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sábado, 31 de outubro de 2015

Fall Season 2015 - Parte 3


The Big Bang Theory (temporada 9)

Todos sabemos que TBBT é das melhores (se não mesmo a melhor) séries de comédia que por aí anda e, apesar de esta temporada não estar a desiludir, também não está a ser genial. Ao longo dos anos o Sheldon foi perdendo um pouco a sua essência e esta separação da Amy só faz com que isso se note ainda mais. Todos gostam do Sheldon precisamente por ele ser alguém desprovido de sentimentos e um Sheldon mais sentimentalista pode fazer com que muitos percam o interesse na série. O primeiro episódio foi, aliás, demasiado sentimentalista. Quase não me fez rir. Um casamento, um desgosto amoroso. Afinal isto é comédia ou drama?


American Horror Story (temporada 5)

Ponto 1: não gosto da Lady Gaga. Dito isto, é normal que não esteja propriamente feliz com este regresso de American Horror Story. Também não estou infeliz. A verdade é que esta série começou bem, conseguiu superar-se na segunda temporada e, a partir daí, foi sempre a descer. O primeiro episódio pecou por durar demasiado tempo e deixar o espectador muito à nora. Aliás, foi preciso chegar ao segundo episódio para que alguém falasse especificamente em vampiros. Parece-me que a série envergou por um caminho errado. Há demasiados vampiros na indústria das séries e o tema já não é novo, mas esperemos que possa surpreender.


Limitless (temporada 1)

Limitless é uma das novas séries que comecei a ver este ano. A série aparece no seguimento do filme (que é uma coisa que agora está muito na moda por haver falta de ideias) e conta a história de Brian Finch que toma NZT e tem acesso a todas as células do seu cérebro, tornando-se na pessoa mais inteligente do mundo durante as doze horas em que o comprimido faz efeito. Decorrente disto começa a ajudar o FBI nas suas investigações. No fundo isto é uma versão nova de The Mentalist, Forever ou Castle. A história é mais que vista, mas nem por isso deixa de ser "boazinha".

30 Days TV Show Challenge - Dia 11

Uma série que te decepcionou - The Walking Dead


The Walkind Dead começou maravilhosamente bem, não foi? Meia dúzia de episódios que nos fizeram "delirar" tal não era a qualidade da série. E, se hoje em dia, séries e filmes com zombies são normais (até demais), quando a série começou não o eram. Ainda me lembro do Rick ter de ir à cidade buscar qualquer coisa e ter de se fechar dentro de um tanque de guerra para se proteger do monte de mortos vivos que tinha à sua volta. Ou quando pegou nas entranhas de um zombie e fingiu também ser um para se deslocar ao seu lado. Mas depois de uma primeira temporada tão boa e com a fasquia tão alta, a qualidade foi decaindo até chegarmos ao ponto em que estamos episódios inteiros em que não se passa absolutamente nada! Os acontecimentos desenvolvem-se mais devagar do que o Cardozo fazia um sprint. Pelo contrário, os zombies têm andado a praticar a corrida. Se começaram quase sem andar, hoje em dia estão quase ao nível do Bolt.


sexta-feira, 30 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 10

Uma série que achaste que não irias gostar, mas agora amas - Da Vinci's Demons


Não gosto de séries históricas. Não gosto de séries biográficas. Estes dois factores aliados ao facto de cada episódio ter uma hora, tinha tudo para dar errado. Mesmo assim decidi dar uma hipótese à série porque a sinopse parecia boa. Vi o primeiro episódio numa tarde daquelas em que chovia torrencialmente. Passados 20 minutos estava a dormir. Mas não me dei por derrotada. Comecei de novo quando acordei e aguentei meia hora. No dia seguinte vi a meia hora que me faltava. Estive para desistir, mas à medida que a série se desenvolvia tornava-se mais e mais interessante. Muitas coisas estão longe da verdade, mas não deixa de ser uma série bastante boa com grandes personagens (começando pelo próprio Da Vinci). A segunda temporada melhor que a primeira.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Fall season 2015 - parte 2


Criminal Minds (temporada 11)

Este é aquele exemplo raro de séries que são como o vinho do Porto. Raramente vemos séries cujas temporadas mais recentes são melhores que as mais antigas, mas é este o caso. Criminal Minds é a melhor série policial que por aí anda e o primeiro episódio desta temporada volta a provar isso mesmo. Temos nova personagem (protagonizada pela Aisha Tyler que para mim vai sempre ser a Andrea de Ghost Whisperer) que não foi introduzida estupidamente na série e temos mais um excelente caso.


Once Upon A Time (temporada 5)

Ora cá está o exemplo contrário ao que acabei de falar. Once Upon A Time é o tipo de série que devia ter tido apenas uma temporada. Já não há história nem lógica que salve a série. "Ui que agora a Emma é mázinha, o que é que vamos fazer à nossa querida filhinha que é incapaz de matar uma mosca?", diz a irritante Branca de Neve. "Não importa o que façamos, temos é de confiar nela e no nosso amor eterno", responde o irritante do príncipe encantado. Já nem os vilões são vilões. Além disso, há séries sobre Merlin e afins bem melhores que esta.


Sleepy Hollow (temporada 3)

Não entendo como é que isto ainda não foi cancelado, mas não tarda muito e perde mais uma "espectadora". Portanto basicamente acabou-se o apocalipse mas agora temos nova bruxa na cidade. O mais engraçado é que TUDO se passa nesta cidade. TUDO. Não há demónios em mais lugar nenhum. Qual andar na estrada género manos Winchester. Mas bem, depois de ter andado às voltas pelo mundo e ter descoberto o que é uma tesoura (sim, que aquele novo corte do Crane parece mesmo ter sido feito por ele) mas ainda sem conhecer lojas de roupa, o nosso protagonista está de regresso a Sleepy Hollow. Desconfia que há forças sobrenaturais pela zona e lá vem a Abbie (que agora está no FBI) combater o mal. E o Crane continua como "consultor" mas do FBI. A utilidade dele? Ninguém sabe, mas dá vontade de entrar na academia do FBI só para ter tanto tempo livre como a Abbie tem para se dedicar aos apocalipses!

