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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Ainda sobre o dia da amizade...

Lembram-se do que escrevi ontem? Se não se lembram, é só clicar no canto inferior direito e andar um bocadinho para baixo. Falei da amizade porque era dia da amizade. Não sei é porque é que existe um dia da amizade. É tão ou mais estúpido que o dia da mãe ou do pai ou da mulher. Então no dia 30 de julho é suposto eu fazer declarações de amizade aos meus amigos só porque um dia assim o impõe? Aliás, é suposto essas declarações alguma vez acontecerem (à excepção das fitas académicas que assim o "exigem")?


Posso ser eu que sou estúpida, mas eu costumo mostrar a minha amizade através de actos e não palavras até porque, como puderam ler, a nível de palavras, o que costumo fazer é mais insultar. Eu trato fenomenalmente aquelas pessoas que acabei de conhecer ou com quem não me dou muito bem. Já os meus amigos, são tratados "abaixo de cão". Mais: talvez eu nem sempre esteja ao lado dos meus amigos nas melhores ocasiões. Para quê? Nessa altura está lá toda a gente. Eu costumo estar lá nas outras. Costumo das conselhos e ouvir, apesar de ser uma péssima conselheira. Nem sempre recebo o mesmo em troca. Houve alturas da minha vida em que precisei de alguém para coisas mínimas e ninguém foi capaz de estar lá. E não me esqueço. Nunca. Tenho essas coisas mínimas marcadas. Mas depois essas mesmas pessoas que me falharam pedem-me ajuda e eu estou lá. Porquê? Porque talvez as pessoas nem se tenham apercebido do mal que me fizeram. Também não lhes digo. Espero que um dia se apercebam, se é que não se aperceberam já.

Mas é claro que adoro os meus amigos (e, mais uma vez, só digo isto porque sei que nenhum deles o vai ler) e não os trocava por nada. Os amigos no fundo são a nossa família já que a outra família não pode ser escolhida. Felizmente tenho poucos amigos (e já é um trabalhão ter estes poucos) e antes poucos e bons, que o contrário. Mas continuo a reafirmar que me falta alguém na lista com as três características que salientei ontem. É pena, mas tenho de viver com a "segunda família" que escolhi que, diga-se de passagem, foi muito bem escolhida.

E só para acabar este texto péssimo:


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dia da amizade? Qual amizade?


É provável que os meus amigos sejam as pessoas mais irritantes à face da terra. Há três coisas que aprecio num indivíduo: ter piada e reconhecer o que tem piada, inteligência e, mais importante que tudo, ser do Benfica.

Gosto de me achar uma pessoa fantástica a avaliar pessoas, mas depois de um intenso estudo que resultou na conclusão de que não tenho um único amigo que possua estas três características – muitos deles não possuem nenhuma – chego à conclusão que não estava certa sobre mim mesma.

De cada vez que conto uma piada é raro alguém rir-se e ainda mais raro alguém ouvi-la. É certo que, nas mil piadas que faço por dia, uma delas é boa, mas nem com essa oiço risos. Como o problema não pode ser meu, só posso concluir que se trata de estupidez dos meus amigos.

Estas três caraterísticas estão intimamente ligadas. Grande parte das piadas que faço – ou tento fazer - estão relacionadas com futebol e os meus amigos percebem zero de futebol. Mas mesmo quando as piadas nada têm a ver com o tema futebol é complicado fazê-los rir. Parto então do princípio que o meu humor é de tal forma inteligente que se torna incompreensível à generalidade dos seres humanos.

É preciso salientar que eu digo isto porque sei que os meus amigos não lêem nada do que eu escrevo porque, como já disse, tenho péssimos amigos.

terça-feira, 28 de julho de 2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Letras com nota artística #3: Dunas

Depois de duas análises de duas letras diferentes [aqui] e [aqui], parece-me a altura ideal para apostar na análise de uma música conhecida de todos. Falo daquela que é a primeira música que toda a gente aprendeu a tocar na viola (toda a gente menos eu que para ler uma pauta preciso de um dia inteiro): as Dunas, dos GNR.

Na verdade apercebi-me do quão ridicula é a letra ontem quando fui ver o concerto da banda ao Bodo. Atentem então na letra de "Dunas":


"Dunas, são como divãs,
Biombos indiscretos de alcatrão sujo
Rasgados por cactos e hortelãs,
Deitados nas Dunas, alheios a tudo,
Olhos penetrantes,
Pensamentos lavados.

