Fora das quatro linhas

Benfica abril 22, 2017
Sempre houve ódio no futebol e isso é um dado adquirido. O que nem sempre houve foram órgãos de comunicação social a espalhar esse ódio. No meu tempo faziam-se notícias sobre futebol e menos sobre extra futebol. No meu tempo os programas para discutir futebol serviam, surpreendentemente, para discutir futebol ao invés do que acontece hoje em dia em que esses programas servem para três atrasados mentais gritarem uns com os outros. Fui lendo umas frases aqui e ali sobre o atropelamento desta madrugada até que decidi ir informar-me no jornal mais vendido do país. O Correio da Manhã conquistou-me logo com o título da notícia:


"Adepto do Sporting assassinado junto ao Estádio da Luz". Notem que se o senhor fosse adepto, digamos, da Fiorentina, o impacto deste título seria nulo. Ou se fosse um adepto do Sporting assassinado em frente ao Continente de Telheiras. Ou, ainda mais radical, um homem atropelado em Lisboa. Nenhum destes títulos dava tantos cliques e, curiosamente, também nenhum deles espalhava tanto ódio. Abrimos a notícia e temos um festival de suposições: "Um italiano ligado à Fiorentina mas que também será adepto do Sporting", "Marco Ficini, de 41 anos, estaria com elementos da claque leonina Juve Leo, de que faria parte"... Os "será", "estaria" e "faria" criam um clima de certeza mas ao mesmo tempo de dúvida. Isto é o melhor que se pode fazer no "jornalismo": não há certezas? Mete-se um talvez que o pessoal acredita e nós depois podemos desmentir dizendo que nunca fizemos afirmações.

Estou ansiosamente à espera para ver como vai ser tratado este caso no Prolongamento, aquele programa onde se discute tão bem o que se passa nas quatro linhas. É curioso que tirei Ciências da Comunicação porque queria ser jornalista de desporto e, hoje em dia, não me consigo identificar sequer com o jornalismo feito neste país. Se há bom jornalismo e bons jornalistas? Claro que há. Ainda há umas semanas tive o prazer de conhecer o Carlos Daniel e dizer-lhe o quanto o admiro enquanto jornalista e comentador desportivo. O problema do mau jornalismo são as pessoas que lêem/vêm este lixo, porque no momento em que o sensacionalismo deixar de vender, os órgãos de comunicação social vão ter de apostar noutra coisa. Até lá vão-se alimentando ódios. 

Letras com nota artística #9: "Pica do Sete"

letras março 27, 2017


Já há uns tempos que me ando a questionar sobre esta música e sempre que a oiço penso "tenho de escrever sobre ela" mas, como todas as ideias que tenho, isso acaba esquecido naquele lugar do meu cérebro que armazenou toda a história da arte dada no 12.º ano. Na semana passada estava a ver a gala do Benfica e quem é que aparece para cantar? O António Zambujo. E o que é que ele canta? O Pica do Sete. Foi então que se fez luz. Atentem na letra:



"De manhã cedinho
Eu salto do ninho e vou p'rá paragem
De bandolete à espera do 7
Mas não p'la viagem

Eu bem que não queria
Mas um certo dia vi-o passar
E o meu peito céptico
Por um pica de eléctrico voltou a sonhar

A cada repique
Que soa do clique d'aquele alicate
Num modo frenético
O peito céptico toca a rebate

Se o trem descarrila
O povo refila e eu fico num sino
Pois um mero trajecto
No meu caso concreto é já o destino

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o 7 me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá

Que triste fadário que itinerário tão infeliz
Cruzar meu horário com o de um funcionário de um trem da Carris
Se eu lhe perguntasse se tem livre passe para o peito de alguém
Vá-se lá saber talvez eu lhe oblitere o peito também

Ninguém acredita no estado em que fica o meu coração
Quando o 7 me apanha
Até acho que a senha me salta da mão
Pois na carreira desta vida vã
Mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá"

Ponto 1: alguém disse ao Zambujo que não há nenhum elétrico com o número 7 em Lisboa? "Ó Jessica mas quem é que te diz que a história da música se passa em Lisboa?". É uma questão pertinente e basta olhar para o videoclip para perceber que este elétrico é, de facto, o 15 e não o 7 (até porque o 7 não existe). Se era para escrever uma música sobre elétricos, escolhia um número entre o 15, 18, 25 ou 28. Outra coisa interessante no vídeo é o tempo que demora o percurso. Notem que ela entra no elétrico "de manhã cedinho", anda um bocado, entretanto é noite e depois volta a ser dia. De facto já cheguei a fazer o percurso completo do 15 e parece demorar um dia inteiro.