30 Days TV Show Challenge - Dia 9

Melhor cena de sempre


Podia perfeitamente ter escolhido a cena de The Big Bang Theory em que o Sheldon está dentro daquele insuflável a gritar "Bazinga", mas optei por este. Yellow Fever é um dos meus episódios preferidos de Supernatural e, se há coisa que se faz bem nesta série é o humor (talvez por isso é que a série é uma enorme piada). No episódio basicamente o Dean tem medo de tudo. E tudo, significa tudo! Nesta cena vemos o Sam a abrir uma cacifo de onde sai um gato e o Dean a gritar desalmadamente. Não tem piada contado.


A acrescentar, no final do episódio tivemos direito a esta cena que ainda hoje me vem à memória sempre que oiço "Eye of the tiger".


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Fall season 2015 - parte 1

Talvez já venha um pouco tarde porque a maioria das séries já começaram há algumas semanas, mas nunca é tarde para se falar mal dos inícios de temporadas, certo? Ainda me falta ver alguns primeiros episódios (alguns por falta de paciência, como The Vampire Diaries, e outros para ver quando todas as séries estiverem em hiatus, como Supernatural ou Da Vinci's Demons). Mas falemos então daquilo que já vi e vamos por partes, porque são bastantes.


Arrow (temporada 4)

Arrow é daquelas séries que tem tudo para ser boazinha mas que, com o passar do tempo, se tornou ridícula. Já não há história nem lógica. No primeiro episódio tiveram de ir buscar de novo o Oliver Queen (se oiço outra vez "my name is Oliver Queen" algo de grave vai acontecer) para tratar dos "fantasmas". Não, não são fantasmas a sério, mas talvez fosse preferível. Aquela gente lidou com a liga dos assassinos, o pessoal mais temível de todo o sempre, e agora têm imensos problemas em lidar com estes fantasmas, que têm super poderes. E são quatro. Sim, porque em Arrow qualquer um pode ser super herói. Numa questão de semanas, até eu era capaz de dar porrada ao Bruno Alves. 


The Blacklist (temporada 3)

The Blacklist  está longe de ser uma série genial. É mais uma série policial em que cada episódio há um caso sem que os casos sejam muito interessantes. Mas o final da temporada passada tinha deixado em aberto a possibilidade de continuidade daquele que foi, até agora, o enredo mais interessante da série. Felizmente, o início desta temporada não desiludiu. Continuamos com a agente do FBI a tentar fugir dos próprios colegas e, apesar de muitas coisas serem completamente parvas, pelo menos agora há um fio condutor para a série.


The Leftovers (temporada 2)

Este é o tipo de série que deixa as pessoas a pensar "epa isto é mesmo bom" durante a primeira temporada. É uma ideia original e uma série bem feita e escrita. Chega o primeiro episódio da nova temporada (e eu estava ansiosa por ele) e é o que é. Passei três quartos do episódio a pensar "what the fuck?" porque, de facto, não percebia nada. Foi preciso ver o segundo para que tudo fizesse sentido. Isto para não falar da nova intro que é milhentas vezes pior que a anterior e tem a música mais ridícula de sempre para uma série do género.

José Mourinho e a sua definição de fantástico

José Mourinho diz que está a passar uma fase "fantástica" da sua carreira. "Fantástica" foi o adjectivo usado pelo homem que, passados anos a viver em Inglaterra, ainda acha que think  se diz sink. Já o tinha dito há umas semanas e voltou a reforçar a ideia ontem, depois de perder na Taça da Liga Inglesa com o Stoke City. José Mourinho, nesta altura, perdia até para Rui Vitória. Ou para mim. Como se não fosse já suficientemente ridículo falar em fase "fantástica" com os resultados que o Chelsea tem tido, Mourinho ri-se e ainda diz "ah e tal amanhã estou de folga, tenho uma família fantástica e quinta vamos continuar a trabalhar como até aqui".  O que interessa é ter folgas e depois continuar a trabalhar como tem feito. Tem corrido tão bem, para quê mudar alguma coisa?


A verdade é que José Mourinho sempre teve a mania. Diz a minha mãe (que adora o homem) que ele tem razão para ter a mania. Terá? Esta época sem dúvida. Qualquer adepto quer ver o seu treinador com respostas arrogantes depois de perder 5341646 jogos seguidos. No dia em que o Rui Vitória começar a fazer isso, deixo de gostar dele... oh wait.

Uma menção honrosa também para o Arsenal. Não pode ser fácil perder para o Carlos Carvalhar e ser wednesday outra vez.

30 Days TV Show Challenge - Dia 8

Uma série a que todos deveriam assistir - Criminal Minds


Muitas vezes temos a ideia de que as séries policiais são sempre iguais e de baixa qualidade. Criminal Minds vem provar que esta ideia é completamente errada. A lógica de "um caso, um episódio" está lá. Esta série difere das demais primeiramente por não se centrar em provas e ADN's que se analisam em cinco minutos. Em Criminal Minds o que conta é o perfil psicológico do assassino, o que faz com que a procura pelo criminoso seja bastante mais interessante que em CSI e afins. Também as personagens são muito bem construídas e tem ganho mais importância ao longo das temporadas. Temos uma analista muito peculiar, um "puto" com memória fotográfica, um boss que nem se ri, etc. Quando vi o pilot nem sequer gostei e desisti de imediato. Felizmente decidi dar mais uma oportunidade à série (na altura quando dava na SIC mil e uma vezes) e hoje em dia é uma das minhas preferidas. São 11 temporadas e os episódios são cada vez melhores!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Questões que assolam a humanidade #8


Quem é que se lembrou de mudar a hora?

Eu até percebo o porquê da mudança da hora. No inverno as horas de luz são menos e por isso é preferível distribui-las o mais equitativamente possível entre manhã e tarde. Até chega a fazer algum sentido. O que me faz confusão é o surgimento da ideia. Quando é que começou a mudar a hora? Quem é que se lembrou de o fazer? E como é que todos os fusos horários têm essa regra?

