Ideias para prendas de natal para os pais

natal dezembro 18, 2018
Desculpem, esqueci-me do ponto de interrogação. É uma questão. Deixem nos comentários.

Limites do humor

Benfica dezembro 11, 2018
Ontem a RTP reuniu num estúdio de televisão Herman José, Maria Ruef, Eduardo Madeira, Luís Franco Bastos, Rui Sinel de Cordes e Mariana Cabral (e mais alguns na plateia). Pode não parecer mas todos estes comediantes (e o Eduardo Madeira) se reuniram para o Prós e Contras, esse programa que leva a debate os grandes assuntos da sociedade. Sucede que o tema ontem era os limites do humor.

Além de vivermos num mundo onde as pessoas insistem em perguntar quais os limites do humor ao melhor humorista português (para quem não sabe a quem me refiro, é preferível abandonar este blogue) como se ele nunca tivesse respondido a essa questão, descobrimos que a estação pública portuguesa acha normal fazer um debate sobre o assunto.

Permitam-me que responda à questão sem grandes debates ou perdas de tempo: não existem, à excepção de uma situação específica que é aquela piada do Rui Vitória continuar no Benfica. No início até estava a ter graça isto de ser campeão sem saber jogar à bola mas agora já não acho assim tanta piada e se calhar estava na altura de acabar com essa brincadeira, não era?

Mentiras que me contavam sobre o trabalho

outubro 26, 2018
Serve o presente texto para provar que as pessoas que me foram dizendo isto ao longo dos anos estavam (como acontece regularmente) erradas. Para contextualizar aqueles que possam ter vindo a este blogue por engano (que é o que acontece com toda a gente), eu só tive um horário das 9 às 6 durante um mês da minha vida e ainda estava a estudar. Agora, que tenho este horário, há várias coisas novas na minha rotina a que tenho de me adaptar.

A primeira é óbvia: levantar-me cedo (e notem que, para mim, cedo é qualquer hora antes das 11 da manhã). Toda a gente me dizia (e continuam a dizer) que eu ia acabar por me habituar passadas umas semanas e depois, ao fim de semana, nem ia conseguir dormir até tarde. "Umas semanas" é uma expressão um pouco vaga na medida em que significa qualquer conjunto de semanas compreendidas entre duas e infinitas. Partindo deste princípio, talvez eu ainda não tenha deixado passar semanas suficientes e talvez eu comece eventualmente a sentir estes sintomas mas, por enquanto, continuo a odiar acordar cedo e continuo a dormir até às tantas no fim de semana. 

Reza a lenda que faz bem sair todos os dias, ver pessoas e ter uma rotina definida. Não faz. Eu gosto muito da minha companhia e gosto muito da minha casa. Não preciso de sair todos os dias para o mesmo sítio nem preciso de conhecer pessoas novas porque isso implica efectivamente conhecê-las e além de eu ser péssima a fazer conversa, também não me quero dar a conhecer porque sei que, a partir desse momento, não há qualquer probabilidade de essas pessoas continuarem a falar comigo (a menos que tenham problemas mentais graves ou estejam a conduzir um estudo qualquer para perceber  minha mente).

"O dia de receber é o melhor do mês". Se for a uma sexta-feira até é capaz de ser. Se for a uma segunda não é assim tão bom até porque depois tenho de fazer a transferência ao senhorio, carregar o passe, comprar o bilhete para ir a casa no fim-de-semana e ir ao supermercado (cujo nome não vou revelar porque ninguém me paga para isso). Depois disto tudo, vou gastar o que sobra em bilhetes para o Benfica ou para concertos porque poupar é para os fracos.

Dito isto, podemos todos concordar que trabalhar não é a melhor coisa do mundo. Felizmente, também é possível que nem sempre seja a pior. Se algum dia se sentirem mal, lembrem-se de todas as pessoas que já trabalharam em sítios que odiavam. Se são essa pessoa, despeçam-se. Foi o que eu fiz da última vez que trabalhei das 9 às 6.

Modas que não fazem sentido (pelo menos na minha mente)

outubro 04, 2018
Eu não sou conhecida pelos meus dotes de observadora (na verdade, eu não sou conhecida por nada e é assim que pretendo manter-me), no entanto, há uma quantidade absurda de modas que invadiram o quotidiano das pessoas que, por muito que eu tente, não me passam ao lado. 

