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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Letras com nota artística #5: "Às vezes"


Há uns dias na rádio estava a dar esta música da banda do Bernardo Silva. Ouvi o primeiro refrão, mudei para a RFM e (supresa!) estava a dar kizomba. É fácil perceber que nem uma coisa nem outra faz propriamente o meu género musical. Acabei a ouvir o relato do Porto na Antena 1 e não duvido que foi a minha melhor escolha. Mas, uma vez que tive o prazer de ouvir alguns versos de "Às vezes", pareceu-me uma boa aposta para esta rubrica (e para os fãs da banda me odiarem). 

Qual não foi o meu espanto quando vi este "oficial lyric video". Antes de passar para o conteúdo, atentem na letra que nos é apresentada no vídeo do canal oficial da banda. Vejam o vídeo (sim, pode ser sem som) e contem os erros comigo (os repetidos também contam).


"Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Sei que às vezes eu não estou do teu lado (ok)
E não te ligo por estar muito ocupado (tá bem)
Tu não mereces eu deixar-te nesse estado (eu sei)
Desculpa não ser esse príncipe encantado
Quando não respondo, não sei porque é que me escondes, sabes

Que sou teu, mas queres um romance apertado
As vezes é um sufoco, outras vezes fico louco e dizes
"Não tens razão pra te sentires enganado"
Eu sei que me contas coisas que não contas a mais ninguém
E perguntamos ao tempo quanto tempo o tempo tem
Passam, horas, dias, choras, sei que está tudo errado dizes

Não vás embora, fica, mais um bocado
Eu fico sempre por perto por mais voltas que dês
Tu sabes, que eu não me apego, depois vens com porquês
Imaginas essas histórias tipo "era uma vez"
Baby, eu sou a folha em branco dos romances que lês

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

shhh eu não digo a ninguém
que me queres e preferes aos outros que tu tens
Eu sei, que é difícil quando o clima é propício
Controlares esse teu vicio que tens por mim desde o início, ok
Eu quero e faço por isso e tu queres um compromisso
E eu sou mais de improviso e tu só queres ficar bem
E ficas doida comigo porque tens noção do perigo
Mas eu não sei se consigo dar-te tudo o que tenho
Sabes que te quero embora seja às vezes
Tento ser sincero, só que, tu não me entendes
Não tenho culpa, mas não sinto o que tu sentes
Hoje ficas cá em casa, uma vez não são vezes

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Oh e eu não digo a ninguém
Eu sei

Sobe, que eu não digo a ninguém
Cora, que eu não digo a ninguém
Fica, que eu não digo a ninguém
Podes fazer o que quiseres que eu não digo a ninguém.

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem

Ás vezes não sei o que queres e digo ok
Ás vezes não sei o que faço e tu ta bem
Ás vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguem"

Se as contas não me falham, há 43 erros de português neste vídeo, e a letra nem está completa. Eu a fazer ditados no primeiro ano dava menos erros que a pessoa que escreveu isto. Camões neste momento está às voltas no caixão. Ou ás voltas, como diriam os Dama. 

Mas passemos ao conteúdo. 

"Às vezes não sei o que queres e digo ok". É uma táctica genial. Eu própria uso e abuso dela. Desta e do aceno de cabeça sempre que não percebo o que me disseram. Claro que as pessoas que já me conhecem bem sabem sempre quando é que eu não percebi. 

"Uma vez não são vezes". Sai um prémio para o autor da letra. Podia jurar que vezes e vez são a mesma coisa. Porque "uma" nem pressupõe o uso do singular e "vezes" não é plural. Depois da descoberta do Galileu de que era a Terra que girava à volta do sol (ou á volta), parece-me que esta é a maior descoberta da Humanidade.

"Tu não mereces eu deixar-te nesse estado". Foi o Jesus que escreveu este verso? (ou, neste caso, a letra toda).

Com tanta letra (a maioria num português com um acordo ortográfico diferente do que toda a gente usa) é difícil perceber sobre o que é a música. Então isto é sobre um rapaz que nunca tem tempo para a namorada ou é a namorada que o anda a enganar? Isto é quase tão complexo como aquele poema do Álvaro de Campos sobre as máquinas que ouvimos nas aulas de português com a voz do Mark Landers do Oliver e Benji. E o que é que ele não diz a ninguém (ou ninguem) afinal? 