Diz o Observador que esta regra se verifica desde 1916 como forma de poupar energia. Eu a pensar que havia realmente uma razão lógica como "não queremos acordar às 9 da manhã e ser de noite", mas afinal era só para poupar energia. Custa a acreditar que todos os países tenham aderido a esta ideia. Mas o mais ridículo é mesmo o facto de a hora atrasar ou adiantar ao fim de semana. Se era para atrasar a hora, que fosse a um dia de semana para as pessoas poderem dormir mais. Quando chegasse a hora de adiantar, fazia-se a uma sexta-feira durante o dia. Fica a sugestão. E preferencialmente sempre no mesmo dia, porque isto do "último domingo de outubro" não dá com nada.

30 Days TV Show Challenge - Dia 7

Pior episódio da série preferida - Hauted Hero (S03E03)


Não perguntem de onde é que vem este meu ódio por este episódio, mas é um facto que se o vejo mais alguma vez, me dá uma coisinha má. Haunted Hero conta a história de um soldado que regressa a casa e todos os seus amigos que morreram em guerra o assombram. Claro que no fim tudo corre bem, eles percebem que a culpa não foi dele, a Melinda chora de felicidade e pronto. Não é nada de extraordinário, mas não o suporto!



segunda-feira, 26 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 6

Episódio preferido da série preferida - Weight of What Was (S03E05)


Provavelmente estou a ser injusta com a escolha deste episódio, mas foi o primeiro que me veio à cabeça. Foi neste episódio que foi descoberta a cidade subterrânea de Grandview que foi, de todas, a minha parte preferida da série, daí esta escolha. É diferente da maioria apesar de partir da mesma premissa de "Melinda ajuda um fantasma". Mas aqui é o próprio fantasma que está assombrado e há toda uma catástrofe por trás dessa assombração. Se não é o meu preferido, é um dos.



domingo, 25 de outubro de 2015

Vitória continua a fazer história

Não, não vou criticar novamente o Rui Vitória. Já se sabe que não gosto do homem e que queria o Marco Silva, mas enfim. A verdade é que depois da vitória frente ao Atlético havia demasiado entusiasmo com uma equipa que ainda está longe do que poderia ser.

Estou farta que ninguém dê oportunidades ao Lindelof e ao Cristante, farta que o Pizzi continue a ter minutos, farta de não ter um defesa esquerdo. E também estou farta de vitórias morais. Eu também acredito até ao fim, mas alguma vez estes jogadores mereceram apoio hoje? A nós ninguém nos paga para apoiar o clube, a eles dão-lhes milhões para jogarem tanto como eu. 

É vergonhoso perder 3-0 em casa para o Sporting. Vergonhoso. Mas porque é que nós nos havemos de preocupar com isso se os jogadores também não querem saber? Às vezes gostava de não gostar de futebol, honestamente!

E agora vou dizer mal dos jogadores, já que o Rui se escapou hoje:
  • Júlio César: sim, também tem culpa. Mas o que mais me chateou foi aquele sorriso para um jogador do Sporting no final do jogo. Leva 3, mas felicidade acima de tudo. Podiam ter sido 7.
  • Luisão: aquele atraso que ia dando o quarto golo... Onde é que o capitão tinha a cabeça? Excelente questão.
  • Jardel: fiquei à espera que ele empatasse o jogo... Melhor que o Luisão, miserável na mesma.
  • Eliseu: LOL
  • Sílvio: duplo LOL
  • André Almeida: é um excelente reforço para o banco. Para titular não serve.
  • Gaitan: LOL para os que dizem que é o melhor jogador do campeonato.
  • Gonçalo Guedes: quis começar bem mas depois nunca mais se viu.
  • Jonas: este não é o Jonas que eu admiro. Este é mais um gajo que está lá à frente a ocupar espaço.
  • Jimenez: com os 9 milhões arranjávamos um defesa esquerdo, pagávamos o ordenado do Taarabt e ainda sobrava para vouchers para a temporada inteira.
  • Mitroglou: é melhor que o Jimenez, mas já era altura de alguém lhe ensinar a fazer simulações.
  • Pizzi: quando ele entrou, o Calado disse que ele ia organizar o jogo da equipa. Sai mais um LOL
  • Fejsa: fenomenal, divino. Pena nem ter dado por ele.
  • Samaris: deixei o Samaris para o fim porque, de facto, há muito para dizer. Eu farto-me de gozar com ele. É com o português, com os comentários femininos que se vêem nas fotos que ele publica e mais recentemente com o look de intelectual, mas que ele é um dos grande jogadores do Benfica, é. Já há muito que simpatizo com ele, mas atrevo-me a dizer que, neste momento, é o meu jogador preferido do Benfica. Em campo foi o único que acreditou até ao fim, mas fora de campo também se vêem os grandes. Estava a ver as flash interviews e já a rir-me da pronúncia dele antes de começar a falar. Acabei quase a chorar. Até a minha mãe comentou "cala-te mas é que entretanto começas a chorar". De facto, ver um jogador praticamente a chorar enquanto fala da derrota do seu clube é único. Naturalmente, quando o Luisão se reformar, teremos um capitão à altura.

sábado, 24 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 5

Uma série que odeias - Medium


Não tenho propriamente uma série que odeie. Se vejo o trailer ou a sinopse e não gosto, nem me dou ao trabalho de ver. Esta escolha vem no seguimento daquela que fiz ontem. Medium e Ghost Whisperer começaram no mesmo ano e são em tudo bastante semelhantes. Confesso que nunca vi um episódio completo de Medium (nem quero) mas não consigo gostar por nada. Talvez o maior factor de "ódio" seja mesmo a Patricia Arquette como personagem principal.