Bebemos dos lábios, refrescos gelados (refrão)
Selamos segredos,
Saltamos rochedos,
Em câmara lenta como na TV,
Palavras a mais na idade dos "PORQUÊ"

Dunas, como que são divãs
Quem nos visse deitados de cabelos molhados bastante enrolados
Sacos camas salgados,
Nas Dunas, roendo maçãs
A ver garrafas de óleo boiando vazias nas ondas da manhã

Bebemos dos lábios, refrescos gelados,
nas dunas!
Em camara lenta como na TV,
Nas dunas..
Nas dunas..
Naasss duunas...
Naasss duunas..
Refrescos gelados...
Como na Tv.
Nas duunas.."

Importa antes de mais nada apresentar algumas definições que me parecem relevantes para uma análise cuidada deste belo poema. Todas as definições são do priberam, que eu não ando aqui a inventar nada.

Dunas: monte de areia acumulada pelo vento à beira-mar.


Divãs: espécie de sofá; colecção de poesias árabes; conselho de Estado (na Turquia); sala onde o divã funciona. (vamos acreditar que se referem ao sofá que de poesias árabes e conselhos de estado turcos não sou uma pessoa tão entendida).


Numa abordagem menos realista, até consigo entender que as dunas sejam como divãs. Principalmente na altura em que a música foi lançada. Lembram-se? Quando havia realmente dunas? Quando não era preciso levar areia para a praia? Ah, que saudades desses tempos! Com o primeiro verso tudo bem, certo?

Mas então de onde raios vêm os biombos? Mas isto não são uns biombos quaisquer (ou quaisqueres, que de vez em quando uns pontapés na língua portuguesa também ficam bem na blogosfera) são "biombos indiscretos de alcatrão sujo rasgados por cactos e hortelãs". Este dois versos davam para analisar durante mais tempo que os dez cantos dos Lusíadas. 
  • Ponto 1: claro que os biombos são indiscretos. São coisas (a meu ver inúteis) enormes que ocupam imenso espaço. Para serem discretos precisavam do manto da invisibilidade e é possível que o manto fosse pequeno demais para os tapar.
  • Ponto 2: se os biombos são de "alcatrão sujo", como é que podiam ser discretos? 
    • Ponto 2.1: onde é que se arranjam biombos de alcatrão? É que eu estou a pensar ligar ao Gustavo Santos para me vir mudar a casa e gostava de ter um biombo de alcatrão, mas do lavado.
  • Ponto 3: os cactos rasgam alcatrão? Brilhante. E a hortelã? Rasga alguma coisa?
Passemos à frente. Eu costumo beber de copos ou garrafas. Eles bebem dos lábios. A menos que sejam os lábios da Manuela Moura Guedes, são capazes de ficar com sede. Depois de se refrescarem, gelarem e selarem segredos vão praticar parkour, mas nos rochedos, que não é tão perigoso. Fazem isto tudo em câmara lenta, como na TV. É certo que eu não via a televisão desta altura, mas era assim tudo tão vagaroso? É que agora é ao contrário. É sempre a despachar, a menos que o Paulo Bento esteja a falar. Aí precisamos de meia hora para ouvir uma frase.

Para terminar, se alguém me conseguir dizer o que é a "idade dos porquê", ganha uma conjunto de maquilhagem e cremes. (Ok, não ganha nada, mas estou a adaptar-me à blogosfera e parece que isto faz parte).


Conclusões: as letras dos GNR (que ontem apercebi-me que são todas dentro deste género) são frases soltas (ou mesmo palavras). É mais ou menos o que o Reininho faz quando fala. Diz umas palavras. Às vezes forma uma frase, outras tem menos sorte (e eu faço parte do grupo de pessoas que adora o homem). As letras dos GNR são mais ou menos como os poemas do Fernando Pessoa, a diferença é que rimam.

Se se lembrarem de letras deste nível, avisem. É possível que isto seja a minha vocação.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Avisem-me quando os Emmys surpreenderem

As nomeações para os Emmys são sempre a mesma coisa. Os nomeados são sempre os mesmos e os vencedores também não mudam muito. Este ano há uma coisa que me chateia particularmente: a não-nomeação da Eva Green para melhor atriz. Eu não conheço os critérios, mas se um for o desempenho numa série (seja ela qual for) a Eva Green merece a nomeação. 