Tenho demasiadas perguntas sobre este tema e sobre a banda em si. A maior de todas será mesmo, como é que estes três (sendo que um deles canta especialmente mal) conseguiram chegar ao patamar em que estão na música portuguesa? Não respondam. Das últimas vezes que ouvi rádio, percebi perfeitamente. 

domingo, 30 de agosto de 2015

A genialidade de Rui Vitória

Durante muito tempo duvidei das capacidades do treinador do Benfica, mas esse tempo acabou. Finalmente percebi o que é que ele está a fazer no Benfica e o plano dele é genial. Já lá vai o tempo em que o Benfica goleava e fazia grandes jogos. Agora estamos numa fase em que jogamos mal para enganar. Sim, porque custa-me a crer que os jogadores do Benfica joguem tão mal como vimos ontem. Mas enganam bem, não enganam? É esse mesmo o objectivo do Rui Vitória: enganar os adversários durante quase todo o jogo e a 15 minutos do final mudar de um 4-4-2 para um 3-4-3 e marcar tudo. Só perderam com o Arouca para manter esta estratégia bem camuflada. Até quando é que dura o contracto do Rui Vitória? Parece-me prudente renová-lo já e aumentar a cláusula de rescisão, não vá o Chelsea querer o treinador do Benfica para substituir o Mourinho.

Agora a sério: isto vai continuar assim? Se for, começo a ver só os 15 minutos finais de cada jogo porque isto assim não se aguenta. Mais, se é para ver jogos tão maus, pago as cotas do Leiria e vou ao estádio ver os jogos de borla. Se for preciso eu ofereço-me para ir ao Seixal ensinar aos jogadores como é que se faz um passe. E faço-o de borla. Não garanto resultados mas já dizia o tiririca: pior do que está, não fica.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O sorteio da Champions


Grupo C: Benfica, Atlético de Madrid, Galatasaray e Astana

Ora para começar vamos ter duelo entre o Jonas e o Jackson, Oblak assobiado na Luz e a defender tudo caso jogue.

O Sneijder vem à Luz. Tenho de ir lá, não é?

Vamos ao Cazaquistão? Boa. Muitos jogadores do Benfica nem devem saber onde fica o Cazaquistão. Aproveitamos para ensinar geografia ao pessoal

E mais importante que isto tudo é o cabelo do Puyol. Aposto que o shampoo dele é o tresemme ondas imperfeitas.

Conclusão deste sorteio: já fomos!


E não é que ele voou mesmo?

Nos últimos dias muita publicidade se tem feito à final do triplo salto nos mundiais de atletismo. Até foi criada a hashtag #VoaNelson. E não é que voou mesmo? Voou para o bronze, que sabe a ouro. Pelo menos aos que acompanharam a carreira do atleta. Para os outros sabe a pouco, mas esses são os que não reconhecem valor onde o há.


Nelson Évora é um dos desportistas que mais admiro. É verdade. Até me levantei antes da uma da tarde para acompanhar a final do triplo salto. E valeu a pena. Independentemente de ser atleta do Benfica, é impossível não adorar o português. Não sei se é a simpatia, se são as medalhas, mas a minha experiência diz-me que são muito poucos (talvez nenhuns) os que não admiram aquele que é para mim o melhor atleta português de todos os tempos. Há anos que o vejo ganhar medalhas e um campeonato de atletismo não sabe ao mesmo se ele não estiver presente. 

Para o ano temos Jogos Olímpicos e algo me diz que temos uma medalha praticamente assegurada. Quem faz 17.52 nesta altura da carreira, de certeza que para o ano consegue ainda melhor. 

Não se vai ouvir o hino nacional em Pequim, mas já se ouviu em 2008. Cortesia do mesmo Nelson Évora que é um dos quatro atletas portugueses a conseguir o ouro em Jogos Olímpicos. Temos gente tão fantástica a enveredar as nossas cores e tudo o que nos preocupa é a selecção que, com muito mais recursos, nunca faz nada de que nos orgulhemos.


Vi várias entrevistas do Nelson ao longo dos anos em que ele se "queixava" de que as condições de treino em Portugal são bastante más. É isto que o nosso país dá aos seus campeões. Para o futebol há tudo com grande nível, os outros ficam os restos. Para termos uma medalha em competições deste tipo precisamos de atletas fenomenais, para termos ouro olímpicos precisamos de atletas de outro mundo. É isso que o Nelson Évora é.

