Pessoas que deviam falecer (dolorosamente)

março 30, 2015
Desejar a morte a alguém não faz qualquer tipo de sentido. Assim sendo eu costumo desejar que certas e determinadas pessoas faleçam dolorosamente. 

1. Pessoas que estão ao nosso lado no autocarro e a quem pedimos licença para sair e que, em vez de se levantarem, se limitam a encolher as pernas;
2. Pessoas que não sabem estar num estádio e em vez de verem a bola (que é o que se faz num estádio) estão a tirar selfies, etc.
3. Pessoas que vão à nossa frente a andar mais devagar do que o Cardozo (seja na rua ou em centros comerciais).
4. Pessoas que estão sentadas ao nosso lado a mexer as pernas numa espécie de tique nervoso e afectam o nosso banco fazendo com que comecemos a "tremer".

Faleçam por favor!

Leiria é melhor que Lisboa

chocolate março 20, 2015

Tenho vários argumentos que corroboram esta minha afirmação, mas nenhum tão bom quanto este: a nutelleria abriu primeiro em Leiria do que em Lisboa. É verdade. As pessoas da capital tiveram de esperar meses para poderem entrar num loja dedicada única e exclusivamente ao consumo de nutella. Eu, que sou uma pessoa que vive perto da melhor cidade deste país, já tive o prazer de visitar a nutelleria original e recomendo a todos. Talvez não nos primeiros dias (ainda agora é um caos em Leiria por isso nem quero imaginar em Lisboa), mas é definitivamente um local onde se come bastante bem e não é assim tão caro (mesmo que algumas pessoas me tenham dito que pagaram quantias completamente absurdas quando lá foram).






Questões que assolam a humanidade #3

questões que assolam a humanidade março 18, 2015

Porque é que os americanos assam marshmallows?

Que atire a primeira pedra quem nunca viu, num filme ou numa série, um grupo de amigos sentados à volta de uma fogueira a comer marshmallows. Eu vejo imensas séries e lembro-me de várias onde já vi o dito cenário e portanto, parto do princípio que isto é uma coisa comum nos states. Durante muito tempo pensei que tivessem uns marshmallows diferentes de nós, uma coisa  menos doce. 

Felizmente, nunca vi ninguém a fazer isso cá. Eu já não gosto de marshmallows, mas a ideia de assar uma goma é algo que repudio profundamente. Senão começamos todos a assar daqueles ursinhos ou coca-colas (que são das poucas gomas que eu gosto) e temos um serão bem passado com poucos cêntimos gastos. 

Para quem estiver interessado em assar gomas, fica aqui a sugestão.

Dia Mundial do Sono

eurovisão março 13, 2015
As pessoas que me conhecem tendem a dizer que sou preguiçosa. Por mais que me custe concordar com essas pessoas, é verdade. Preguiça não é o meu nome do meio porque não tenho nome do meio (sim, só tenho dois nomes e dá-me imenso jeito sempre que tenho de assinar coisas). Era só isto, boa noite!

Agora a sério, vi que hoje é dia mundial do sono. Infelizmente levantei-me cedo e não comemorei decentemente o dia mas, para compensar, amanhã durmo uma mini-sesta até às 5 da tarde (que depois disso joga o Benfica). Voltando às coisas que "interessam". Para assinalar o dia, fica aqui uma lista de coisas que me fazem dormir.

Ver Once Upon A Time

Ver The Vampire Diaries

Ouvir o Marco Silva


Ver jogos da selecção frente a selecções desinteressantes

Ouvir a maioria das músicas eurovisivas deste ano


Ver o Sporting a jogar


A qualidade das letras apresentadas no FC 2015

Festival da Canção março 10, 2015
 Já todos sabemos, uns melhor que outros, que a qualidade musical do Festival da Canção é duvidosa. Este ano havia uma boa música que acabou por não ser a vencedora. Mas não é de coisas tristes que pretendo falar hoje. Quero antes partir para uma análise detalhada da letra de uma das canções concorrentes ao Festival. Todos nós estamos habituados àquelas canções que falam de "mar", "saudade", "fado", "Portugal" e blá blá blá. No geral foi disto que falaram as letras, umas melhor, outras pior. Inclusivé a nossa representante é "Há um mar que nos separa" e lá pelo meio diz que esse mar vai ser seco de "saudade". Ah, a originalidade!


