Felicidade ao mais alto nível...

17:17

Vamos fazer um exercício. Pensem na vossa banda preferida. Agora imaginem que essa mesma banda decide que se vai separar. Conseguem imaginar? Eu não só consigo imaginar, como sei perfeitamente o que é. Estão a ver os Keane? Sim, esses mesmo que estavam cá mil e uma vezes em cada tour. Separaram-se há pouco menos de dois anos e ontem deu-me a nostalgia. Abri o spotify e tudo muito bem até que aparece uma música que eu não conheço. É nesse momento que me apercebo que nunca ouvi os mil e um b-sides deles. Felicidade suprema. Podem adivinhar o que está neste momento no meu windows media player.

E, coincidência das coincidências, foi precisamente há dois anos que os vi ao vivo (sim, eu decoro datas destas, mas esqueço-me de aniversários dos amigos) na Expofacic. Quando a Expofacic não era só Anselmo e afins. Curiosamente foi um drama para conseguir ir vê-los. Nem imaginam o que foi convencer os meus pais a deixarem-me levar o carro (sim, eu sou uma péssima condutora e nem fazia/faço ideia onde raios é cantanhede), mas com persistência  (e teimosia) tudo se consegue. E sabem quanto é que paguei para ver a minha banda preferida? 9€. Juro. 9€. É por isso que agora não pago para ver quase ninguém. Se os Keane só valem 9€, não há por aí muitos que possam valer mais. Pelo menos não no panorama do rock alternativo ou piano rock, ou o que lhe queiram chamar. Conjugar as músicas do Tim (e a genialidade dele enquanto pianista) e a voz fenomenal do Tom numa banda não é fácil. E torna-se ainda mais difícil quando o mercado começa a exigir coisas mais pop. Mas os Keane nunca fugiram ao estilo deles. É por isso tudo e muito mais que são a minha banda preferida.

E porque recordar é viver:






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