Música para os meus ouvidos #3


Isto está grave. Finalmente dignei-me a ouvir o último álbum completo do David Fonseca. Complicado é deixar de o ouvir. "Chama-me que eu vou" é a música que mais me ficou na cabeça (aqueles "ohohohoh" não perdoam), mas é apenas uma de muitas outras de imensa qualidade. Não me canso de dizer que o David Fonseca é o melhor artista deste país (não fosse ele leiriense), mas este álbum é de outro nível. É arrojado, mas funciona muito bem. Ninguém esperava ouvi-lo em português, mas agora não quero outra coisa. Para quem ainda não ouviu, tratem disso!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 4

Série preferida de sempre - Ghost Whisperer


Entre Vidas ou Em Contacto, como é mais conhecida por cá, pode não ser a melhor série de sempre, mas é a minha preferida. Tem imensas falhas, os episódios são repetitivos e acabam mesmo por chatear muitos. Não me interessa. É a única série que não apago do computador e que vi vezes sem conta. A ideia base da série é boa e à medida que se desenrola há novos enredos bem construídos. Além disso, teve um final planeado e acabou quando tinha de acabar. Ainda hoje tenho aquela esperança que a Jennifer Love Hewitt e o David Conrad sejam marido e mulher na vida real.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O jogo da "Chemps" em meia dúzia de pontos (e mais alguns)


  • Merecíamos o empate. Não falo em vitória porque estou a tentar tornar-me numa pessoa isenta e o jogo até foi equilibrado.
  • O Sílvio é pior que o Eliseu. É difícil, mas verdade. O André Almeida fazia melhor o lugar mas nesse caso o Samaris tinha de fazer o meio campo sozinho. Porque é que o Lindelof não tem uma oportunidade? Porque cenas.
  • A primeira mexida do Rui Vitória foi para meter o Pizzi (foi, não foi?) e tirar o Eliseu. Para isso tirava o Sílvio que estava lá a fazer o mesmo que eu. 
  • Já não posso ver o Pizzi à frente. Não posso mesmo. Já me ofereci para lhe ensinar a fazer passes, mas parece que ninguém quer. Juro que faço passes melhor que ele e tive 13 a educação física.
  • Os comentadores ingleses (je suis Inácio) disseram, e cito, "nunca vi o Mitroglou a jogar bem". Pelo menos marca golos e não custou 9 milhões de euros. Mas isto não se pode dizer aos benfiquistas no geral.

  • Outra coisa interessante que eles disseram foi que o Gaitán não joga com amor ao futebol. Nunca ouvi nada tão certo. É impressionante como em meia dúzia de palavras explicaram tão bem o porquê de eu não gostar dele. Há uns tempos que toda a gente já notou que ele está no Benfica contrariado. Eu não peço 11 Gerrards no Benfica, peço é que joguem com vontade de vencer e não com "vontade de me mostrar para sair daqui rapidamente".
  • Não há a m*rda de um oito para jogar à frente do Samaris. O Pizzi e o Talisca são o que são e o André Almeida serve, mas não é um génio. O Cristante custou 5 milhões, é a maior promessa do futebol italiano, mas ninguém lhe dá uma oportunidade. Eu sei que o futebol italiano é uma miséria, mas comparando com as alternativas...
  • O Jonas parecia o Éder.
  • O Samaris não podia ver amarelo noutro dia qualquer? Agora vou à Luz ver um meio campo com o Fejsa e Pizzi? Epa...
  • Já tinha dito aqui, mas não custa dizer mais uma vez. O Sneijder é ... epa não sei. A minha mãe já não me podia ouvir a falar nele. Se eu tivesse vontade de aparecer na RTP daqui a duas semanas, levava um cartaz a pedir-lhe a camisola.

30 Days TV Show Challenge - Dia 3

 A série preferida desta temporada - Mr. Robot


Não é desta fall season (ainda é muito cedo para atribuir este título, mas talvez vá para Quantico), mas é deste verão. Comecei a ver simplesmente por já ter acabado os episódios de todas as outras séries e ainda bem que o fiz. Mr. Robot é aquele tipo de série feita basicamente pelo personagem principal. Há surpresas atrás de suspresas e mil e uma coisas que só o pessoal da informática é que percebe, mas nem por isso deixa de ser menos boa. É das melhores séries que vi nos últimos tempos.

Deixo-vos com duas das muitas cenas fenomenais da séries:



terça-feira, 20 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 2

Uma série que gostaria que mais pessoas vissem - Mozart In The Jungle


Comecei a ver esta série por estar com pouca paciência para episódios de 40 minutos. Confesso que o que li sobre ela na wikipédia não me fez acreditar que fosse gostar muito, mas nada como ver para crer (ou, neste caso, para querer). Despachei os 10 episódios super rápido (até porque demoram 30 minutos) e rapidamente se tornou numa das minhas séries preferidas.

Pelo nome dá para perceber que a série está relacionada com a música clássica. É a história de um maestro que vai para a orquestra de Nova Iorque e todos os problemas que disso advêm. Pessoas que gostarem de música (não necessariamente clássica) têm aqui uma série excelente!


sábado, 17 de outubro de 2015

30 Days TV Show Challenge - Dia 1

Uma série que nunca devia ter sido cancelada - Graceland


Há imensas séries que não deviam ser canceladas da forma como são. Quem não conhece uma série que acabou com um final completamente em aberto? Felizmente não foi isso que aconteceu com Graceland. Talvez não tenha sido o pior cancelamento de sempre mas foi o mais recente que atingiu a minha vasta lista de séries.

É uma série de verão que pode parecer a muitos mais uma policial em que em cada episódio há um novo caso. Errado. Em Graceland há seis agentes de diferentes agências (uau, este nível de português é uma maravilha) que trabalham em diferentes casos disfarçados. Mas há uma história por trás de tudo.

As personagens são bem construídas ao ponto de num episódio podermos adorar e odiar a mesma. Após três temporadas, foi cancelada. Foi um balde de água fria até porque, depois de uma segunda temporada menos boa, a terceira voltou a ser espectacular.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Esmagar os mais pequenos

Ui, que jogo, que qualidade futebolística, que classe...

É mais ou menos assim que podíamos descrever o jogo do Benfica frente ao Vianense. Pelo menos antes de este ter começado. Agora que está acabado apraz-me dizer algo como: ui, que m*rda.

A Taça de Portugal está longe de ser uma competição fenomenal. É engraçado ver os clubes mais pequenos defrontar os maiores, mas todos sabemos como é que os jogos vão terminar. Isso tira a piada toda ao futebol. Felizmente hoje houve suspense até ao fim e o mérito disso vai todo para o Benfica.