T-Shirts da Levi's

Que atire a primeira pedra quem não conhece ninguém com uma destas t-shirts. A toda a hora surgem modas que eu não consigo perceber mas esta é capaz de ser a mais estúpida. Como se não chegasse ser estúpida, também é uma moda discriminadora (que é um defeito quase tão grave como o anterior) na medida em que não permite que mais nenhuma loja além da Levi's venda as tão desejadas t-shirts. Nunca, em toda a minha vida, achei que uma maioria da população portuguesa fosse querer andar de t-shirt branca com o logotipo de uma marca mas, como acontece frequentemente, estava enganada.

Garras de gel

Tornou-se comum, de há uns anos para cá, ter unhas de gel. Ou não ter unhas de gel mas usar verniz de gel. Ou meter gelinho que faz o mesmo efeito visualmente mas toda a gente insiste que é diferente sem me conseguir explicar o porquê de o ser (ou isso ou sou eu que não percebo nada do assunto que é uma opção que eu nunca descarto). O que mais me atraí nesta moda é observar as pinturas feitas em cada uma das unhas de uma pessoa que são dignas de estarem expostas no CCB. O Joe Berardo, se fosse esperto, arranjava um contracto com uma pessoa que faz este tipo de unhas e, no final de cada mês, passava por lá a recolher todas as unhas arrancadas. Neste momento eu faço parte dos 2% de pessoas que tem unhas feitas de um material que caiu em desuso: unha. 

Brunch

Estou a tentar perceber o encanto do brunch há bastante tempo. Dizem-me que é fenomenal mas a verdade é que eu não consigo encontrar nada de bom nesta refeição que se faz a meio da manhã e pretende misturar o pequeno-almoço e o almoço. Ir brunchar durante a semana é impossível porque, infelizmente, temos de trabalhar. Ao fim de semana parece que há filas intermináveis e, quando chega a hora de entrar no restaurante, em vez de brunch, comemos um janche, que é uma mistura de lanche com jantar mas que não soa bem porque é em português. Não fosse isto suficiente para me fazer desistir de ir ao brunch, ainda há o facto de isso implicar levantar-me cedo ao fim de semana. Aos sábados e domingos já é uma sorte é eu levantar para fazer outra coisa que não seja aliviar a bexiga. Não querendo estar a constatar o óbvio, há um autor incrível que escreveu sobre o tema há uns tempos atrás e com o qual eu concordo a 100%.

Perguntas nos instastories

Como sabem um dos meus grandes objectivos com este blogue é promover o serviço público. Assim sendo, permitam-me que vos diga uma coisa: ninguém está interessado em ler as vossas respostas a perguntas desinteressantes que vos foram feitas. Na verdade, ninguém estaria interessado mesmo que as perguntas fossem interessantes mas, como ainda está para chegar o dia em que eu encontro uma dessas num instastorie, vou limitar-me a falar do que sei. A menos que sejam famosos (e mesmo assim o que é demais também enjoa a menos que sejam golos do Benfica) evitem achar que são mais relevantes para os vossos seguidores do que aquilo que realmente são. De nada.

Música espanhola

Quem está farto de ouvir a música do Toy, nunca experimentou ouvir reggaeton durante mais de 2 minutos. Não sei se já repararam mas estas músicas são todas iguais. É certo que a indústria musical (pelo menos aquela que a rádio nos mostra) está a ultrapassar uma fase de falta de originalidade tremenda, mas é escusado importar "música" de países latinos. Aflige-me imenso que esta seja uma epidemia global e preocupa-me que ainda não tenha passado. Começo a pensar que o mundo está a chegar a um ponto em que não há salvação possível que não seja o apocalipse.

Óculos que ficam mal a TODAS as pessoas

Sabem aqueles óculos da moda que toda a gente tem com a forma de uma espécie de triângulo isósceles? Se tu, que estás a ler isto (não sei quem é que estou a enganar porque ninguém lê isto), tens uns desses, permite-me que te ajude e te diga a verdade: eles não te ficam bem. Na verdade isto acaba por ser um elogio porque, provavelmente, eles ficam-te mesmo bastante mal como acontece com a maioria das pessoas. Ora, eu sou uma pessoa a quem nenhuns óculos ficam bem e, por isso mesmo, vejo-me obrigada a conduzir com o sol a queimar-me a retina. Isto é gente a quem óculos normais ficam bem mas que optam por usar os que lhes ficam mal. São pessoas que não merecem este mundo. Penso que esta moda é o primeiro passo para que comecemos a aceitar sair à rua com peças de roupa e acessórios que não nos fiquem bem. O próximo passo é oficializar o pijama como roupa aceitável para ir trabalhar. 