Mas passemos à letra que é para isso que eu cá estou. Numas festas da terrinha há uns meses estava a dar esta música e eu comentei com a Sara a minha indignação em relação ao facto de não haver um elétrico 7 em Lisboa e foi aí que ela me alertou para outro problema nesta letra. Pensava eu que o rapaz ficava com a pica por causa da rapariga que estava no elétrico. Afinal não. Quem lhe dá pica é o pica ("mais nada me dá a pica que o pica do 7 me dá"). Claro que este verso funciona em termos métricos bastante bem e por isso faz sentido tê-lo na música. O problema é que no resto da música temos mais indícios de que o Zambujo está perdido de amores por um pica da carris, senão atentem nos versos: "E o meu peito céptico/Por um pica de eléctrico voltou a sonhar"  e "Cruzar meu horário com o de um funcionário de um trem da Carris".

Seria de esperar que estes fossem os únicos problemas desta letra, certo? Errado. Atentem na primeira estrofe: "De bandolete à espera do 7/Mas não p'la viagem". Calma lá, então ela está na paragem, à espera do elétrico mas não está à espera da viagem? Então está na paragem a fazer o quê? A apreciar a vista? Há muitos miradouros em Lisboa para fazer isso. 

(Eu sei que a quantidade de vezes que disse elétrico neste texto é absurda)

Expressões parvas usadas pelos portugueses

língua portuguesa março 22, 2017
A língua portuguesa é rica em figuras de estilo e a metáfora é uma das mais utilizadas sobretudo em expressões do nosso dia-a-dia. Qualquer estrangeiro que nos oiça a dizer uma das 10 frases que se seguem fica a olhar para nós como se fossemos as pessoas mais estranhas. Porquê? Porque, de facto, a grande maioria delas são parvas e não têm nada a ver com o seu significado.

Passar pelas brasas

Porque dizer a alguém que essa pessoa acabou de dormir uma sesta é demasiado mainstream, diz-se que a pessoa acabou de passar por brasas. Ou seja, em vez de nos referir-mos a dormir, falamos de brasas. Porque é que não dizemos então "passar pelos fósforos" ou "passar pela lenha"?

Valer a pena

O meu pai costumava responder tantas vezes à expressão "não vale a pena" com um "vale a galinha" que eu acabei por ganhar essa mania e digo-vos que é extremamente irritante. Mas de facto qual é a lógica de dizer que algo vale ou não a pena em vez do esforço? Não iria dar ao mesmo dizer esforço em vez de pena? Claro que sim, mas os portugueses acham que não vale a pena (nem a galinha) falar como pessoas normais.

Muitos anos a virar frangos

"Como é que fazes isso tão bem?" "Olha, são muitos anos a virar frangos". Felizmente os meus talentos são pouco mais que nenhuns e, por isso mesmo, ninguém me pergunta como é que eu sei fazer o que quer que seja. Evitam-me o trabalho de usar esta expressão ridícula.

Bater as botas

Não, a sério, alguém pensou que bater botas não tem absolutamente nada a ver com morrer? Quem é que inventou isto? E quem é que achou esta metáfora tão genial ao ponto de a usar?

Apanhar ar

As pessoas dizem constantemente (principalmente nos filmes porque na vida real ninguém usa esta expressão) que precisam de apanhar ar e, no entanto, eu nunca vejo ninguém realmente a apanhar ar. Não sei se é mais estúpido alguém dizer que precisa de apanhar ar ou dizê-lo e não o ir apanhar. Esta expressão só faz sentido para aquela pessoa que decidiu fazer da venda de ar de Fátima um negócio.

Ter lata

Mas lata de quê? De tinta? De sumo? Ou uma daquelas que dão com as fitas de finalista na faculdade? Expressão demasiado genérica, há muitas latas no mundo.

