Azia

novembro 24, 2016
Diz o site do conhecido medicamento Gaviscon que a azia "ocorre quando o ácido, que normalmente se encontra sobre o revestimento de protecção do estômago, reflui para o esófago (canal que conduz os alimentos). Como o esófago não está tão bem protegido como o estômago, o ácido pode irritar o revestimento do esófago, o que pode provocar sintomas dolorosos, que podem durar de alguns minutos até algumas horas".

Agora que já provei que este texto tem tudo para estar repleto de informação interessante, deixem-me que vos diga que a azia não tem nada a ver com isto. Azia é empatar 3-3 depois de estar a ganhar 3-0 à meia hora de jogo. Isso sim é azia. E é daquela que causa ódio a pessoas de quem ainda ontem gostávamos (e amputar o Lindelöf). "Mais vale um empate que sabe a derrota que uma derrota que sabe a empate", li eu ontem no twitter. Mais valia era não se deixarem empatar otários!

E quando uma pessoa está quase a esquecer, vai ouvir a mixórdia e lembra-se que há mais pessoas com uma azia enorme. Porque "se as segundas partes fossem boas, eram as primeiras". Era fazê-los vir a pé da Turquia para cá. Não ganhem ao Nápoles não.

Os desenhos animados do meu tempo

novembro 15, 2016
Ter um título com as palavras "do meu tempo" faz-me parecer demasiado velha. Pensar que os anos 90 foram há 20 anos, faz-me sentir demasiado velha. Felizmente, aos olhos da sociedade, parece que eu ainda sou menor de idade. Ora, no meu tempo, os desenhos animados eram melhores do que agora. Aliás, atrevo-me mesmo a dizer que nasci na altura perfeita para ver desenhos animados de qualidade. Eram tempos em que saía da escola a correr para casa para poder ir ver o Batatoon e até, veja-se bem, me levanta cedo no fim de semana para ver "os bonecos".

Hoje, do nada, lembrei-me da música da avó detective e apercebi-me que hoje em dia, além de os desenhos animados não terem grande interesse, também não têm músicas memoráveis, daquelas cuja letra ainda nos lembramos mais de 15 anos depois. Acompanhem-me então nesta viagem nostálgica pelos desenhos animados "do meu tempo".

Avó detective (quais séries policiais americanas, Prudência Passinhos é que é!)


 Kim Possible


 Pokemon

   

 Inspector Gadget (eu sei que não tem letra, mas toda a gente conhece o ritmo)



 Marco e Gina (sem gozos, vi cada episódio mais de 10 vezes porque a RTP2 passava a vida a repetir isto, e ainda hoje estou à espera que o Marco e a Gina casem)


 Dave, o Bárbaro

   

 Navegantes da Lua (cuja música eu tive de cantar no meu primeiro dia de praxe. Foi triste)

   

 Dragon Ball

   

 Oliver & Benji

 

Shin Chan

   

 Estou a esquecer-me de algum, não estou?

7 anglicismos desnecessários no nosso dia-a-dia

novembro 03, 2016
Não, não me estou a referir a palavras como “hambúrguer”, “password” ou “stop”. Neste caso as palavras foram adotadas pela nossa língua e faz todo o sentido usá-las. Venho falar-vos da quantidade absurda de palavras inglesas que hoje em dia se usam para tudo como se a língua portuguesa não fosse suficientemente rica.


1. Top

Quem é que não conhece alguém cujo único adjetivo que conhece é “top”? “Top” é um substantivo masculino que tem um de dois significados: posição ou lugar cimeiro numa classificação ou peça de vestuário feminino, geralmente sem mangas, que cobre o tronco. E quem o diz nem sou eu, é o Priberam. Aconselho as pessoas que usam substantivos como se de um adjetivo se tratasse a passar por lá. Um site incrível para quem tem poucos recursos linguísticos. Seguem um conjunto de adjetivos perfeitamente adequados para substituírem a palavra “top”: bom, fantástico, fenomenal, incrível, impressionante, excelente, extraordinário, estupendo, excecional. Se acharem que são palavras demasiados “caras”, fiquem-se pelo fixe.