Eu nem era grande fã dela, achava que era mais uma que se despia e era atriz graças a isso. Eu, como já devem ter percebido, sou estúpida e isto era parte da minha estupidez. O papel de Vanessa Ives cai-lhe que nem nozes (ah, as belas expressões portuguesas que não fazem qualquer tipo de sentido) e é difícil encontrar um desafio maior para uma atriz, mas o pessoal que trata das nomeações há-de perceber mais disto que eu.



segunda-feira, 20 de julho de 2015

MEO Marés Vivas

Não sei bem onde é que fui buscar a ideia de que tenho espírito festivaleiro. Não tenho. A minha mãe percebeu isso no momento em que eu lhe disse que ia ao Marés Vivas. Eu percebi quando me sentei às 20h em cima de pedras e terra à espera dos concertos. O meu espírito é mais o da preguiça extrema, mas o preço dos bilhetes compensava os dois concertos que queria ver (que podiam muito bem ter sido os primeiros da noite para me poder sentar mais cedo). Mas passemos ao que interessa.

Depois de umas horas na invicta (onde as pessoas parece que não sabem ser antipácticas) rumei a Gaia e à terra e pedras que me acolheram durante mais de seis horas em pé. É possível que esta tenha sido a vez que fiquei mais perto do palco e simultaneamente aquela em que menos vi. Isto de ter pouco mais de um metro e meio é complicado.


A noite começou com The Black Mamba. Não conhecia (aliás, conhecia uma música), mas acabei por gostar. Não passei a ser fã, mas foi um bom início de noite.

Seguiu-se a madrinha do festival: Ana Moura. Tenho de confessar que não gosto lá muito de fado. Já sei, os portugueses têm de gostar todos de fado e não gostar é quase um crime. Too bad. Eu passo bem sem fado, mas até achava que ia gostar de ver a Ana Moura ao vivo. Não podia estar mais enganada. Foi bastante mau. A voz dela estava uma miséria (não sei se é sempre assim nem me interessa) e o concerto foi também uma miséria. Para mim foi a pior da noite e demorou imenso tempo. Chegou a altura em que me sentei, eu e muitas outras pessoas que se fartaram tal como eu e ainda tinham muitas horas de espera pelos The Script (que era o que a maioraia estava ali para ver).

Seguiu-se um mini-intervalo com o pessoal das manhãs da comercial. Até parei de "jantar" e me levantei. Depois veio o grande, enorme, fantástico e fenomenal Jamie Cullum, mas disso falo mais à frente.


Os The Script fecharam o MEO Marés Vivas deste ano. Eram a banda que a maioria queria ver e não desiludiram. O Danny nem sempre tem a voz no seu melhor, mas felizmente não desiludiu. A setlist foi reduzida em relação ao concerto do MEO Arena de Abril, mas foi na mesma um bom concerto. Foi só bom porque depois de Jamie Cullum, ninguém consegue ser assim tão bom (e olhem que eu há anos que adoro The Script). Vale a pena também dizer que The Script é bom mas não pelo álbum '#3'. É pior álbum deles e aquele que os fez ganhar mais fãs. É triste, mas verdade.



Falemos então agora do melhor da noite. Ladies and gentleman: Mr. Jamie Cullum. Tem ar de quem fez um pacto com o diabo para ficar eternamente jovem, mas já tem uma carreira com mais de 10 anos. Acredito que muitos não o conhecessem e tenham saído de Gaia fãs. Porquê? É difícil explicar. Jamie Cullum é o artista mais completo que conheço. É voz, é piano, é tambor, é beatbox, é coisas estranhas no piano, é tudo e mais alguma coisa. É completamente indiscritível. 