OBRIGADA CAMPEÃO!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O cretino vs. Mr. Burns

Toda a gente sabe que adoro uma boa discussão entre entidades do futebol. Bruno de Carvalho também adora. O problema é que Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira nunca o convidam para essas discussões. Não podendo discutir com os grandes, Bruno de Carvalho fá-lo com os pequenos.

João Gabriel, ou Mr. Burns, é o único que ainda se dá ao trabalho de responder ao presidente do Sporting. João Gabriel é o responsável pela comunicação do Benfica. Não sei quanto é que pagam ao Mr. Burns, mas se precisarem de alguém para o susbtituir eu não me importo. Sou fenomenal a insultar o presidente do Sporting. Faço-o todos os dias gratuitamente e arranjo nomes bem melhores que "cretino". Ainda por cima tenho um curso de comunicação e tudo. Sou a candidata ideal para quando João Gabriel for despedido. Mas não quero ser o Mr. Burns. Sou mais parecida ao Homer. Só me faltam uns quilos, gostar de cerveja e ser careca.

Há aquela ideia de que os Benfiquistas são todos zé povinhos. João Gabriel tem um grave problema. Não há zé povinho que se preze que chame "cretino" a alguém. Zé povinho que é zé povinho, no mínimo, insinua que a mãe do ofendido pratica uma actividade profissinal isenta de impostos. Assim sendo, João Gabriel, a ser Benfiquista, contraria um fundamento mais antigo que a fundação do clube.

Depois vem Bruno de Carvalho e chama atrasado mental a João Gabriel. É possível que o seja, até pela forma como gere a comunicação do Benfica. Mas felizmente não acusa outros clubes de atitudes miseráveis perante o seu antigo treinador, quando fez pior. Ainda se lembram do Marco Silva? Eu lembro. E lembro-me que conquistou uma Taça de Portugal com muito menos recursos do que aqueles com que Jorge Jesus conquistou a Supertaça. Se bem que, agora que penso nisto, talvez Jorge Jesus já tivesse o seu cérebro em alvalade (ou, mais precisamente, no Campo Grande) e apenas as ideias na Luz. Às tantas fomos bi-campeões só com as ideias e sem o cérebro. Felizmente as ideias este ano são as mesmas.

Falando em Jorge Jesus, tenho reparado em mudanças significativas na personalidade do treinador. Por exemplo, no Benfica entrava "em campo" com casaco mas passados poucos minutos já estava só com a camisa. No Sporting ainda não o vi fazer isso. Com frio ou calor conserva o casaco e a gravata até ao fim do jogo. Porque será?

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O agradecimento que ninguém fez ao Ola John

Hoje levantei-me e a minha mãe disse-me: "então o Benfica lá ganhou, não é verdade? Mas não era aquele treinador que não valia nada?". Como adepta da bola que sou, comecei logo a contrariar-me a mim mesma. Dizia eu: "não valia nada? Quem é que disse isso? Alguém que não percebe nada de futebol, só pode, porque qualquer adepto da bola que perceba o mínimo sabe que Rui Vitória é o melhor do mundo". A minha mãe começou inevitavelmente a rir. Não percebi. Juro. Até parece que eu não apoio o Rui Vitória desde o primeiro dia. Até parece que questionei o facto de ter deixado o Samaris a aquecer o banco. Até parece que levei as mãos à cabeça quando vi que ia entrar o Victor Andrade (ou, como diz a minha mãe: quem?). 

Quem vir apenas o resultado possivelmente pensa que o Benfica fez uma exibição "com nota artística", como dizia o outro. E fez. Depois do golo do Mitroglou pareciamos o Bayern. Antes disso o Júlio César salvou-nos. É para isso que ele lá está, não é? Fizessem todos o que devem e o Benfica demolia todas as equipas deste campeonato. Infelizmente nem todos fazem o que devem. 

Há quem diga que o Benfica ganhou o jogo no banco. Não podia ser mais verdade. Mas a maioria acha que a entrada do Victor Andrade (ou, como diz a minha mãe: quem?) deu outro alento ao lado direito do ataque. Não concordo. A culpa do Benfica começar a marcar não foi do Victor Andrade (ou, como diz a minha mãe: quem?) mas sim do Ola John. Viram como o Benfica começou a marcar assim que o Ola John saiu? Não há coincidências. Dão os louros ao Victor Andrade (ou, como diz a minha mãe: quem?) quando os deviam dar ao Ola John. Vergonhoso.