Consequências nefastas do calor

jornalismo agosto 05, 2018
Na praia:
"Boa tarde. Está calor, não está?"
"Está."
"E como é que se vai proteger deste calor?"
"Olhe, bebo muita água e ando mais à sombra."

Numa praia fluvial no interior:
"Boa tarde. Está calor, não está?"
"Está."
"E como é que se vai proteger deste calor?"
"Olhe, bebo muita água e ando mais à sombra."

Numa esplanada qualquer de uma terra que ninguém conhece:
"Boa tarde. Está calor, não está?"
"Está."
"E como é que se vai proteger deste calor?"
"Olhe, bebo muita água e ando mais à sombra."

Numa praça de uma capital de distrito que não Lisboa ou Porto:
"Boa tarde. Está calor, não está?"
"Está."
"E como é que se vai proteger deste calor?"
"Olhe, bebo muita água e ando mais à sombra."

E com esta constatação do óbvio ocupa-se uma bela meia hora de um noticiário. É o tipo de jornalismo que merecemos depois de fazermos 70 publicações diárias em todas as redes sociais sobre quantos graus estão.

"Os Maias" era leitura obrigatória?

ensino julho 19, 2018
As redes sociais são um local maravilhoso para descobrir coisas novas. Pensava eu, na minha ignorância, que 90% das pessoas não leram "Os Maias" no secundário. Das 10% que leram, 9% odiaram. Não sei se repararam mas estou a ser generosa nos arredondamentos. No momento em que se anuncia que a obra de Eça de Queiroz deixará de ser leitura obrigatória no secundário, as redes sociais provaram-me que estava errada. Parece que todas as pessoas leram "Os Maias" e agora estão revoltadíssimas (que é o sentimento predominante nas redes sociais) porque os miúdos não vão ser obrigados a ler uma obra cujo primeiro capítulo é passado a descrever uma janela. Poderão supor, pelo facto de eu saber isto, que eu li a obra. Errado. Tentei mas não consegui. Faço parte daquele grupo (ao que parece) minoritário que não se deu ao trabalho. 

O que eu sei sobre "Os Maias" é mais ou menos aquilo que está naquele resumo famosíssimo do Ricardo Araújo Pereira. Na altura tive de apresentar qualquer coisa na aula sobre um dos capítulos. Fui ouvindo as apresentações dos capítulos precedentes feitas pelos meus colegas e depois li o capítulo que tinha de apresentar. Correu tão bem que fiz o mesmo com o "Memorial do Convento". Ainda hoje, o que eu sei sobre o "Memorial do Convento" é que havia uma mulher chamada Belimunda que via o interior das pessoas e que havia uma pedra enorme que tinha de ser levada para o convento de Mafra. Ainda assim, acredito que me tinha safado melhor se tivesse saído Saramago no exame do 12.º em vez de Álvaro de Campos e Ricardo Reis.

Não sei se alguma vez pararam para pensar nisto, mas nós estudamos e idolatramos um homem que tinha problemas mentais sérios. Se Fernando Pessoa fosse vivo nos nossos dias, estaria internado num manicómio a escrever os seus poemas que de seguida acabariam no lixo porque nenhum dos funcionários ia ler aquilo e pensar "sim senhor, estes versos são uma bela ode às máquinas e já fazia falta qualquer coisa que dignificasse estas engenhocas". 

Ainda bem que ninguém lê este blogue, senão a maioria que leu "Os Maias" estaria neste momento a escrever comentários de ódio e a mandar-me indirectas relacionadas com a obra, provavelmente geniais, mas que eu não iria entender por nunca a ter lido.

P.S. tive boa nota a português ainda assim.

Dicas para comprar nos saldos

julho 18, 2018
Não tenho.

Entretanto fiquem com uma foto das minhas compras nestes saldos:










A cultura dos festivais de verão

música julho 12, 2018
Tenho uma amiga que, há uns dias, me disse a seguinte barbaridade: "vou ver os Arctic Monkeys ao Alive". Quanto muito ela devia ter optado pela formulação "vou ao Alive ver os Arctic Monkeys" e ainda assim estaria a ir contra os ideais do festival. 

Segundo os padrões da sociedade actual, esta frase tem quatro palavras a mais sendo elas "ver os Arctic Monkeys". Ninguém vai ver ninguém a um festival de verão. Até desconfio que a maioria das pessoas que compram bilhetes para estes eventos estão menos informadas sobre os cartazes do que eu. 