Barriga a dar horas

Da mesma forma que a palavra saudade só existe em Portugal, as barrigas que dão horas também. É uma pena que a minha não seja dessas porque me poupava muitas idas ao telemóvel ver que horas são. Por outro lado o meu telemóvel serve para pouco mais que isso portanto talvez seja bom a minha barriga não dar horas.

Chorar sobre leite derramado

Já entornei muito leite na minha vida (sobretudo quando estou a abrir os pacotes) e isso nunca me fez chorar. Claro que toda a gente me chama insensível e portanto não sou o melhor exemplo. Digam-me, já choraram por leite derramado?

Procurar uma agulha num palheiro

Será que houve mesmo alguém a procurar uma agulha num palheiro? Será que alguém perdeu uma agulha num palheiro? Ou será que alguém escondeu uma agulha num palheiro? Não era mais simples comprar uma agulha nova? O que é que alguém foi fazer com uma agulha para um palheiro? A quantidade de perguntas geradas por esta expressão são imensas.

Sentir dor de cotovelo

Sim, porque quando se sente inveja de alguém começa-nos claramente a doer o cotovelo. A mim o cotovelo só me dói se bater em alguma coisa, e acreditem que eu sinto inveja. Ainda há dias a senti quando vi que alguém tinha ganho o Euromilhões.

Questões que assolam a humanidade #19

questões que assolam a humanidade março 19, 2017

O que é uma cabeça-de-alho-chocho?

Interessa antes de mais esclarecer a grafia desta palavra. Diz a internet (porque, sabe-se lá como, nunca necessitei de escrever tal coisa em toda a minha vida) que se escreve com hífen, mas parece-me que com o novo acordo ortográfico isso possa ter mudado. Havendo falta de fontes fiáveis, vou manter os hífenes.

Uma pessoa apelidada de cabeça-de-alho-chocho é uma pessoa distraída (pelo menos assim o diz um qualquer dicionário online). Questão respondida. O que me incomoda são os vários significados da palavra chocho tendo em conta que nenhum deles se aplica a distração nem nada que se pareça. E, de todos eles, há talvez um que se aplique a alhos, que é o primeiro. Agora expliquem-me lá porque é que há pessoas que insistem em usar esta expressão...

10 coisas que aprendi com House

séries fevereiro 26, 2017
Depois das 10 coisas que aprendi com Supernatural, pareceu-me (razoavelmente) interessante fazer o mesmo com uma série que toda a gente conhece. Eu estou a fazer maratona de House e falta-me a última temporada mas, tendo em conta que os episódios são sempre iguais, parece-me que já estou apta a fazer uma lista interessante.

O primeiro diagnóstico nunca está certo

Nem o segundo. Quando o doente estiver quase a morrer é que vamos ficar a saber o que ele tem.

Invadir a casa de um doente é a melhor forma de o curar

Notem que quando alguém está no hospital não está ninguém em casa dessa pessoa quer ela more sozinha ou não. Mais, assaltar uma casa nos Estados Unidos deve ser uma tarefa bastante fácil. 

Podes ser a pior pessoa do mundo e mesmo assim ter amigos

Mentiroso, manipulador, egocêntrico... Não importa quantos defeitos tens, há sempre um Wilson neste mundo disposto a ser teu amigo.

Qualquer pessoa pode ser tratada pelo melhor médico do mundo

Não importa se é um diplomata rico ou uma desempregada como eu. Quem é que paga as despesas? Ninguém sabe.

Viajar pode dar sérios problemas de saúde

Qualquer local fora dos EUA é extremamente propício ao aparecimento de doenças. É normal, o ar nos EUA não tem qualquer tipo de poluição.

Antes de melhorares tens de piorar

Piorar muito. Assim quase a chegar ao ponto em que estás mais para lá do que para cá. É uma coisa que se diz regularmente, mas House provou este ditado. 

Nunca é doença de Wilson, mas toda a gente a sugere

Que doença é esta? 7 temporadas depois e eu ainda não sei porque ninguém a tem mas há sempre alguém que a sugere.

Toda a gente deve fazer uma ressonância magnética

E uma punção lombar. Curiosamente ninguém consegue fazer a ressonância magnética até ao fim porque começam a entrar em pânico, ou a falar demais, ou a mexer-se demais ou desmaiam...

Se fores um génio podes enganar toda a gente sem consequências

Podes mentir e pôr a vida do teu paciente em risco que não vais ser despedido.