Uma equipa com Júlio César, Eliseu, Luisão, Jardel e Mitroglou teve sérias dificuldades em vencer o Vianense. Sim, o Vianense. A equipa treinada pelo Andrés Madrid. Cinco titulares indiscutíveis quase perdiam. Até me podem dizer que o Vianense teve sorte. Não teve. O Vianense fez o seu trabalho bastante bem. Um guarda-redes competente, um golo fenomenal e uma vontade de vencer que o Benfica não teve nos 90 minutos.


É preciso chegar o Carcela, que mal se tinha visto no Benfica, e um defesa central para resolverem o jogo. Algo está errado. O Mitroglou marca golos na selecção grega e não conseguiu marcar hoje. Isto diz muito sobre o que foi o jogo. Mas, vendo bem as coisas, e natural que o Mitroglou não tenha marcado. Não tinha tradutor para perceber as indicações do Rui Vitória.

Enquanto isso o Pizzi e o Talisca voltaram ao nível de forma a que nos foram habituando. Pena esse nível ser bastante baixo. Estranhei que o árbitro não assinalasse um penalti a favor do Benfica. Com certeza não quer vouchers para jantares ou almoços.

Ah, a falta que um Jonas e um Samaris fazem à equipa. Até mesmo um Gaitan. E um defesa direito? Isso é que vinha mesmo a calhar, ou vamos à Turquia com o Sílvio? Se é para isso, levem-me a mim. 

Fora das quatro linhas

Há uma mania no futebol que me chateia: o "futebol" praticado fora das quatro linhas. Não é novo, mas ganhou novo alento desde que o Bruno de Carvalho assumiu a presidência do Sporting. Sendo eu adepta da bola, desprezo este senhor. E não é só por ser benfiquista. Este senhor tem um problema ainda mais grave que o Pinto da Costa. Enquanto o dirigente portista atacava o Benfica para defender o seu clube, Bruno de Carvalho ataca o Benfica porque, como qualquer criança que se preze, quer que lhe respondam. Felizmente, Luís Filipe Vieira não se dá a esse trabalho.

Durante muitos anos havia troca de palavras entre os presidentes do Porto e do Benfica. Continua a ser assim. Nenhum dos dois dá importância ao Bruno. Mas ele faz a festa sozinho. Confesso que não vi o fantástico programa da TVI24 onde o Bruno fez as acusações ao Benfica. Nem vi, nem vou ver. Mas tenho acompanhado com algum agrado o desenvolvimento deste "caso" dos jantares que o Benfica ofereceu aos árbitros. É engraçado que ainda hoje ouvi o Presidente do Marítimo a dizer que o clube oferecia camisolas personalizadas aos árbitros e o Pedro Proença a admitir que tem centenas de camisolas de clubes em casa. Aposto que são todas do Benfica e do Marítimo. Não me parece que mais algum clube dê presentes aos árbitros. A menos que seja uma fruta da época ou uns cafés com leite.

Depois vem o Benfica e responde com mais uma acusação ao JJ. 14 milhões. Um euro por cada adepto do Benfica. O advogado do treinador que, mais uma vez, fez uma campanha miserável na Champions diz que este número é ridículo, que o Benfica só tem 200 mil sócios e não pode ter tantos adeptos. Então os adeptos são todos sócios? Peço desculpa então. Não sabia que precisava de um cartão e de pagar 12€ por mês para ser adepta de um clube. Assim sendo, nunca mais me afirmarei como adepta do Benfica até arranjar uma cartão desses. Para mim as contas estão erradas por outro motivo. Os adeptos não podem valer todos o mesmo. Se eu, enquanto adepta, tenho o valor de um euro, o meu pai, no máximo, vale 0.10€ e a minha mãe 0.30€. Não somos todos iguais. Eu, que conheço todo o plantel do clube, não posso estar no mesmo patamar do meu pai, que só conhece o Luisão.

Fico à espera para saber qual a próxima jogada do Bruno. Certamente receberá mais uma denuncia anónima na qual terá uma confiança cega. Até lá, parece que ele vai ver o jogo em casa. Eu também. Mas eu vou ver na net, porque o meu pai recusa-se a ter qualquer canal de desporto cá em casa. Será que ele também vai ver na net ou tem Benfica TV?

30 Days TV Show Challenge


Por culpa da Elizabete (do A wonderful world, a quem até "roubei" a imagem), que anda nisto há milénios, achei por bem abraçar este desafio. Porquê? Porque sou como as crianças que vêm outra criança com um brinquedo novo e também querem um.

Assim sendo, durante 30 dias (que não deverão ser seguidos), mais do que responder a 30 perguntas, vou tentar antes sugerir séries ou prevenir aqueles que estão a pensar ver alguma daquelas mesmo más. 

Aqui fica o "desafio":

Dia 1 - Uma série que nunca devia ter sido cancelada
Dia 2 - Uma série que gostaria que mais pessoas vissem
Dia 3 - A série preferida desta temporada
Dia 4 - Série preferida de sempre
Dia 5 - Uma série que odeias
Dia 6 - Episódio preferido da série preferida
Dia 7 - Pior episódio da série preferida
Dia 8 - Uma série que todos deveriam assistir
Dia 9 - Melhor cena de sempre
Dia 10 - Uma série que achaste que não irias gostar, mas agora amas
Dia 11 - Uma série que te decepcionou
Dia 12 - Um episódio que assististe mais de cinco vezes
Dia 13 - Série favorita da infância
Dia 14 - Personagem masculino favorito
Dia 15 - Personagem feminino favorito
Dia 16 - Série guilty-pleause
Dia 17 - Mini-série favorita
Dia 18 - Spin-off favorito
Dia 19 - Melhor elenco
Dia 20 - Beijo favorito
Dia 21 - Ship favorito
Dia 22 - Series finale preferida
Dia 23 - Personagem mais irritante
Dia 24 - Melhor frase
Dia 25 - Uma série que planeias assistir
Dia 26 - OMG WTF? season finale
Dia 27 - Melhor pilot
Dia 28 - Primeira obsessão por uma série
Dia 29 - Atual obsessão 
Dia 30 - A morte mais triste

E sim, se eu quiser respondo com uma série diferente em cada dia, mas não vai acontecer. É que, por muitas séries que eu veja, há várias que me dizem pouco.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Quando a laranja deixa de ser mecânica

Sabem há quanto tempo é que a Holanda não ficava de fora de um Europeu? Desde 1984. É muito tempo e havia de chegar o dia em que voltariam a ficar de fora. Só ninguém esperava que fosse em 2016.