O triste no meio disto tudo foi uma rapariga que estava à minha frente e se sentou a meio do concerto. Pior: começou a ouvir música no telemóvel. Ora, eu posso até ser estranha, mas desconfio ser impossível ouvir melhor música que a do Jamie ao vivo. Mesmo que não se goste de jazz. Eu também não gosto, mas é preciso dar o braço a torcer. Depois desta sentou-se uma atrás de mim. Felicidade suprema. Já nem sei que música é que começou a dar mas as pessoas começaram a saltar. Eu, no micro-espaço que tinha entre as duas não-apreciadoras-de-música-a-sério, pus-me a saltar também. Achei que ia cair para cima delas, mas eu paguei para me ficarem a doer as pernas à séria. E a garganta. Sim, porque a probabilidade de eu ter sido a pessoa que mais gritou naquele concerto é enorme, o que fez com que os The Script merecessem pouquinhos gritos meus.


É preciso referir que fiquei fã de Jamie Cullum a praticar um dos meus desportos preferidos: zapping. Exacto. Estava a passar canais e na BBC Entertainment (aquele canal em que só dá o Elo Mais Fraco) estava a dar este concerto que acabei por ver até ao fim. Já conhecia as músicas mais famosas e inclusive lembrava-me de "Don't Stop The Music" que foi um cover muito falado na altura (juro que me lembro de uma notícia da RTP sobre isso e tudo) e depois de ver o concerto fiquei mesmo fã. Agora estou ainda mais.


O concerto só pecou mesmo por uma coisa e uma coisa muito grave. Eu sei que ele tem pouco mais de um metro e 60, mas não é preciso fazer os concertos à medida dos interpretes. Foi realmente um concerto pequeno com poucas músicas, senão vejamos (se a memória não me falha):

The Same Things
Get Your Way
Frontin'
High And Dry
Everlasting Love
Don't Stop The Music
Mixtape
When I Get Famous (depois de contar que a música é sobre um rapaz de quem as raparigas da escola não gostavam e que agora é relativamente famoso)
Love For Sale
Everything You Didn't Do
All At Sea
I'm All Over It

No final do concerto o britânico disse que voltava a Portugal quantas vezes nós quisessemos. Se assim fosse realmente mudava-se para minha casa ou para a dos meus vizinhos para eu o poder ouvir sempre que quisesse. E a parte mais gira é eu estar a dizer isto sem ele ter cantado "Twentysomething", "You And Me Are Gone", "Save Your Soul" e "You're Not The Only One" que são algumas das minhas preferidas. Se fosse eu a fazer a setlist até falecia de tanto guinchar!


Conclusões: a partir de sábado, o Jamie pode voltar a Portugal sempre que quiser, que eu estou lá. Nem que seja sozinha. 

E agora tirem uma hora do vosso tempo e vejam isto porque vale MUITO a pena:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

The Following: não se metam nisso!


Oiçam o conselho de quem vê muitas séries. Hoje a RTP estreia a segunda temporada de The Following (ou 'Os seguidores', como lhe chamaram). Vejam. Mas, para vosso bem, não vejam a terceira.

The Following tinha tudo para ser uma das melhores séries que já vi, mas a terceira temporada fez-me perder o interesse e ainda bem que acabou cancelada. A primeira temporada da série é fenomenal. Mesmo. Não há nada a apontar. Deixa-nos colados à televisão/computador do início ao fim dos episódios. Depois daquele final, cheguei a duvidar da qualidade que poderia ter a segunda temporada. Superou as minhas expectativas.

Então o que é que falhou? É simples. As pessoas viam a série pelo Joe e os produtores começaram a centralizá-la no Ryan. Ora, ninguém quer saber do agente do FBI a quem tudo corre mal e que, na primeira temporada tem imensos problemas de coração mas nas restantes corre mais que o Bolt. Foi por isto que a série falhou. E quando eu pensava que o final nem estava tão péssimo quanto eu imaginava, chegam os últimos segundos e eu quase chorava ao ver uma série tão boa ter uma última temporada tão má.

Maxi: eu mandava-te à m*rda...

Importa referir que, é perfeitamente compreensível esta atitude de trocar o Benfica pelo Porto. A minha mãe hoje perguntou-me o que é que eu faria se trabalhasse no Benfica e o Porto me fizesse uma proposta muito mais apelativa financeiramente. Disse-lhe que ficava no Benfica. Toda a gente sabe que ninguém nesta vida se deve reger pelos meus ideais. Neste ponto penso que Maxi tomou a decisão certa. E, claro, dois milhões de euros por ano não dão para nada. Ainda tínhamos o uruguaio nas filas do banco alimentar contra a fome para dar comida aos quatro filhos.