Apresento-vos agora um belo poema (apenas o refrão) que faz parte da canção "Tu tens uma mágica":

"Tu tens o poder
Tu tens uma mágica
Vamos gritar até ficar afónicos
 Saiu no jornal
Não é nada lógico
Tens garras de metal
O que é fundamental p'ra chegar ao sol"

Sem usarem os típicos clichés portugueses, Gonçalo Tavares (o compositor e interprete) e José Cid (letrista) conseguiram ao mesmo tempo fazer uma homenagem ao Wolverine e resolver uma das mais antigas lendas gregas.

Comecemos pelo princípio. 

"tu tens uma mágica": Hoje estava no comboio e vi um anúncio do Disney on ice com o slogan: "100 anos de magia". Errado! 100 anos de mágica. Assim é que é. As pessoas não sabem, mas o acordo ortográfico alterou isto.
"vamos gritar até ficar afónicos": É de mau gosto gozar com os colegas (neste caso a Adelaide Ferreira) que não conseguiram passar à final do festival.
"não é nada lógico": o  que é que não é lógico? Só se for a derrota desta bela canção. À parte disso não vejo nada ilógico.
"tens garras de metal": Cá está. Numa clara alusão ao Wolverine, os letristas mostram-nos que não é só nas séries que a Marvel está ao rubro. Falar de personagens da banda desenhada em canções concorrentes à Eurovisão foi algo de que nunca ninguém se lembrou. Nem cá nem noutros países. Ainda dizem que o Festival cheira a mofo com tanta inovação?!
"o que é fundamental p'ra chegar ao sol": partindo do princípio que isto não são frases soltas que os autores da letra decidiram pôr na música, temos aqui a resolução do problema de Ícaro. Todos nós conhecemos a trágica história de Ícaro que quis voar demasiado alto e acabou com as asas queimadas pelo sol. Não acho que seja possível chegar assim tão perto do sol de modo a que ele nos queime (mas para os gregos tudo é possível) mas a sê-lo, já sabemos como fazê-lo sem que nos aconteça o que aconteceu a Ícaro. O Wolverine não terá problemas em voar até ao céu, no entanto não conheço mais ninguém com garras de metal e portanto o sol acabaria por se tornar um local desabitado e desinteressante.

Calculo que, quando escreveram esta bela letra, Gonçalo Tavares e José Cid não esperavam ter alguém a analisá-la verso por verso, mas o meu tempo livre assim o permite.

Para os que acham que eu posso estar a inventar isto tudo, podem ver e ouvir esta bela canção aqui. Já agora fica também o link para a vencedora aqui e para a minha preferida aqui.

Guia de utilização de transportes públicos

carris fevereiro 24, 2015
Hoje o metro esteve em greve (ui que novidade). Sempre que compramos electrodomésticos ou coisas do género, pagamos também um enorme "livro" com instruções em diversas línguas (às vezes sem o português). Mas quando compramos um bilhete de comboio ou fazemos o passe, ninguém nos ensina a utilizar os transportes públicos nem nos diz os efeitos secundários dessa mesma utilização. Quando compro uma máquina de lavar sei que, se usar um determinado programa, vou ter de esperar tantos minutos para a roupa lavar e, dependendo da temperatura, sei que aquilo vai lavar a quente ou a frio. Se misturar cores com roupa branca a quente, sei que vou deixar de ter roupa branca. Mas quando fiz o passe, ninguém me disse quanto tempo ia ter de esperar por autocarros/metro e afins. É por isso que, ao longo do tempo (hoje), desenvolvi este manual que considero bastante útil.

Carris

1. Estás à espera do autocarro? Vão passar todos (alguns mais do que uma vez) menos aquele de que precisas.
      1.1. Quando finalmente o autocarro de que precisas chega vem tipo sardinha enlatada. Entras nele na mesma sem te aperceberes que atrás está outro completamente vazio e já vais a meio do teu percurso (ainda em pé) quando esse outro autocarro ultrapassa aquele em que tu vais.
2. Se estiveres em pé, a probabilidade de haver lugares sentados lá atrás é enorme, mas há pessoas que simplesmente apreciam fazer uma boa viagem de autocarro em pé e impedem a tua passagem.
3. Há sempre, sempre alguém com a música tão alto que pensas que essa pessoa não tem phones, mas tem.
4. Há sempre, sempre alguém a ouvir música (ou o que quer que se chame àquilo que essas pessoas ouvem) vinda do telemóvel e a presentear todos os passageiros com essa música (ou o que quer que se chame àquilo que essas pessoas ouvem).
5. As pessoas sentam-se do lado do corredor. Independentemente de saírem na paragem seguinte ou na última. 