Vergonhoso é também a quantidade de mau futebol que o Talisca pratica. O Mourinho não o queria? Por alguns milhões está à vontade para o levar. O Chelsea não há-de ficar pior, certo? Mas o mais vergonhoso foi o facto de o Samaris ter ficado no banco. Não tanto porque fez imensa falta e o Fejsa é mais fraco que ele, mas antes porque a BTV perdeu 90% da audiência feminina ontem (para quem não sabe do que eu falo, é ver os comentários das fotos dele no intagram e facebook, é rir sem parar). Para a próxima, e para rentabilizar a BTV, é pores o Samaris à frente do Fejsa, porque 10 milhões não são para ficar sentados no banco, sim Rui?

sábado, 15 de agosto de 2015

Limpinho

Sabes que a Liga Portuguesa está de volta quando, em apenas um jogo, há três golos e dois deles estão cheios de erros de arbitragem! Mas aquele último foi limpinho, limpinho!

Questões que assolam a humanidade #7

*inserir imagem de apêndice*

Para que é que precisamos do apêndice?

Todos nós conhecemos pelo menos uma pessoa que já tirou o apêndice, certo? Então se o podemos tirar, para que é que ele serve? A meu ver o apêndice é uma espécie de peça suplente que nunca vai servir para nada. É tipo aquele botão que vem dentro de um saquinho nas camisas. Nós sabemos que nunca o vamos usar, mas guardamo-lo por percaução. Se há tanta gente vive sem apêndice, porque é que eu tenho de o aguentar? Uma coisa é o coração, um órgão a sério, outra coisa é o apêndice que ainda provoca dores.

Outra coisa que me provoca "comichão" dentro deste tema do corpo humano são os rins e a bexiga. Temos dois rins prontinhos a filtrar urina, mas só temos um sítio para armazenar a urina produzida por dois órgãos. Se as contas não me falham, devíamos ter duas bexigas. E dois estomagos, que às vezes um não me chega.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Letras com nota artística #4: "Aphrodisiac"



Mais uma vez uma música desconhecida da generalidade das pessoas e mais uma vez a pedido. "Aphrodisiac" é o tema que a Grécia enviou à Eurovisão em 2012. A Grécia é aquele tipo de país que envia uma genialidade num ano e o típico eurotrash no seguinte. Mas vamos ao que interessa. "Aphrodisiac" é uma canção de Eleftheria Eleftheriou. Acham que o nome soa mal? Deviam ouvir a voz dela.

Concentrem-se neste belo tema que deu um dos piores resultados à Grécia no ESC deste século:


Agora concentrem-se na letra que eu vou fazer o mesmo:

"I gotta to say what’s on my mind
When I’m with you I feel alright
You call me baby, we spend the night
I’m so addicted, I feel alive

Over and over I’m falling

Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me dance, dance like a maniac
Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me want your aphrodisiac

You make me want your aphrodisiac

I think about you all the time
I just can’t get you off my mind
You drive me crazy, you drive me wild
You’re so addictive, there’s no way out

Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me dance, dance like a maniac
Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me want your aphrodisiac

You make me want your aphrodisiac

I’m craving for your touch
I want it way too much
I’m craving for your touch
Too much, your touch, too much

Over and over I’m falling

Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me dance, dance like a maniac
Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me want your aphrodisiac

Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me dance, dance like a maniac
Oh oh oh oh oh, oh oh oh oh oh
You make me want your aphrodisiac

You make me want your aphrodisiac"

A pergunta que se impõe é: o que é  então o afrodisíaco?

A rapariga começa a canção a dizer que tem de dizer o que está a pensar. É uma coisa que eu não aconselho a ninguém porque suponho que toda a gente pense da mesma forma estúpida que eu. Eu raramente digo aquilo que penso e ainda mais raramente penso no que digo. Mas parece que ela só pensa que quando está com seja lá quem for se sente bem. Confesso que estava à espera de uns pensamentos mais elaborados, mas enfim.

"You call me baby, we spent the night" - é de mim ou ela é um bocadinho (mas só um bocadinho mesmo) oferecida? Espero que ela nunca vá a um concerto da Britney Spears em que ela cante o "Baby one more time" a olhar para ela. 