Agora a sério... Maxi Pereira foi um dos jogadores mais importantes do Benfica nos últimos oito anos. Chegou a envergar a braçadeira de capitão. Hoje foi oficializado pelo nosso maior rival. Se custa? Custa. Muito mais do que a traição de Jesus. De Jesus nunca esperámos muito enquanto pessoa já que este sempre se achou mais importante que o clube que treinava, mas o Maxi? Aquele que era um dos meus preferidos do plantel? Aquele que sempre defendi mesmo sendo o maior caceteiro do clube? Não esperava.

Vejo muitos a agradecer-lhe. Eu não agradeço. O que havia para agradecer já foi feito sob a forma de dinheiro já que é a única coisa que interessa ao uruguaio. Se foi importante para o Benfica? Foi. Se vai ser fácil substituí-lo? Não. Não me venham com o típico "o Benfica não é um homem", que por muito verdade que isto seja, não há NINGUÉM no nosso plantel capaz de substituir o Maxi nem a curto nem a longo prazo. 

O mais triste disto é que o Porto nem se apercebeu da má contratação que fez. Maxi pode ser bom jogador (isso ninguém lhe tira), mas já tem 31 anos e assinou contracto para quatro anos a receber 4 milhões por ano. O único que saiu verdadeiramente a ganhar com isto foi o uruguaio, mas o poço de petróleo descoberto há pouco no Porto cobre isto e muito mais.

Se lhe desejo sorte? Não. Desejo que faça as piores exibições da vida dele ou que se lesione na pré-época. Sou má pessoa, mas não trocaria o meu clube por dinheiro nenhum deste mundo usando a minha família como desculpa.

P.S. Só para completar o título do post: ... mas tu foste sozinho.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Séries (de verão) com nota artística #2

Todo o seriólico sabe que o verdadeiro problema do verão não são as melgas ou o calor abrasador. O grande problema do verão é a falta de séries. Uma série normal começa em setembro/outubro e acaba em abril/maio. E o que é que vemos entre maio e setembro? Muitas pessoas vêm o que têm em atraso mas, só para dar um exemplo, eu tinha 80 e muitos episódios em atraso e já está tudo em dia. É para combater este problema gravíssimo que cá estou hoje. Trago-vos três séries de verão (ou quase) mesmo boas...


Penny Dreadful

Penny Dreadful é a melhor série sobrenatural que por aí anda. Nem vale a pena. Ele é vampiros, mortos-vivos, lobisomens, bruxas. É tudo isto, mas bem feito. Ficam de lado os dramas amorosos adolescentes e dá-se lugar ao verdadeiro terror associado ao mundo sobrenatural. Muitos dos nomes dos personagens também carregam muita história por si só: temos Dorian Gray, Victor Frankenstein... O elenco é outro dos pontos fortes da série e é liderado por uma actriz que a maioria adora: Eva Green que, diga-se de passagem, faz um papelão.



Graceland

Esta é talvez a melhor destas três propostas que se insere nas "séries de verão". É que além de ser no verão, tem um cenário de praia. Graceland é uma série policial que difere das restantes por diversos motivos. Temos vários agentes de agências diferentes numa casa junto à praia. Cada um deles resolve os seus casos infiltrados. Não há cá a lógica irritante do "cada episódio é um caso". Aqui há um caso na primeira temporada, que leva a outro na segunda e na terceira. A única coisa em que a série peca é ainda não termos ouvido a voz angelical do Aaron Tveit a cantar qualquer coisa.




Wayward Pines

Deixei o melhor para o fim. Wayward Pines começou há pouquíssimo tempo, teve estreia mundial simultânea em imensos países e atrevo-me a dizer que é das melhores séries que já vi. O primeiro episódio deixa-nos com a sensação de *spoiler alert* "mais uma série com "um monte de gente presa num sítio pseudo-assustador". Esqueçam. Wayward Pines é muito mais que o Matt Dillon preso numa cidade onde tudo parece estranho. Vale MUITO a pena ver a série.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Questões que assolam a humanidade #6



Porque é que nos referimos a uma peça singular no plural?

