The Handmaid's Tale

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Há tanto tempo que não falo de séries aqui que me sinto na obrigação de vir falar de uma realmente boa. Felizmente consegui arranjar uma melhor que isso. The Handmaid's Tale é baseada no livro de 1985 com o mesmo nome e a história é surreal mas, ainda assim, não deixa de nos provocar um conjunto enorme de emoções, desde a raiva à incompreensão. 

Tentando não dar muitos spoilers, The Handmaid's Tale fala sobre um futuro não muito distante em que os EUA passam a ser Gilead, uma ditadura baseada em ensinamentos cristãos em que as mulheres não têm direito a trabalhar, possuir qualquer bem ou sequer ler. Nós acompanhamos a história através da visão de Offred (cujo nome lhe é dado por estar em casa do comandante de Gilead chamado Fred). Offred é uma handmaid, e o que é uma handmaid? Uma mulher que serve apenas para dar filhos aos comandantes de Gilead, onde há cada vez menos crianças. Cada uma das mulheres férteis que restam em Gilead vai para casa de um dos comandantes e é violada pelos mesmos para que lhe possa dar um filho. Às mulheres não-férteis restam-lhe dois destinos: ou são casadas com um dos comandantes e aceitam ter outras mulheres em suas casas a serem violadas pelos maridos, ou são Marthas (empregadas domésticas).


Parece confuso e a verdade é que o primeiro episódio me deixou assim mesmo, mas com o decorrer da série passamos a perceber bem o enredo e a odiar a maioria das personagens ou simpatizar com outras. Os flashbacks são extremamente bem feitos para que consigamos perceber como é que as coisas chegaram ao ponto a que chegaram. A série está tão boa que até me fez começar a ler o livro. São apenas 10 episódios com mais ou menos 50 minutos, que se vêm num ápice.

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