"I'm so addicted, I feel alive" - querida, se fores viciada em droga ou álcool, é normal que te sintas viva. A menos que sejas como algumas pessoas que eu conheço que "morrem" com o efeito álcool. À medida que avançamos na letra desta bela melodia percebemos que ela cai uma e outra vez. Rapariga, é possível que isso seja por te sentires "viva". E ainda dança que nem uma maníaca. Isso já tinha reparado.

Chegados à segunda parte da música, temos quatro versos para dizer uma coisa que já foi dita antes. Lembram-se do primeiro verso? Se não se lembram vão lá atrás ver que eu espero. Já se lembram? Lembram-se de eu questionar o que é que ela poderia estar a pensar? Temos aqui a resposta. Está a pensar, SEMPRE, na pessoa a quem dirige a música. E porquê? Porque essa pessoa é viciante. 

Desconfio que a música não se refira a alguém, mas sim a alguma coisa. Faz muito mais sentido. Pensem comigo: 
  • uma coisa viciante;
  • uma coisa que é difícil abandonar;
  • uma coisa que a faz dançar como uma maníaca;
  • uma coisa que a deixa maluca;
  • uma coisa que a faz sentir bem;
  • uma coisa que a faz cair uma e outra vez.
Isto é uma pessoa? Para mim não, mas isto sou eu, que gosto de acreditar que as letras das músicas têm alguma coisa interessante por baixo de tanta falta de conteúdo. Isto podia perfeitamente ser o hino dos AA. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Considerações sobre o actual torneio do Guadiana

A Supertaça é possivelmente o troféu mais desinteressante de toda a época. É um género de transição entre a pré-época e a época propriamente dita. Nem chega a ser uma competição. É uma questão de sorte ou azar: se jogas mal, perdes a taça. Não são precisos vários jogos para chegar à final, a menos que haja equipas a passarem o ano com o pensamento "epa vou ganhar contra o Arouca para depois disputar a Supertaça, que se lixe o campeonato". A própria Taça da Liga é mais interessante (e dá mais dinheiro) que a Supertaça. Um jogo entre Benfica e Sporting no Algarve nesta altura há uns anos chamava-se Torneio do Guadiana, domingo chamou-se Supertaça.  

Mas, agora que já se passaram quase dois dias depois da derrota do Benfica, já posso comentá-la melhor. Na verdade ainda não tinha tido tempo para o fazer, porque os comentários continuam os mesmos.

Primeiro que tudo quero salientar o excelente trabalho de Jorge Sousa, o ex-super dragão e melhor árbitro português da actualidade. Jorge Sousa dignificou aquilo que de melhor se faz a nível da arbitragem no nosso país. Muitos falam sobre o golo anulado ao Sporting. Foi bem anulado. O fora-de-jogo pressupõe que haja um jogador da equipa contrária (neste caso, do Benfica) à frente do jogador que fez o remate. Havia algum jogador do Benfica à frente do jogador do Sporting que rematou? Não. Quem lá estava era o Ola John e o Ola John não pode ser considerado jogador de futebol.

Mas passemos àquilo que foi o jogo. Nunca pensei ficar chateada por ver o Eliseu no banco. Nelson Semedo provou ser um boa aposta, mas alguém devia lembrar o Rui que tem um campeão europeu de sub-21 na equipa para aquele lugar. Sílvio é uma excelente aposta para o lugar de lateral-esquerdo. Se quisermos sofrer os golos todos por esse lado. Luisão não recuperou mas não houve problema. Lisandro Lopez esteve bem e provou ao JJ que é bom jogador. Mas para mim o melhor em campo foi o Talisca. Fez um jogo tão bom, que só dei por ele quando o substituiram. 

Não percebi qual é que foi a ideia do Rui Vitória. "Ah e tal, o Jesus diz que eu não mudei nada por isso vou mudar isto tudo". Eu sou adepta da mudança, mas para melhor. Não vamos mexer no que está bem feito. Não vamos trocar o Pizzi pelo Talisca nem vamos tirar o Samaris de jogo quando o Fejsa já tem amarelo. Mas atenção, eu sou uma fervorosa  adepta de Rui Vitória (como já tinha dito várias vezes, aliás), principalmente se ele levar as suas ideias fenomenais para bem longe do Benfica. 