Toda a gente mente

old but gold

Questões que assolam a humanidade #18

questões que assolam a humanidade fevereiro 24, 2017


Porque é que os bebés têm meses em vez de anos?

Já vos aconteceu perguntarem a uma mãe a idade do filho bebé e ela dizer-vos "18 meses"? Claro que já. Há uma espécie de regra social que obriga os pais a responder a esta pergunta em meses em vez de anos para que o recetor da mensagem seja obrigador a exercitar o seu cérebro preguiçoso. Se por um lado acho que faz todo o sentido pôr em prática as milhentas aulas de matemática que serviram para pouco mais que nada, por outro acho uma perfeita estupidez que não se diga "um ano em meio" em vez de "18 meses". Se a data não for certa, arredonda-se que ninguém precisa de saber o número de dias exatos que a criança tem. Mas atenção, se isto é grave nas idades dos bebés, é ainda pior na gravidez. "De quanto tempo é que estás?" "De 31 semanas". A sério? Não dá para responder "quase 8 meses"? Tenho de ser eu a fazer as contas? Há uma solução para este problema que é que eu uso normalmente: não perguntem. Vão parecer desinteressados mas pelo menos não têm de se dar ao trabalho de fazer contas de cabeça.

As pessoas no comboio

fevereiro 10, 2017
Isto não tem nada a ver com o facto de eu ter visto o filme "A rapariga no comboio" há pouco tempo mas sim com o facto de eu ter passado muito tempo em comboios quando andava na faculdade. Todo este tempo me permitiu analisar os vários tipos de pessoas que viajam em comboios. Assim de repente vêem-me à cabeça oito tipos de pessoas. 

As estudiosas

As viagens de comboio são tão longas e chatas que tirar umas folhas de apontamentos e começar a lê-las (ou a olhar para elas simplesmente) parece a melhor atividade do mundo. Curiosamente nunca cheguei a um ponto de tédio tão grande que me desse para estudar.

As informadas

Há sempre alguém que vai a ler o jornal. Sobretudo se for da parte da manhã. Geralmente é o Correio da Manhã por isso também não sei até que ponto é que posso chamar a estas pessoas "informadas".

As sociáveis

Aqui há dois subgrupos: aquela que falam ao telemóvel durante a viagem inteira e para todo o mundo ouvir e as que decidem falar com a pessoa que está ao lado porque supõem que ela quer ouvir as suas histórias.

As preguiçosas

Este é um dos grupos com o qual eu me identifico. Há pessoas que vão sempre de olhos fechados mesmo que não estejam a dormir. Não interessa se são 7 da manhã ou 4 da tarde, qualquer hora é boa para fechar os olhos no comboio e abri-los apenas quando estivermos a chegar ao nosso destino.

As desportistas

Há pessoas que vão de pé o caminho todo. Isto é perfeitamente plausível se não houver lugares. Acontece que na maioria das vezes há lugares mas parece que há gente que gosta ainda menos de pessoas do que eu e prefere ir de pé a correr o risco de tocar numa pessoa. São pessoas que gostam de se exercitar. Há outra vertente de desportistas que é aquele grupo que se levanta meia hora antes de chegar ao destino. Porquê? Não sei, mas eles lá devem ter as suas razões.

As musicais

Diria que esta categoria é a mais abrangente. Quem é que não tem sempre os fones à mão para tentar iludir-se de que a viagem está melhor só porque estamos a ouvir música? 

As leitoras

Levar um livro para ler no comboio dá um ar de pessoa inteligente. É por isso que, de vez em quando, eu me esforço para carregar um livro na mala. Claro que, no meu caso, estar a ler a mixórdia de temáticas ou a biografia de um futebolista não é inteligente mas sim parvo, mas as pessoas normais lêem livros normais.

As multitasker

Alguma vez praticaram duas destas atividades ao mesmo tempo? Já? Parabéns, são excelentes multitasker. Eu, como não abdico da minha música, tenho por hábito ler ou "dormir" com os fones nos ouvidos. Claro que acabo por não ouvir música nenhuma nestes dois casos, mas pelo menos as pessoas percebem que não estou disponível para ser chateada.

10 coisas que aprendi com Supernatural

séries janeiro 25, 2017
300 temporadas depois, é de esperar que quem segue Supernatural já tenha aprendido umas quantas coisas acerca da série, certo? São precisamente esses ensinamentos que vos venho transmitir hoje.