2. Running

Hoje em dia já ninguém corre apesar de correr estar cada vez mais na moda. Ninguém corre porque toda a gente pratica running. Atenção, ninguém run, mas toda a gente pratica running, ou seja, ninguém corre, mas toda a gente pratica corridas. Confuso, não é? Ainda bem que temos o inglês.

3. Rooftop

A minha avó tem um terraço para onde eu e os meus primos adorávamos ir quando éramos pequenos. Agora vou reformular a frase para os tempos atuais: A minha avó tem um rooftop para onde eu e os meus primos adorávamos ir quando éramos pequenos. É uma pena a vista ser obstruída pela casa num dos lados, caso contrário abria um rooftop 360º (porque se for 180º já não é tão bom), servia uns gins tónicos e ainda fazia bom dinheiro. Qualquer dia eu deixo de ter uma varanda em casa e passo a ter um balcony. De 180º.

4. Bulling


Lembro-me de andar na escola e andarmos constantemente todos aos pontapés uns aos outros. Porquê? Éramos parvos. Não encontro outra explicação para este facto. Mas ninguém sofria de bulling. Ninguém. Chamávamos-lhe “levar porrada”, mas bulling soa muito melhor.

5. Sunset

Houve uma altura em que as pessoas apreciavam o pôr-do-sol e, veja-se bem, organizavam festas nestas horas. Atualmente, não só não se aprecia o pôr-do-sol como também não se organizam festas. O que está a dar são parties na hora do sunset ou, ainda melhor, na sunset hour.

6. Selfie

No meu tempo tirava perfeitamente fotografias a mim mesma, mas chamavam-se fotografias como qualquer outra. Há 3 diferenças fundamentais entre uma fotografia e uma selfie:
1. A selfie implica o uso de um telemóvel com câmara frontal; na fotografia usava-se uma máquina fotográfica com a câmara virada para nós.
2. Nunca se tira apenas uma selfie. Tiram-se até todas as pessoas ficarem bem para depois se publicar no instagram e facebook; só se tira uma fotografia, se ficar mal, paciência.
3. Há 3500 filtros para se aplicarem às selfies; as fotografias com sorte eram editadas no paint.

7. Lifestyle

Lifestyle é traduzido como estilo de vida mas tem imensas interpretações diferentes. Por exemplo, nas secções de jornal com este nome refere-se a “coisas sem a mínima importância que ocupam cada vez mais espaço num jornal que devia trazer notícias". No mundo dos blogues pode querer dizer tudo e mais alguma coisa. Parece-me que esta é a palavra que requer mais estudo.

As minhas melhores "receitas"

comida outubro 31, 2016
Não me pesava há mais de um ano. Ontem decidi fazê-lo e percebi que emagreci um quilo. Não é que seja muito, mas se continuar assim vou precisar de calças novas e o meu orçamento não dá para isso. Por isso mesmo é melhor continuar a fazer o que faço melhor: misturar fruta e nutella. Não é qualquer tipo de fruta, mas posso garantir-vos que banana com nutella é delicioso (para não falar nos morangos porque isso toda a gente sabe). Sabem o que é também fica muito melhor com nutella? Bolacha maria. Uma delícia! Juro!