Desabafos feitos, Jorge Jesus se calhar precisa de aprender o que são boas maneiras. Mas só se calhar. Às tantas tinha só saudades do Jonas e o Jonas é que estava aziado e se passou com o antigo treinador. É provável que tenha sido isso. Jorge Jesus nunca me pareceu o tipo de pessoa que gosta de provocar só porque sim. Principalmente provocar um dos grandes responsáveis pelo título de campeão nacional que conquistou no ano passado. 

domingo, 9 de agosto de 2015

A fenomenal pré-época do Benfica

Viram quantos jogos é que o Benfica venceu esta pré-época? Se não viram, eu digo: foram exactamente zero. Mentira. Não estava a contar aquele ganho nas grandes penalidades frente a uma equipa tão boa cujo nome nem me lembro. Estou desiludida. Não pelas derrotas, mas sim pelas fracas derrotas. No ano passado sofríamos goleada atrás de goleada. Este ano são 0.0, 1.0 e o máximo que levámos foram três. Uma miséria. Temo que este ano não consigamos uma época ao nível da do ano passado e que, ao invés de ganharmos três troféus, só consigamos dois e os campeões de pré-época do ano passado consigam vencer qualquer coisa. Mas isto sou eu, que sou pessimista por natureza.

Mas importa referir que o Benfica fez uma boa pré-época. A ideia de jogo de Rui Vitória já se entranhou nos jogadores (parece é que essa ideia é o antónimo do apelido do treinador). As transições defesa-ataque estão melhores, o meio campo mais consistente, o Talisca já parece um jogador, nas laterais temos ninguém e o Eliseu a ocupar espaço. Com tudo isto tudo parece-me óbvio quem será o vencedor do jogo de hoje. E digo isto tudo baseada nos zero jogos que vi nesta pré-época.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Entender jesulês

Toda a gente sabe que Jesus diz sempre coisas acertadas, certo? Também toda a gente sabe que muitas vezes essas coisas são mal interpretadas. A comunicação social anda por aí toda a dizer que JJ disse que ia festejar em caso de vitória do Sporting. Nada disso. O que Jesus disse foi, e cito: "não vou dizer que se não ganhar não vou festejar". Vamos por partes porque esta frase parece ser difícil de entender, mas para quem passou seis anos a descodificar jesulês, é peanurs. Jesus podia ter dito só "se não ganhar não vou festejar", o que acabaria por fazer sentido. Acrescentando o "não vou dizer", diz apenas que vai festejar se não ganhar. Acho bem, tristezas não pagam dívidas.

Jesus disse ainda que se quisesse Mitroglou, já o tinha. Não duvido. Da mesma forma que se mais algum clube do mundo quisesse o Aquilani, já o tinham. "Não mudou nada", o que se faz no Benfica veio tudo do cérebro fenomenal de um treinador que, nesse mesmo cérebro, é o melhor do mundo. Por isso é que treina o Sporting. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

As difíceis decisões de quem vive na "terrinha"

Há quem pense que quem vive na "terrinha" nunca tem nada para fazer. Está certo. Excepto nas noites de domingo do mês de agosto. Em agosto, todos os caminhos vão dar a uma festa. Literalmente. Vá para a esquerda ou para a direita, para baixo ou para cima, há sempre uma festa em qualquer lado. Às vezes nem é preciso haver capela/igreja.

Para verem o meu drama, só este domingo contei sete festas do género nas redondezas e os próximos fins de semana também já estão todos ocupados. Como é que uma pessoa decide para onde ir quando há sete opções? Primeiro eliminam-se os locais onde não é possível ter companhia. Depois escolhemos o sítio mais perto, que o gasóleo está caro. Vida difícil a minha.

Um mais um ainda serão dois?

O governo parece um miúdo que acabou de receber um brinquedo novo. A pouco tempo das eleições há números recorde no desemprego. Viva Portugal! Agora que todos estamos empregados, vamos tirar uns minutos para reflectir sobre a matemática aplicada pelo INE para chegar aos 11,9% de desempregados. 

Em abril, maio e junho não houve taxas de desemprego inferiores a 12%. Em abril havia 13%, em maio 12,4% e em junho 12,4% de desempregados. Assim sendo, a taxa de desemprego deste trimestre só podia ter um valor inferior a 12%, certo?

Estou a perguntar porque já não tenho matemática há bastante tempo. E todos nós sabemos que para calcular a média do que quer que seja é preciso ter matemática A. Eu tive MACS. Claro que em MACS não aprendemos a calcular a média. Aprendemos 1+1=2 e foi com estas aprendizagens que consegui os meus únicos 20's do secundário. 