A Holanda é uma das selecções europeia mais fortes. Ou, pelo menos, era. Há duas pessoas que podemos "culpar" logo à partida: o treinador Danny Blind e o Robben que está lesionado há sensivelmente 54646464646848545152 milénios. 

No último Mundial foram terceiros classificados e tiveram uma qualificação invicta. Não se esperava menos para esta. Num grupo onde os apurados foram a Turquia, a República Checa e a Islândia, ninguém acreditaria que a Holanda se ficaria pelo 4.º lugar. Mas aconteceu. Uma selecção cheia de estrelas como Memphis Depay, Van Persie, Huntelaar ou Sneijder, fica de fora do Europeu sem ninguém ter percebido bem o que se passou.

A verdade é que aquele último jogo frente à República Checa (que a Holanda tinha de ganhar e esperar que a Islândia fizesse o mesmo) provou que a Holanda não merecia ir ao Euro. Num jogo em que vitória era a única solução, chegaram a estar a perder por 3-0 (porque o Van Persie se enganou na baliza). Desistiram muito cedo. E se há coisa que eu não consigo ver no futebol é desistência. 


O engraçado destes jogos é vermos no final os jogadores com a maior cara de enterro do mundo ou a chorar baba e ranho. Ora, se há jogador que merecia ir ao Euro é o Sneijder. Não cheguei a perceber se ele estava a jogar à defesa, a meio campo ou a avançado. Ele estava em todo o lado. A rematar, a defender, a agir como um capitão deve agir. Quem me dera ter um capitão assim na selecção portuguesa. 

Nos últimos tempos, na selecção, o seu percurso tem sido feito com muitos altos e baixos, mas fico feliz por ver um dos jogadores de quem mais gosto voltar definitivamente ao topo na selecção, ainda que isso não se reflicta numa ida ao Euro. E fico feliz também por perceber que o Benfica tem bilhetes a 16€ para o jogo com o Galatasaray na Luz. E eu que já estava a contar desembolsar 25€ para ir ver o meu holandês preferido. 

Portanto, Sneijder podes vir cá a casa ver o Euro. Não deve ser tão luxuosa como a tua, mas tenho um sofá, um plasma e ainda arranjo minis fresquinhas e tremoços.

Afinal a culpa era mesmo dos médicos

Lembram-se do Mundial 2014 e do departamento médico que levou com as culpas da fraca exibição da selecção? De facto, é possível que a culpa tenha sido dos médicos. O problema é que os médicos foram substituídos e a incompetência é a mesma.

Nélson Semedo foi titular no jogo deste domingo frente à Sérvia e, só quando voltou aos treinos pelo Benfica, se percebeu que estava lesionado e, inclusive, precisava de ser operado ao joelho. No final do jogo não havia lesão nenhuma segundo o departamento médico da selecção. Das duas, uma: ou o Nélson Semedo se lesionou em casa, ou os médicos da selecção são incompetentes.

Talvez fosse plausível que o jogador do Benfica tivesse andado a jogar futsal à noite com o Talisca e se tivesse lesionado assim. Mas depois lembramo-nos do William Carvalho que, um belo dia, veio da selecção sem lesão nenhuma e, chegado ao Sporting, teve de parar até há bem pouco tempo.

Conclusão: há qualquer coisa de errado com o departamento médico da selecção. Se não conseguem perceber que os jogadores estão lesionados, então são incompetentes. Se o percebem e mesmo assim isso não consta dos relatórios, temos um problema bastante mais sério.

Problema tem também o Benfica. Quem é que vai para lateral direito numa altura em que há jogo fora com o Galatasaray e dérbi com o Sporting? O Sílvio? É preferível ir para lá eu. O André Almeida? Pode ser, se o Samaris conseguir continuar a fazer todo o meio campo como fez de cada vez que jogaram o Talisca ou o Pizzi. O Lindelof? É um solução plausível. Aliás, não percebo como é que, depois do Europeu de sub-21 que fez, nunca teve oportunidades.

domingo, 11 de outubro de 2015

Considerações sobre o jogo na Sérvia

  • Este Portugal - Sérvia faz-me crer que estamos num excelente caminho para sermos campeões da Europa em França. Além de termos 11 titulares fenomenais, temos um banco do caraças. Não podemos pedir mais nada.
  • As únicas razões pelas quais vi este jogo foram o Matic e o tempo de chuva que só dá vontade de estar no sofá com a manta por cima.
  • O Nani, para não variar, fez um jogo excelente. Marcou um golo aos cinco minutos que foi obra do Danny. Aos 85 minutos fez outro remate. Durante os restantes 80 minutos ninguém sabe bem onde é que ele esteve. Se ele jogasse sempre tanto como hoje estávamos nós muito bem.
  • O Matic é uma pessoa incrível. Viu que estávamos a jogar com menos um desde os 5 minutos (quando o Nani se ausentou) e fez para ser expulso. Aliás, tentou o vermelho mais cedo, mas não lhe foi concedido.
  • Dos 11 jogadores que começaram o jogo pela Sérvia, apenas um não tinha um apelido acabado em "ic". 
  • O José Fonte é claramente o melhor central português da actualidade. Porque é que ele não joga? É uma excelente pergunta.
  • O Nélson Semedo fez um jogo péssimo. Não me interessa. Chateava-me era se ele fizesse jogos destes no Benfica.
  • O Quaresma não deve saber fazer um cruzamento ou remate sem efeito. Eu gosto de ver uma trivela ocasionalmente, mas chega a um ponto que também chateia.
  • Voltando ao Matic. Este não é o Matic que eu conheço. A estadia no Chelsea está a fazer-lhe mal. De qualquer das formas é um jogador incrível daqueles como não vamos ver muitas vezes no nosso campeonato (se é que algum dia vamos ver um médio como ele).
  • Estamos sempre a falar mal do Éder, mas que atirem as primeiras pedras os portugueses que têm mais golos que ele na selecção. 
  • Precisamos de uma solução para o lugar de ponta-de-lança porque desde os tempos do Pauleta e do Nuno Gomes que ninguém marca golos na selecção. Proponho uma de duas soluções: ou o Fernando Santos convoca o Liedson, ou o Jonas começa a tratar de arranjar nacionalidade portuguesa.

sábado, 10 de outubro de 2015

5 razões pelas quais a selecção é melhor que a selecção

Não, não me enganei. Há mais do que uma selecção, mas é lógico que só uma delas merece a atenção de todos. O triste é que essa seja precisamente a pior. Em contrapartida tem descontos nos bilhetes em cartão continente e eu gosto sempre de ir ao continente e poder passar naquelas caixas self service "sem pagar". Para provar que estou certa (é raro, mas desta vez juro que estou), tenho um conjunto de razões pelas quais a selecção "dos putos" é melhor que a "dos velhos".