Dicas para ter um blogue de sucesso

outubro 29, 2016
Gostava de vos dar algumas, juro que gostava, mas nunca tive nenhum.... (e se a sanidade mental dos portugueses estiver bem, nunca terei)

À miúda que chora por não ter entrado em medicina

universidade outubro 27, 2016
A carta da Maria Barros publicada pela Visão foi da melhor comédia que vi no facebook nos últimos tempos. Há pessoas indignadas porque a menina, cheia de vocação para ser médica, não entrou no curso por três décimas. Mas vamos esmiuçar bem o que a Maria Barros diz na carta. Teve média de entrada de 17.8. Incrível como na Covilhã a média era 17.7 e mesmo assim a rapariga tem de ir para Espanha. Bem, para a menina da cidade deve ser preferível mudar de país a ir para o interior, certo? Errado. Porque depois de uma rápida pesquisa pelos candidatos a medicina em Lisboa, Porto e Coimbra, cheguei à conclusão que a Maria não existe. Não há nenhuma Maria Barros candidata a medicina na 1ª, 2ª ou 3ª fase com média de 17.8. Porquê? Porque a Maria mentiu. É bem mais conveniente dizer "não entrei por 3 décimas" do que "na verdade a minha média era 17.3". Sim, 17.3. A Maria candidatou-se à UBI nas duas primeiras fases e, veja-se bem, na 1ª até cometeu a loucura de se candidatar à Madeira. E na segunda fase até tinha média de 17.7, o que a torna ligeiramente menos mentirosa.

Curiosamente também mentiu sobre a média de secundário que foi 17.6 na 1ª fase e 18 na 2ª. De facto é deste género de pessoas que eu quero a tratarem-me nos hospitais. Deste e do género que põe as culpas nos outros quando as coisas não correm bem. Sim, porque ela não entrou por culpa deste sistema ridículo que temos em Portugal que premeia quem mais se esforça. Querias medicina? Estudasses mais. Tens esse sonho há 15 anos? Ó amiga eu quero ser cantora há 20 e não me vês a incomodar o Marcelo com isso. Queres prémios escreve para o Goucha. Queres cursos superiores, estuda.


"Mas a vocação devia contar". Pois devia, mas então e a vocação para os outros empregos todos? Quem é que viu que eu tinha vocação para comunicação quando me candidatei ao ensino superior? Quem é que viu a vocação da senhora da caixa do intermarché que ainda na semana passada me disse "boa tarde" como se eu fosse o diabo? E como é que esperas que se veja se alguém tem ou não vocação? Fazem-se entrevistas aos milhares de candidatos? Acho que sim, o estado deve estar cheio de dinheiro para isso. Ou abrem-se mais vagas para irem todos para o desemprego? Também me parece bem.

É curioso ela referir também a nota do exame de física e química já que este lhe desceu a nota. Amiga, eu usei como prova de ingresso um exame de português onde saiu Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Saramago na gramática e também me desceu a média. Eu também queria ter entrado na Nova e não entrei, mas pelo menos escolhi um curso onde sabia que entraria, se não em Lisboa, em Leiria. Não podemos ambicionar aquilo que não conseguimos porque a vida não se resume a um livro do Gustavo Santos. 

Vou contar-te uma coisa que precisa de ser mudada no nosso ensino bem antes de se medirem vocações e para tal aproveito para te contar uma pequena história. As minhas disciplinas preferidas sempre foram matemática e história. Na altura de optar escolhi humanidades. Perdi a conta ao número de vezes que ouvi de colegas de ciências o típico "só foste para humanidades para não teres matemática". Não, fui para humanidades para seguir a área que segui. Acontece que toda a gente desvaloriza história A porque "é só decorar". Não é. Experimentem decorar a história desde a antiguidade clássica até à atual para o exame e digam-me como correu. É preciso perceber tanto em história como em matemática. Curiosamente o exame de matemática demora 3 horas e o de história 2 horas e meia. Afinal são só meia dúzia de perguntas onde só temos de descarregar tudo o que decorámos. Quem me conhece sabe que eu escrevo rápido e faço testes rápido. Por estranho que pareça não tive tempo de acabar o meu exame de história. Nem eu nem muitas das pessoas que conheço. Tive 15. Se calhar se tivesse acabado, usava-o como prova de ingresso e mantinha a minha média. Sentes-te injustiçada? Injustiçados somos nós, os "inferiores" que não tiveram matemática e que não têm o mesmo tempo para fazer o exame. Injustiçada sinto-me eu por todos os anos nas notícias das médias dos exames ouvir "português e matemática". Injustiçada sinto-me eu por estar desempregada enquanto ditos jornalistas da visão contam a tua história sem sequer verificarem os factos.