Sendo:

x - percentagem de desempregados em cada um dos meses 
y - o número de meses em questão (três)

temos que:

(x+x+x):y=média de desempregados

Mas então vamos substituir as letras por números:

(13+12,4+12,4):3=12,6

Mais, a quantidade de pessoas desempregadas juntamente com aquelas que têm um emprego prefazem mais ou menos 5 milhões. Podemos então concluir que metade da população portuguesa é constituída por idosos ou crianças. Contam também  como empregados as pessoas a recibos verdes, estágios profissionais ou em cursos do IEFP. Então se eu tiver uma empresa, despedir uma pessoa e colocar duas a estágio profissional para fazer exactamente o que a outra fazia, sou um génio dos recursos humanos, certo?

A minha proposta (e volto a salientar que tive MACS) é que façamos uma vaquinha para comprar uma calculadora aos senhores do INE. Até posso emprestar a minha. Está é sem pilhas desde o final do exame de MACS. Felizmente aguentou até lá, senão como é que eu ia calcular médias, medianas e modas?

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Nobody cares

O casamento do Jorge Mendes tem sido muito falado na imprensa. E não é só na imprensa cor-de-rosa. É em toda a imprensa. Quando eu ponho gosto numa página de um jornal no facebook (um que não o Correio da Manhã) espero que me informem sobre coisas relevantes (principalmente sobre futebol). É o que acontece. O casamento do Jorge Mendes é quase o acontecimento do ano. Não foi transmitido na SIC e TVI porque não tinha número de valor acrescentado para onde ligar e ganhar uns milhares de euros.

Mas parece-me importante perceber o porquê de tanto alarido à volta deste casamento. Jorge Mendes é uma celebridade internacionalmente conhecida por todos aqueles que são portugueses e simultaneamente apreciam futebol. É adorado por uma elevada percentagem do grupo anteriormente citado: mais ou menos uns 15%. E é ainda o grande patrão da selecção nacional, apesar de apenas os 85% restantes perceberem isso.

É por isto que o casamento do Jorge Mendes é tão relevante. É por isso que merece tantas notícias. Só eu é que não quero saber. Mas eu tenho problemas, toda a gente sabe isso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Felicidade ao mais alto nível...

Vamos fazer um exercício. Pensem na vossa banda preferida. Agora imaginem que essa mesma banda decide que se vai separar. Conseguem imaginar? Eu não só consigo imaginar, como sei perfeitamente o que é. Estão a ver os Keane? Sim, esses mesmo que estavam cá mil e uma vezes em cada tour. Separaram-se há pouco menos de dois anos e ontem deu-me a nostalgia. Abri o spotify e tudo muito bem até que aparece uma música que eu não conheço. É nesse momento que me apercebo que nunca ouvi os mil e um b-sides deles. Felicidade suprema. Podem adivinhar o que está neste momento no meu windows media player.

E, coincidência das coincidências, foi precisamente há dois anos que os vi ao vivo (sim, eu decoro datas destas, mas esqueço-me de aniversários dos amigos) na Expofacic. Quando a Expofacic não era só Anselmo e afins. Curiosamente foi um drama para conseguir ir vê-los. Nem imaginam o que foi convencer os meus pais a deixarem-me levar o carro (sim, eu sou uma péssima condutora e nem fazia/faço ideia onde raios é cantanhede), mas com persistência  (e teimosia) tudo se consegue. E sabem quanto é que paguei para ver a minha banda preferida? 9€. Juro. 9€. É por isso que agora não pago para ver quase ninguém. Se os Keane só valem 9€, não há por aí muitos que possam valer mais. Pelo menos não no panorama do rock alternativo ou piano rock, ou o que lhe queiram chamar. Conjugar as músicas do Tim (e a genialidade dele enquanto pianista) e a voz fenomenal do Tom numa banda não é fácil. E torna-se ainda mais difícil quando o mercado começa a exigir coisas mais pop. Mas os Keane nunca fugiram ao estilo deles. É por isso tudo e muito mais que são a minha banda preferida.

E porque recordar é viver:






Música para os meus ouvidos #1


Sim, ainda estou em modo de "ressaca" do Marés Vivas

Mas agora a sério. Tendo em conta que hoje é segunda-feira (o que para muita gente é uma tristeza) fica aqui o meu vício musical dos últimos dias (acho que até o carro já se fartou me ouvir cantar isto) que é super-hiper-mega-animado.