  1. Não existe Nani. É sem dúvida uma das principais razões. E quem diz Nani, diz outros tantos, mas convenhamos que o Nani é o que mais estorva no campo. Não acerta um passe (quando passa sequer a bola) e na maioria do jogo está a olhar para ontem. Talvez a recordar aqueles tempos em que o Fergusson era suficientemente burro para o deixar jogar no Manchester. Sem Nani há espaço para que jogadores a sério estejam em campo.
  2. Não perdem finais. Muitos podem estar já prontos para me corrigir e dizer que ainda há uns meses perderam o Europeu com a Suécia. Mentira. Portugal acabou o Euro sem uma única derrota. Na final empatou. A única razão pela qual não trouxeram o troféu para casa foi porque as regras do futebol são estúpidas. Penaltis não decidem quem é o melhor em campo durante 120 minutos. Para mim jogava-se até haver um golo. Isso ou atirava-se a moeda ao ar. O Benfica já se lixou assim, mas também já se lixou com penaltis e a táctica da moeda sempre cansa menos os jogadores e faz os adeptos terem menos ataques cardíacos. Com o nosso sistema nacional de saúde não nos podemos dar ao luxo de ter ataques à custa da bola.
  3. Não perdem com a Grécia. Notem que esta selecção perdeu a taça para a Suécia. Não é que a Suécia seja propriamente uma potência da bola, mas pelo menos a nível de economia está bem lançada. A selecção A conseguiu perdeu duas vezes no mesmo Europeu com um país que, financeiramente, ainda está pior que nós. Não duvido que a selecção A perdesse com a Grécia de hoje em dia. E com dois golos do Mitroglou que era para o Rui Patrício aprender quem é que manda. 
  4. Não têm recordes estúpidos. Ui, seis jogos a ganhar, é o recorde ainda dos tempos do Scolari. Não são mais jogos porque entretanto a Grécia deve ter aparecido como adversária. Os sub 21 passam a fase de qualificação para o Euro deste ano sem perder, o play off do mesmo e só perderam na final. Começaram também esta qualificação com duas vitórias. Fraquinhos.
  5. Jogam à bola. Tudo bem que este é o argumento menos interessante. Não interessa jogar bem se não se marcarem golos. A selecção A joga mal e safou-se bem neste apuramento. 9 golos em 7 jogos. Craques. Os sub 21 têm uns míseros 8 golos nos dois jogos de qualificação para o próximo Euro. E ainda têm espaço para nota artística. Na selecção A, no máximo, vemos umas fintas do Ronaldo a ele próprio ou um choro do Moutinho quando se atira para o chão digno de novela da TVI.
A questão que se impõe neste momento é: com tão bons resultados nas camadas jovens, como é que as selecções principais são sempre uma miséria? Podem vir-me com a lógica de "os grandes não apostam nos putos" ou "os putos não têm maturidade para jogar contra as selecções mais fortes". Mentiras. O que existe é medo. Medo de passar putos de 18 para a selecção principal. Putos como o Gonçalo Guedes e o Rúben Neves que são titulares nos dois maiores clubes portugueses. Dizer que não conseguem competir com os melhores é gozar com a nossa cara. O Rúben Neves ainda há dias capitaneou o Porto. Com 18 anos. O Gonçalo Guedes tem feito exibições de luxo no Benfica. Isto para não falar no Nélson Semedo que foi chamado à selecção principal e ficou no banco. Mas há alguém neste país que ache que o Cedrid ou o João Pereira é melhor que o Nélson Semedo? Se há, vão ver futebol.

Putos como o Gonçalo Paciência, o Bruno Fernandes, o Rony Lopes e aqueles de que já falei provavelmente nunca serão titulares na selecção principal, mas fariam um trabalho melhor do que a maior partes da pseudo estrelas que lá estão. Com isto não digo que a equipa deve ser deita apenas por miúdos. São precisos jogadores com experiência, mas não com más experiências!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A infelicidade de já estar no Euro

A selecção está apurada para o Euro 2016. Ora cá está uma excelente altura para aumentar impostos. Pessoalmente não posso dizer que estou muito contente com isto. Qual é a piada de ver a selecção qualificar-se directamente para uma grande competição? Faz-me falta fazer mil e uma contas e vai certamente fazer-me falta o relato do Nuno Matos nos jogos do play-off onde não estaremos. Onde é que já se viu uma qualificação quando ainda falta um jogo que nem vale a pena fazer porque a Sérvia há muito que está fora do Euro? Fernando Santos é uma miséria.


Mas, mesmo sendo uma miséria, parece-me lógico tratar já de um contracto vitalício para o treinador. É preciso prevenir a todo o custo que aconteça à selecção nacional aquilo que está a acontecer com a selecção grega. É possível que seja o karma a atacar. Mas eles continuam a ter uma taça e nós nada.

Notem que Portugal está no 4.º lugar do ranking da FIFA. É normal que a imagem da FIFA esteja cada vez menos credível. Uma equipa onde o Nani é titular nunca poderia ser a quarta melhor do mundo, sobretudo com exibições destas e com um golo por jogo. A jogar assim, nem a fase de grupo passamos em França. Com sorte jogamos com a Alemanha, levamos 10 e o Ronaldo, esse grande capitão, no final vem dizer "esta equipa é uma m*rda" (por outras palavras, mas vai ser isto). Ahh, o meu optimismo surpreende-me sempre!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Ainda não foi desta que D. Sebastião apareceu

Imagem: DN

Às vezes gostava que o D. Sebastião aparecesse mesmo. Por dois motivos: alguém tinha descoberto o remédio para viver toda a eternidade (ou, pelo menos, alguns séculos) mas, ainda mais importante, as piadas acabavam. Sempre que há nevoeiro há um engraçadinho que faz a piada do D. Sebastião. Sempre. Ontem na Madeira não foi excepção. O problema é que ele bem podia aparecer que ninguém dava por nada.