Conversas sábias cá de casa

outubro 21, 2016
Diz o meu pai: "tens de arranjar trabalho e ganhar dinheiro de uma maneira qualquer".
E eu respondo: "ok, vou plantar droga".
"Isso não", diz ele.
"Então mas não era de qualquer forma?", responde a minha mãe.
E ele: "se fizeres isso sais cá de casa".
E eu: "não ia longe a cultivar droga cá em casa. Toda a gente sabe que a droga precisa de montes de luz e a eletricidade cá em casa é uma porcaria".

Questões que assolam a humanidade #17

questões que assolam a humanidade outubro 03, 2016
Quem é que assalto um banco com uma meia na cara?

Quem é que nunca viu num filme ou série um grupo de assaltantes a roubar qualquer coisa com uma meia de vidro a tapar a cara? Um grupo ou uma pessoa só, referi-me a um grupo simplesmente por ser ainda mais parvo um conjunto de pessoas suficientemente inteligentes para planear um assalto meterem uma meia na cabeça para o efeito. No meu tempo havia aquelas espécies de gorros que só mostravam os olhos. Reza a lenda que eram para esquiar mas como nunca esquiei, não posso comprová-lo. Bem, são uma espécie de burka mas em versão gorro. Um colega meu de escola tinha um e até lhe costumávamos perguntar se ele ia assaltar um banco de cada vez que vinha com aquilo na cara. Perguntávamos porque achávamos que era o indicado para que ninguém o reconhecesse. Com uma meia de vidro na cabeça, além de se tornar francamente mais fácil a identificação dos assaltantes, também o assalto acaba por ficar um pouco mais cómico, não é?

Obrigado por dizer obrigado

setembro 17, 2016
Fui só eu que já reparei que andamos a usar demais a palavra “obrigado”? Fui? Então se calhar é problema meu. Mas agora que falei nisto, pensem lá sobre o assunto. “É uma questão de boa educação”, dirão aqueles que estiverem a ler isto. Para mim, dizer obrigado por tudo e por nada chega a tirar significado à palavra. É um bocado como dizer muitas asneiras… quando estamos realmente chateados e soltamos um f… ou um c… já não vai saber ao mesmo. Posto isto, parece-me lógico falar de algumas situações em que é escusado agradecer.

Quando pedem aos pais ou amigos para vos passarem qualquer coisa à mesa São pessoas que vos conhecem bem e há anos. Poupem-se nas palavras que ninguém vai levar a mal. Com os meus pais nem “obrigado” nem “se faz favor” e ninguém reclama por não dizermos essas palavras. No tempo em que estive na faculdade e vivi com a minha prima (que não está a ler isto porque ele ignora tudo o que seja relacionado comigo) nunca se ouviu um “obrigado” a não ser que fosse a gozar. Alguma vez nos chateámos por causa disso? Nunca.

Quando acabaram de comprar qualquer coisa Talvez alguns considerem este ponto falta de educação, mas a mim faz-me confusão ir ao Continente e dizer obrigado à senhora que estava na caixa a fazer o seu trabalho e que me disse obrigado depois de eu lhe pagar. Digo-lhe bom dia, mas vou agradecer-lhe porquê? Por estar a fazer o seu trabalho? Então passo por um pedreiro na rua e vou também agradecer-lhe.

Agora não deixem de agradecer a uma pessoa que vos apanha a mala que caiu no meio do chão só porque eu digo para se pouparem nos obrigados. Agradeçam na mesma, mas parem de gastar a palavra. Qualquer dia estamos a agradecer a alguém que nos agradeceu e assim sucessivamente!