Metro

1. O metro nunca demora mais de 5 minutos durante a semana. A menos que precises dele. Aí pode demorar 10.
2. As pessoas têm tendência a suicidar-se na linha azul. Sempre.
3. Durante a hora de ponta é preferível ir a pé. Seja para onde for. 
4. Quando o Benfica joga não vás para o Alto dos Moinhos. Eu sei que é mais perto, mas o metro não leva 60 mil pessoas de uma vez. Os primeiros 3 metros depois do jogo enchem no Colégio Militar. Com sorte, no Alto dos Moinho apanhas o quarto metro.
5. Há pessoas que vão tentar entrar e sair juntamente contigo porque não têm passe.

Regional

1. O comboio vai sempre vazio. A menos que seja hora de ponta. 
2. Há lugares de 6 e 4 pessoas vazios, mas há sempre alguém que se vai sentar onde estás.
       2.1. Se estiveres com as pernas esticadas para a frente a pessoa vai sentar-se à tua frente.
        2.2. Se estiveres com as pernas esticadas para o lado ou tiveres as tuas coisas em cima do banco do lado a pessoa vai sentar-se ao teu lado.
3. O comboio tem pneus. E furam-se de vez em quando. Daí as paragens no meio do nada.
4. O regional onde vais não tem prioridade. Nunca. Nem sobre outros regionais.
Nem sobre comboios fantasma.
5. Os revisores nunca pedem para ver o teu cartão de cidadão para comprovar o desconto. A menos que estejas com phones, a ler um livro e com a carteira arrumada no fundo da mala.
6. As pessoas levam-se em Torres Novas para saírem no Entroncamento. São sensivelmente cinco minutos que passam de pé. Pode não parecer muito. No regional é uma eternidade. 
7. O comboio atrasa-se sempre. A partir e a chegar. Sempre.


Intercidades

1. O comboio atrasa-se sempre. A partir e a chegar. Sempre.
2. Há lugares marcados, mas vai haver sempre uma pessoa sentada no teu lugar quer entres na primeira estação ou na penúltima. Sempre.
3. Não uses phones se for de noite. Não vais conseguir ouvir a voz que indica que estás a chegar à tua estação. 
4. Não adormeças se for de noite. Nem feches os olhos. Não vais conseguir ouvir a voz que indica que estás a chegar à tua estação. 
5. O preço é mais caro mas os lugares são mais desconfortáveis que os do regional.

Afinal, para que servem os centros de emprego?

iefp fevereiro 18, 2015
Desde que acabei o curso e entrei no grupo de "desempregados à procura do primeiro emprego" que esta questão me assola. Até sonho com isto. Ou acho que sonho, porque nunca me lembro dos meus sonhos. 

Reza a lenda que o centro de emprego serve para, como o nome indica, arranjar emprego às pessoas. Mas não. O centro de emprego é um espécie de 50 shades of grey: promete muita coisa, mas no fundo não é nada daquilo que prometeu. Talvez não seja a melhor comparação, mas queria apenas juntar a minha crítica às milhares que andam por aí a criticar o "filme do ano" mesmo que não o tenha visto. 

Para os que não sabem: o centro de emprego limita-se a enviar-nos cartas para casa a convocar-nos para reuniões chatas (no meu caso no fim do mundo) e quando não aparecemos porque, sei lá, não vimos a carta porque estávamos de férias noutro sítio que não Lisboa (e as cartas são um método muito mais eficaz que os e-mails), cancelam-nos a inscrição. Mas avisar? Para quê. Avisar é para coisas importantes, coisas de a nossa vida dependa como, sei lá, continuar a enviar currículos para realizar estágios do IEFP quando na verdade não estamos lá inscritos.

Ahh é por isto que adoro Portugal. As pessoas são sempre tão competentes.


Questões que assolam a humanidade #2

questões que assolam a humanidade fevereiro 12, 2015

(Pessoal do Continente, se estiverem a ver isto, façam o favor de me enviarem vales de 5€ em cartão em vez de 10%)

Porque é que se chama lava tudo se não lava tudo?

É provável que o lava tudo tenha sido a primeira publicidade enganosa de sempre e dele advieram as restantes (que é como quem diz, todas as outras existentes). De cada vez que faço limpezas esta questão vem-me à cabeça. Não é que alguma vez tenha experimentado, mas desconfio que o lava tudo não sirva para lavar dentescabelo ou o corpo. 