Quantas vezes é que isto já aconteceu? Ninguém sabe, mas foram muitas. É capaz de ser altura de a Liga arranjar uma solução.

O Porto deu 4 ao Sá Pinto. Curiosamente, com um jogo a menos, o Benfica tem o mesmo número de golos que o Porto.

O "Sulimani" marcou três golos. O Jonas, com um jogo a menos, tem mais dois golos marcados na Liga que ele.

Estamos fortíssimos.

Em ligas mais interessantes que as nossas, o Brendan Rodgers foi despedidio. Achava que este dia nunca ia chegar, mas chegou. Venha o Klopp.

O Van Gall está muito bem. Foi humilhado pelo Arsenal. Nem o Moyes conseguia tamanha proeza.

Falando em proezas, vamos tirar uns minutos para rir da cara do Mourinho. Dou-lhe até ao final do mês para ser despedido.

O Lewandowski continua fraquinho, também.

Sobre as eleições #2

Não, não sou expert em política apesar de poder dar essa ideia já que ontem já mandei uns bitaites antes das eleições. Acontece que, mesmo não tendo muito para dizer, apetece-me tecer alguns comentários sobre o acto eleitoral.

Os portugueses estão satisfeitos. Eu tinha a impressão que não, mas parece que era mesmo só eu e mais meia dúzia de pessoas. Curiosamente não há comentários de apoio ao governo nas redes sociais, o que me leva a concluir uma de duas coisas:

  • Ou as pessoas que votaram na coligação têm vergonha na cara e não o andam a gritar aos sete ventos (ao menos isso);
  • Ou, de facto, ninguém votou na coligação e voltámos àqueles tempos em que os mortos também tinham direito de voto. Nada contra, mas é capaz de ser irrelevante para os mortos quem é que governa o país.
Ao longo destes últimos quatro anos vi as pessoas queixarem-se tanto ou mais do que na altura em que o Sócrates era PM. Não há emprego (e não me venham com a lenga-lenga dos 11.9% de desempregados porque toda a gente sabe que é mentira), o ordenado mínimo não dá para viver (sim, a pagar renda de casa e contas sobra muito para comer), os jovens ou emigram ou fazem estágios do IEFP, há milhares de professores desempregados para dar lugar a uns que nem 1+1 sabem somar, o serviço nacional de saúde é uma miséria, e estava nisto o dia todo. Mas estamos muito bem. Viva a austeridade. Viva o governo da Merkel. Viva os submarinos que o senhor "demito-me irrevogavelmente" achou serem estritamente necessários ao país (não fosse um cardume de sardinhas atacar). Viva Portugal e viva os portugueses. Se os portugueses estão satisfeitos, quem sou eu para criticar.

Lembram-se de a generalidade dos portugueses criticarem os gregos quando estes voltaram a eleger o Syriza? Pois. Sabem qual é a diferença entre nós e os gregos? É que eles renegociaram ao máximo o plano de austeridade. Eles tiveram direito a dar a sua opinião via referendo. Nós tivemos mais austeridade do que a troika exigia. Isto e o facto de eles terem sido campeões da Europa em 2004 e nós continuarmos com a eterna promessa de vencer qualquer coisa. Mas, mais uma vez, se os portugueses estão felizes, quem sou eu para criticar? 

P.S. É importante referir que não percebo nada de política.

domingo, 4 de outubro de 2015

Sobre as eleições

Quando cheguei a casa depois de ir votar a minha mãe, que faz parte daquele grupo desprezível de pessoas que não vota, tinha a televisão ligada na TVI. Não é costume. Confesso que tenho por hábito ver as notícias na RTP, mas os meus pais gostam de notícias de mortos e afins.

Assim sendo acompanhei com muito agrado o momento em que José Sócrates votou. Mas acompanhei ainda com mais agrado o seu regresso a casa. Para os que estavam a ver notícias na SIC ou na RTP, perderam um grande momento de televisão.

Um câmara da TVI seguiu o carro onde ia José Sócrates desde o Marquês, onde o ex-primeiro ministro votou, até ao até à residência da ex-mulher. Foi fantástico. Não me parece sequer que mais algum canal pudesse cobrir tão bem este caminho. Isto é que é informação de qualidade. O que me interessa verdadeiramente hoje é saber que José Sócrates passa pela Avenida da República para chegar a casa. Também gostava de saber o que é que ele almoçou, mas não se pode ter tudo.

Noutros assuntos, temo que o meu voto não conte por não ter tirado nenhuma foto ao boletim de voto. E não tirei por dois motivos bastante simples:

  • Os boletins são TODOS iguais (à excepção daquele que circula por aí com o suposto voto no Bruno de Carvalho) e portanto é inútil eu colocar um foto no instagram com uma coisa que já todos vimos. A menos que eu votasse no partido do Marinho Pinto. Mas nem sei qual é.
  • Eu desisti de ver quem eram os partidos a concorrer assim que encontrei aquele em que votei. Por acaso não havia fila onde eu votei, mas deve ser complicado haver filas e o pessoal ter de ler o nome dos partidos todos. As eleições tinham de durar um mês.
Entretanto apraz-me ainda dizer que sou a favor de uma multa para todos aqueles que não vão votar. Se não gostam de ninguém, votem em branco. De certeza que hoje há maioria absoluta de abstenção. Se essa gente votasse toda em branco, a participação era relevante, assim não. Já para não falar da rapidez que é votar em branco. É chegar e dobrar o papel. Não custa nada.

Entretanto, levantei-me antes das 13h para ir votar porque às 13h30 jogava o Liverpool e às 16h o Benfica. São 16h40 e o Benfica ainda não começou e provavelmente só começa daqui a umas semanas. Se calhar alguém começava a pensar nisto, não?