Ainda sobre o dia da amizade...

15:12

Lembram-se do que escrevi ontem? Se não se lembram, é só clicar no canto inferior direito e andar um bocadinho para baixo. Falei da amizade porque era dia da amizade. Não sei é porque é que existe um dia da amizade. É tão ou mais estúpido que o dia da mãe ou do pai ou da mulher. Então no dia 30 de julho é suposto eu fazer declarações de amizade aos meus amigos só porque um dia assim o impõe? Aliás, é suposto essas declarações alguma vez acontecerem (à excepção das fitas académicas que assim o "exigem")?


Posso ser eu que sou estúpida, mas eu costumo mostrar a minha amizade através de actos e não palavras até porque, como puderam ler, a nível de palavras, o que costumo fazer é mais insultar. Eu trato fenomenalmente aquelas pessoas que acabei de conhecer ou com quem não me dou muito bem. Já os meus amigos, são tratados "abaixo de cão". Mais: talvez eu nem sempre esteja ao lado dos meus amigos nas melhores ocasiões. Para quê? Nessa altura está lá toda a gente. Eu costumo estar lá nas outras. Costumo das conselhos e ouvir, apesar de ser uma péssima conselheira. Nem sempre recebo o mesmo em troca. Houve alturas da minha vida em que precisei de alguém para coisas mínimas e ninguém foi capaz de estar lá. E não me esqueço. Nunca. Tenho essas coisas mínimas marcadas. Mas depois essas mesmas pessoas que me falharam pedem-me ajuda e eu estou lá. Porquê? Porque talvez as pessoas nem se tenham apercebido do mal que me fizeram. Também não lhes digo. Espero que um dia se apercebam, se é que não se aperceberam já.

Mas é claro que adoro os meus amigos (e, mais uma vez, só digo isto porque sei que nenhum deles o vai ler) e não os trocava por nada. Os amigos no fundo são a nossa família já que a outra família não pode ser escolhida. Felizmente tenho poucos amigos (e já é um trabalhão ter estes poucos) e antes poucos e bons, que o contrário. Mas continuo a reafirmar que me falta alguém na lista com as três características que salientei ontem. É pena, mas tenho de viver com a "segunda família" que escolhi que, diga-se de passagem, foi muito bem escolhida.

E só para acabar este texto péssimo:


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