8 lições de vida dos filmes de terror

setembro 07, 2016

Quem me conhece sabe que não sou fã de filmes de terror porque se quiser ver sempre a mesma coisa, há muitas temporadas de CSI por aí. Mesmo assim, ao longo dos anos, fui vendo um filme aqui e outro ali. Escusado será dizer que nunca me assustei com nenhum porque a minha capacidade de prever o que se vai passar é incrível, mas mesmo assim tirei alguns ensinamentos para a vida que partilho convosco:

1. Não te surpreendas com o óbvio

Se estás numa situação assustadora e sabes que há um assassino atrás de ti, é mais que óbvio que eventualmente vais “esbarrar” nele. Se vires alguém morto no meio do chão, não fiques duas horas a olhar para uma pessoa que não podes salvar e corre antes que o assassino te apanhe. Se por acaso escolheres ficar a olhar para a pessoa morta no chão, não te espantes quando olhares para trás e vires os bonitos olhos do assassino. É uma coisa que as personagens de terror fazem recorrentemente sendo que o assassino devolve esse olhar e há ali um momento quase ternurento de constatação do óbvio.

2. Carrega o telemóvel antes de saíres de casa

Parece uma coisa básica mas há quem não o faça. Se têm 5% de bateria, nem levem o telemóvel (a menos que seja um 3310) porque não vão conseguir ligar para o 112 quando alguém aparecer à vossa frente com uma faca pronta a cortar-vos a garganta. Claro que, nos filmes de terror, mesmo que haja bateria, não há rede nem que andem quilómetros e quilómetros, mas quero acreditar que na vida real há rede em mais lugares.

3. Mete pilhas na lanterna

Quem nunca encontrou um túnel no meio do nada, decidiu explorá-lo mas de repente ficou sem pilhas na lanterna desdobrável que trazia no bolso das calças? Se andares com uma lanterna, leva pilhas. É um conselho para a vida.

4. Vê onde metes os pés

Imagina que estás a fugir de alguém armado/a em Usain Bolt. É boa ideia para de olhar para trás e olhar antes para aquele ramo estrategicamente bem colocado para te fazer cair e te deixar no chão a gritar durante meia hora à la João Moutinho.

5. Não vás sozinho/a a sítios assustadores

Este é daqueles como “não fales com estranhos” ou “olha sempre para os dois lados da passadeira”. É óbvio mas o pessoal dos filmes de terror continua a cometer este erro uma e outra vez. É incrível como é que alguém pensa que é melhor ir sozinho a um sítio assustador do que acompanhado.

6. Se fores em grupo, não te separes

Decorrente do ponto anterior, chega-nos a estupidez ao mais alto nível. “Ui, esta casa é capaz de ter uns dois quartos, uma casa de banho, uma cozinha e uma sala. Se calhar é melhor cada um de nós ir ver uma divisão para ver se despachamos isto mais depressa”. É assim que eles pensam e é por isto que no final acabam todos mortos.

7. Não vás a sítios assustadores à noite

“Precisava mesmo de ir àquela casa abandonada no meio do nada procurar pistas sobre o vilão desta história, vou esperar por amanhã de manhã quando se vir alguma coisa”, disse nenhuma personagem de um filme de terror. Sim, porque ir aos lugares de que se tem medo durante o dia é para os fracos. Onde é que anda o sentido de aventura das pessoas normais?

8. Tenham noção

Ó amigos, se estão mortos, não tentem fingir que estão vivos. Não é assim tão complicado perceber que são fantasmas. Os fantasmas não conseguem mover objectos (só se for com a mente, mas calculo que seja necessário um nível alto de fantasmagorice para o fazer) nem fazer-se ouvir entre os humanos. Se têm assuntos por resolver vão procurar a Jennifer Love Hewitt ou apareçam quando vos chamam no jogo do copo.