por nós?

Mas não é só a nível de instrumental que a música tem sofrido. Nem vale a pena falar em letras. Desde músicas alusivas a "chapéus de chuva" ou daquelas que repetem "who run the world? girls" sensivelmente 276 vezes em três minutos. Conclusões disto tudo: este mundo está perdido e eu devia estar a fazer o trabalho!

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