O processo de ir a um evento deste género é extremamente complexo. Começa tudo com o outfit perfeito bem ao estilo Coachella rasca (na verdade nem sei o que é o/a coachella mas sei que os outfits também são o exponente máximo). A isto junta-se um penteado meio estranho que ninguém usaria no seu dia-a-dia e dois quilos de glitter na cara. Uma vez chegados ao festival tiram-se 254 fotos num sítio cool  e escolhe-se a melhor para encher de filtros em 7 apps diferentes. Feito isto já são 10 da noite e os concertos já começaram há muito. Ainda há tempo para ir buscar 438 brindes e fotografar com eles identificando todas as marcas para ver se dá para arranjar um patrocínio. Nisto já estamos no último concerto da noite e convém fazer uns instastories com uma hashtag referente à tour da banda mas com erros porque a pessoa não sabe sequer o nome da banda, quanto mais o da tour. 

Durante os últimos anos tem-se vindo a desenvolver uma cultura de festivais de verão que eu ainda não consegui entender. As pessoas não vão pela música mas sim pelo convívio. Ora, se eu quiser conviver vou para o parque da Bela Vista num dia em que não precise de pagar 70€ de entrada, mas isso sou eu, que sou forreta. 

Como não sou, de todo, uma pessoa cool, só fui a um festival de verão na vida. Fui de calças de ganga, sapatilhas e um top qualquer. O penteado foi o mesmo de sempre: nenhum. Trouxe zero brindes para casa (até cheguei mesmo a recusar um chapéu porque fui esperta o suficiente para perceber que só me ia estorvar ao longo da noite). Não publiquei fotos nas redes sociais. Sou uma pessoa chata que só foi mesmo lá para aproveitar os concertos de artistas que queria ver. Eu e esta minha amiga somos uma espécie em vias de extinção. 

Questões que assolam a humanidade #26

questões que assolam a humanidade julho 09, 2018
Porque é que a nossa voz fica mais grave quando estamos constipados?


Estar constipada é chato (sobretudo se estivermos em julho) mas há uma coisa em particular que sempre me agradou: a descida de tonalidade da minha voz (acabei de inventar este conceito e na verdade nem sei se faz assim tanto sentido). Ao longo dos anos tenho vindo a testar isto e a verdade é que, no período em que estou constipada, a minha voz desce até pelo menos dois tons. É maravilhoso para quem me ouve e seria maravilhoso para mim se não me doesse a garganta. Durante  todo este tempo tenho-me interrogado sobre o porquê de isto acontecer. A pesquisa para vos dar uma resposta a esta pergunta mudou a minha vida. Estão preparados para mais uma dose de aprendizagem neste blogue? 

A lógica é bastante simples: são as cordas vocais que definem o quão grave ou aguda é a nossa voz. Uma pessoa com uma voz mais aguda tem as cordas vocais mais pequenas e finas do que uma pessoa com a voz mais grave. As crianças têm vozes mais estridentes porque as cordas vocais ainda não se desenvolveram. É mais ou menos como os cabelos ou, no meu caso, é exactamente a mesma coisa tendo em conta que eu tenho um cabelo médio que nem é fino nem grosso e sou aquilo que os profissionais chamariam de mezzo soprano (se não ignorassem constantemente esta categoria). Quando estamos constipados as nossas cordas vocais ganham infecção e incham. Já concluíram tudo o que havia para concluir, não já? Agora é arranjar uma maneira de as minhas cordas vocais incharem permanentemente sem ter de esgotar o stock de lenços dos supermercados.

Mundial 2018: os quartos

Futebol julho 05, 2018
A minha previsão dos oitavos foi tão boa (até perdi dinheiro no placard e tudo) que me parece lógico fazer uma também para a fase seguinte. Cá vai:

Uruguai vs. França: vai tudo depender de qual a França que aparece em campo. Se for aquela França da fase de grupos, o Uruguai passa às meias com mais facilidade do que aquela com que passou aos quartos. Se a França dos oitavos der novamente um ar da sua graça, vamos agradecer a todos os santos termos perdido com o Uruguai.

Brasil vs. Bélgica: se a Bélgica começar a praticar futebol mais cedo do que no jogo frente ao Japão, temos uma boa partida em perspectiva. De qualquer das formas todos sabemos que o auge dos jogos do Brasil são as quedas do Neymar.

Inglaterra vs. Suécia: a cada dois anos o mundo goza com a seleção inglesa. Este ano ainda nos vão calar.

Rússia vs. Croácia: esperamos todos que a Croácia da fase de grupos regresse depois da folga que teve no jogo com a Dinamarca. Chega desta brincadeira da Rússia ainda estar no mundial.