Quando era mais nova e a minha mãe estava a fazer limpezas "a fundo" tentei ajudá-la, lavando os vidros da cozinha com lava tudo. Ela ralhou-me. Parece que o lava tudo deixa uns desenhos engraçados nos vidros. Ainda hoje não sei porque é que ela ficou tão zangada. Eu apenas deduzi que aquilo lavasse realmente tudo. Não tenho a culpa que os produtos de limpeza não sejam objectivos.

Questões que assolam a humanidade #1

questões que assolam a humanidade fevereiro 01, 2015

Porque é que o shampoo tem a tampa virada para cima e o condicionador para baixo?

Já aqui falei desta questão aquando do primeiro post do blogue mas, não tendo chegado a conclusão alguma, parece-me certo voltar a abordar o tema. É um facto que dá muito mais jeito ter a tampa para baixo. Porquê? Porque quando a embalagem tem só um bocadinho lá no fundo, é um drama conseguir tirar esse bocado. Passamos mais tempo a esperar que aquele bocado de shampoo escorra para as nossas mãos do que a tomar banho. É por isto que eu defendo que tudo deve ter a tampa virada para baixo.

Parece-me a mim que, quando se lembraram de virar a tampa do condicionador para baixo, foi para as pessoas não se confundirem. E que tal fazerem embalagens ligeiramente diferentes? Fica a sugestão.

Mais uma coisa: porque raios é que as pessoas chamam amaciador ao condicionador? Amaciador é para a roupa. Um dia destes ainda experimento amaciador no cabelo. Quando ele passar a vir numa embalagem cuja tampa está virada para baixo.

A matemática da língua portuguesa

língua portuguesa janeiro 30, 2015
Tenho acompanhado, com alguma curiosidade, as notícias que dão conta que há muitos professores a darem cinco ou mais erros ortográficos nas provas de avaliação. Há muito que digo à minha mãe que tive alguns professores mais burros que eu e parece que agora ela acredita em mim. 

Mas eu entendo o lado dos professores. O português é das línguas mais complicadas que por aí anda. Antigamente as pessoas falavam latim. Latim em todo o lado (ou pelo menos em muitos sítios). Hoje em dia temos português, castelhano, francês, italiano e outras tantas. De tantas línguas que evoluíram do latim calhou-nos a mais difícil. À medida que a inteligência artificial evoluía, a inteligência humana decaía. Não vejo outra explicação para evoluirmos de um tempo em que falávamos todos a mesma língua para uma modernidade em que ninguém se entende a menos que, lá está, falemos todos a mesma língua. 

Podíamos ser como os ingleses. Conjugar verbos na primeira pessoa do singular ou na terceira do plural é igual, mas aqui não. A língua portuguesa tem mais apetrechos que o Quaresma de cada vez que vai a Chelas. Mais: há coisas que chegam a não fazer sentido. Vejamos uma conversa típica:

Indíviduo 1: Então o que é que vais fazer hoje?
Indivíduo 2: Olha não vou fazer nada!
Indivíduo 1: Quem me dera não fazer nada também mas tenho de ir ao oceanário apadrinhar um macaco.
Indivíduo 2: Mas isso não faz sentido nenhum.


Curiosamente, neste diálogo, o que faz mais sentido é o facto de haver um macaco no oceanário. “Não vou fazer nada” e “isso não faz sentido nenhum” é o género de frase que o comum ser humano costuma proferir sem se aperceber da barbaridade que diz. 

Nas aulas de matemática que tive sempre me ensinaram que menos com menos é mais. Nestas duas frases temos presentes duas negações: “não” com “nada” e “não” com “nenhum”. Partindo do princípio que estas negações correspondem ao sinal “menos” numa equação matemática, ao dizer uma destas frases, o indivíduo está a negar-se a ele mesmo. Ora de cada vez que digo qualquer coisa é porque tenho a certeza daquilo que estou a dizer (às vezes nem tanto mas passo sempre essa imagem) e odiaria contrariar-me a mim mesma (já me chegam as outras pessoas para isso), mas cada um sabe de si.

Testei esta teoria durante uns tempos com alguns amigos. Disseram que eu estava maluca. Tenho para mim que o cérebro deles não está desenvolvido o suficiente para acompanhar as minhas teorias de génio.