Já tinha alertado para a quantidade de erros existentes na língua portuguesa. Há acordos ortográficos para corrigir o que não está errado, mas nada de emendar o que é estúpido. Referimo-nos a calças ao invés de calça. E há ainda quem se refira a uma calça como "um par de calças". Um par pressupões duas, e calças pressupõe mais que uma, portanto "um par de calças" inclui no mínimo quatro calças. Calças são duas ou mais calças e não apenas uma. Ainda bem que este mundo tem pessoas como eu.

Telemarketing

São 16h15 e, desde as 12h30, já me ligaram seis vezes da DECO. Como é que eu sei que é da DECO? Tenho o número apontado. A minha lista de contactos tem mais números de telemarketing do que de pessoas que eu conheço. Só do Millenium tenho cinco números diferentes. 

O telemarketing é uma excelente ferramenta para testar a nossa persistência. Eu sou mais persistente que eles e vou ganhar esta luta. Ligaram-me há uma semana da DECO para aderir a um cartão qualquer de descontos. A minha carteira já não tem espaço para cartões: é o cartão de cidadão, os cartões da faculdade, a carta de condução, o cartão jovem, o cartão continente, o cartão da worten, o cartão do intermarché, o cartão da sport zone, o cartão multibanco, o passe, os cartões viva, e mais uns quantos de que me estou a esquece. Não quero mais cartão nenhum a não ser o de sócia do Benfica. 

Ainda por cima o cartão é pago mas "dá descontos nas compras de bens esseciais". Para isso tenho o cartão do continente que é grátis e ainda me dá vales de desconto de 5€ que vêm directamente para casa. Eu disse à senhora que não estava interessada mas ela achou que "não estou interessada" equivale a "por favor, volte a ligar porque eu adoro ouvir as vossas promoções". 

Mas eu vou vencer esta luta. Venci todas até hoje, mesmo quando me ligaram oito vezes seguidas. Eu sou muito persistente. E teimosa. Sobretudo teimosa.

Diz que há três candidatos ao título!

Quem é que ainda se lembra da altura em que os sportinguistas diziam que Jorge Jesus era um labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho? Eu sei que foi há muito tempo, mas façamos o esforço.

Pois parece que ontem os sportinguistas uniram-se para ir ao Estádio do Campo Grande à apresentação do labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho. Este mesmo labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho aproveitou para, no seu português labrego, dizer que há três candidatos. Não se sabe exactamente a quê, mas supõe-se que seja aos três títulos internos de que o labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho falou também. 

Isto quer dizer uma de duas coisas: ou o Sporting é candidato ao campeonato, Taça de Portugal e Taça da Liga e o Benfica já tem a Supertaça ganha, ou (e esta parece-me a mais provável) o labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho já está a excluir o campeonato. Qualquer que seja a opção correcta, o labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho vai ser despedido brevemente com justa causa porque só se assume como candidato a três das quatro competições internas.

Seja como for, o Sporting fez uma grande contratação. Baixou salários, fica sem pavilhão mais umas décadas, mas conseguiu "lixar" o adversário. O mais engraçado é que o adversário nunca quis a renovação do o labrego que não sabe falar português e ganha taças com colinho já que, se o quisesse tem de longe mais recursos financeiros que o Sporting Clube de Angola. 

Estou ansiosa para a próxima época do Sporting e para as próximas eleições também. Espero que mantenham o Bruno à frente do clube (caso ainda haja clube na altura).

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Ainda somos todos sub-21?


Como é? Ainda somos todos sub-21 ou já podemos voltar à nossa rotina habitual? 

Já recuperaram todos o folego do choro de ontem? E digo choro porque as piadas sobre o William foram de chorar a rir. Mas não me podia rir delas. Pelo menos em público. Em público tive de me conter porque sou menos patriota se me rir do facto de haver um jogador do Benfica a festejar e um do Sporting que fez asneira. A mim interessa-me mais o Benfica que qualquer selecção e se as tristezas pagassem dívidas há muito que o Tsipras tinha tirado aquele sorriso irritante da cara. 

Jogámos melhor e perdemos. Paciência. O Benfica também jogou melhor com o Chelsea e perdeu a Liga Europa aos 92 minutos. Custa, não custa? Nem por isso. Esta derrota fez-me perceber que o Maxi pode ir para onde quiser porque o Lindelof vai ser tão bom ou melhor que ele. O resto são vitórias morais que não me servem de nada.