O tempo passa mais depressa no inferno

Porquê? Ninguém sabe. Se vamos passar lá a eternidade é um bocado irrelevante que um mês terrestre seja igual a 10 anos no inferno.

O corpo pode viver sem a alma

Dá péssimos episódios, mas é verdade.

É possível ter tudo o que precisamos no carro

E quando digo tudo, é mesmo tudo. Se acham que as mulheres têm muita tralha na mala, experimentem ver o porta bagagens dos manos Winchester. Todas as armas que possam imaginar, quilos e quilos de sal, litros de água benta e ainda dois guarda roupas inteiros.


Podemos ter tudo o que queremos em troca da nossa alma

Basta procurar uma encruzilhada deserta, meter umas coisas dentro de um caixa enterrada no meio dessa encruzilhada, dizer meia dúzia de palavras e vai aparecer um demónio para fazer um acordo connosco. Podemos pedir o que quisermos e em troca temos de lhe oferecer a nossa alma. Normalmente teremos mais 10 anos de vida. 

Desenhar em paredes ou no chão é bastante útil

Tem de ser com sangue e têm de ser determinados desenhos, mas uma vez aprendidos, conseguimos teletransportar-nos ou prender demónios ou anjos. 

Os anjos não são assim tão bons

A maioria são até muito pouco angelicais. É mais fácil fazer um bom acordo com um demónio para que este nos ajude do que pedir a um anjo que o faça.

O sal é a solução para tudo

Há um fantasma a assombrar-vos? Se souberem quem é, vão ao cemitério, cavem a cova da pessoa, encham-na de sal e deixem o corpo arder. Problema resolvido. Não sabem quem é esse fantasma? Arranjem balas de sal e disparem-lhas. Problema resolvido (durante pouco tempo). Há um demónio a chatear-vos? Façam um círculo de sal, metam-se dentro dele. Problema resolvido. O vosso almoço está insonso? Acho que já perceberam a ideia.


Como fazer um exorcismo

Pode parecer uma coisa irrelevante, mas quem sabe se ainda não me vai dar jeito. Para futuros problemas, aqui fica: Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adversarii, omnis congregatio et secta diabolica. Ergo, draco maledicte. Ecclesiam tuam securi tibi facias libertate servire, te rogamus, audi nos.

É mais difícil derrotar o diabo que um mero demónio

O diabo saiu do seu esconderijo e demorou uma temporada a ser enjaulado pelos manos Winchester. Já o demónio dos olhos amarelos matou a mãe deles e só foi apanhado na segunda temporada. 

Ninguém morre realmente

Leram bem. É possível ressuscitar seja quem for e seja de que forma for. Ou porque um anjo acha que certa pessoa que está nos confins do inferno lhe pode dar jeito, ou porque Deus nos deve um favor. A maneira como se traz a pessoa de volta ao mundo dos vivos pouco importa. O que interessa é que toda a gente pode ressuscitar, até a mãe dos Winchester que estava morta há uns 30 anos.

Está frio, não está?

janeiro 20, 2017

Tenho a sensação de que ninguém iria conseguir perceber que está frio sem que dezenas de pessoas publicassem no facebook uma imagem com os graus que estão na sua zona. Eu, pelo menos, não conseguiria chegar a tal conclusão e atrever-me-ia a sair de casa de t-shirt e sandálias, até porque estamos em janeiro portanto é um espanto fazer frio. É mais ou menos como aqueles dias de 30 e muitos graus em agosto... Ninguém está à espera porque simplesmente não é normal estar frio no inverno e calor no verão.

Ao que parece isto também é uma novidade para os noticiários que enchem meia hora de programa com reportagens de todas as partes do país onde perguntam às pessoas: "então está frio, não está?" e as pessoas respondem "pois é verdade, estamos no inverno" como que a querer mostrar aos jornalistas que conseguem chegar a conclusões geniais antes dele. Transformámos as conversas de circunstância em publicações de facebook e notícias. Somos um povo incrível. 

Signos

janeiro 17, 2017
Está a minha mãe a ler o jornal e começa a ler o meu signo como se alguma de nós estivesse interessada: "deverá ter uma alimentação mais saudável", diz ela enquanto eu como uma colher de sobremesa de nutella...