expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

terça-feira, 28 de abril de 2015

Sentido de humor (ou a falta dele)


Toda a gente sabe o que é que se passou no domingo. O Benfica jogou para o empate e o Porto também. Curiosamente o Porto precisava mesmo de ganhar e portanto é complicado ter-se sentido de humor quando o campeonato fica ainda mais distante. Diz-se por aí que o (F)lopetegui chamou um nome menos bonito ao JJ e disse que lhe dava um murro se ele se voltasse a enganar a dizer o nome dele. Se todos tivéssemos a falta de sentido de humor que o treinador do Porto tem, o mundo passava a ser um campeonato de luta livre.

JJ mal fala português e nem o nome dos seus jogadores sabe, como é que o Lopetegui espera que ele consiga pronunciar o nome dele? Às vezes nem eu consigo. Para alguém que trata o Ola John por Alan Jonas e o Cristante por Cristevão, até não me parece nada mau dizer Lotopegui em vez de Lopetegui. Mas isto sou eu, que tenho sentido de humor. Já o sentido de humor do Lopetegui é equivalente aos passes acertados pelo Porto este domingo: inexistente.


Se eu desse um murro a todas as pessoas que, por exemplo, escrevem o meu nome com acento (e às vezes apetece-me imenso), tinha de ir praticar boxe. E se o mundo inteiro se revoltasse com isso, os comentadores desportivos da TVI estavam desgraçados. Vinha o Zdeko (Dzeko), o Jo Ar (Joe Hart) e a selecção alemã toda prontos para acabarem com eles.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Clássico

Então era só isto? O grande jogo que ia decidir o campeonato resumia-se a isto? E eu queria desalmadamente ir ver isto? Ia gastar dinheiro para ver isto? Talvez esteja a repetir "isto" demasiadas vezes, mas é a única palavra que me vem à cabeça para descrever um jogo para o título que tem quatro remates à baliza em 90 minutos.


Para quem precisava  tanto de ganhar o jogo (e preferencialmente por mais que 1-0), o Porto não se esforçou minimamente. Não acertavam um passe e passaram metade do tempo em fora-de-jogo. O Benfica jogou para o empate, mas do JJ não se esperava mais nada. Podemos dar o desconto porque o Salvio não jogou, mas ainda estou à espera que o Talisca toque na bola. E claro, chegou-se ao ponto em que o Benfica estava com três médios defensivos (Samaris, Fejsa e André Almeida). Mas com o Eliseu a defesa esquerdo, entende-se que o JJ tenha medo.

Conclusão: o que me ficou do jogo foi a discussão entre o JJ e o Lopetegui, o novo penteado do Fejsa (pelas piores razões, obviamente) e o facto de mil pessoas terem visto amarelo mas o Samaris não (dois jogos seguidos sem amarelo deve ser um recorde para ele). 

Para os mais distraídos fica aqui o vídeo com a verdadeira razão pela qual os dois treinadores discutiram:


A minha televisão tem uma funcionalidade que eu adoro. Capta as conversas no relvado.
Posted by Luís Franco-Bastos on Domingo, 26 de Abril de 2015

sábado, 25 de abril de 2015

Séries com nota artística

É sábado à tarde e está a chover. Há coisa melhor para fazer do que ficar deitada o dia todo a ver séries? Claro que há. Mas como muitas dessas coisas implicam ter dinheiro e ver séries ainda é gratuito, deixo aqui uma lista de três séries com 20/30 minutos que se devoram muito rapidamente.


Acredito que esta série dispense qualquer tipo de apresentações. Toda a gente já ouviu falar em The Big Bang Theory e sobretudo no Sheldon Cooper e sua frase mais famosa: "Bazinga". TBBT conta a história de quatro nerds ligados às ciências. Dois deles são vizinhos da Penny - a típica loira burra. Há milhentas referências a teorias e afins que os espectadores não percebem, mas nem por isso a série perde o seu encanto. Atrevo-me a dizer que, actualmente, é a melhor série de comédia. É uma série da CBS que está na sua 8ª. temporada. Em Portugal é transmitida pelo AXN White e pela RTP2.


Last Man Standing é a história de um pai de família com três filhas que trabalha numa loja de desporto ao ar livre (ou algo do género). Tem um chefe parvo e um empregado burro. Odeia o Obama e os humanos em geral. Tim Allen faz a série toda! É uma série da ABC e está na quarta temporada. Em Portugal é transmitida pela FOX Life.


Mozart In The Jungle é das melhores séries que vi ultimamente. Cada episódio tem 30 minutos e a primeira temporada tem (só) 10 episódios que eu devorei rapidamente. Basicamente é  história de um maestro famoso e aclamado pela crítica que se muda para a Orquestra Sinfónica de Nova Iorque e todos os problemas que surgem de seguida! A série é da Amazon e já foi renovada para uma segunda temporada.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Música actual: boa ou péssima?


Ora lá está um tema sobre o qual tenho pensado imenso (à custa de um trabalho da faculdade). Andei inclusive a fazer pesquisa e concluí que não sou a única a achar que hoje em dia a música que se ouve nas rádios e afins é uma bela porcaria. Porquê? Por mil e uma coisas, mas o motivo mais óbvio é porque é toda igual. Ouvir Rihanna, Katy Perry, Beyonce, Alicia Keys e afins é a mesma coisa.

Chegámos àquele ponto em que já nem se distinguem instrumentais. Se ouvirmos com atenção, percebemos que as músicas começam numa nota e não saem da mesma até ao fim. A estrutura das músicas é sempre a mesma: intro - primeira parte - refrão - segunda parte - refrão - refrão num tom mais agudo. A gritaria está cada vez mais presente nas músicas (como se fosse necessário gritar para se mostrar que se têm uma boa voz), ou então os cantores nem cantar sabem. 


Há estudos que provam que a música tem diminuído de qualidade. Porquê? Porque é cada vez mais igual. Não sou eu que o digo. São pessoas que percebem do assunto. Com o passar dos anos as músicas tornaram-se mais e mais parecidas e banais. Não há complexidade nenhuma nos instrumentais. Porquê? Porque o que vende é o mais simples. Um instrumental mais complexo demora mais tempo a assimilar pelo nosso cérebro. É por isso que temos tendência a ouvir músicas complexas durante mais tempo do que as mais simples. O nosso cérebro já assimilou tudo o que tinha a assimilar das músicas mais banais e por isso passamos a canção à frente na esperança de encontrar no nosso MP3 algo que nos deixe a pensar durante mais tempo. 

Basicamente entrámos numa fase de mono-género musical em que a rádio determina o que é que nós ouvimos ou não. Ninguém é capaz de ir ao youtube procurar artistas desconhecidos que até podem ter boas músicas. Para quê darmo-nos a esse trabalho se a rádio o faz por nós?

Mas não é só a nível de instrumental que a música tem sofrido. Nem vale a pena falar em letras. Desde músicas alusivas a "chapéus de chuva" ou daquelas que repetem "who run the world? girls" sensivelmente 276 vezes em três minutos. Conclusões disto tudo: este mundo está perdido e eu devia estar a fazer o trabalho!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Aprecio sempre quando uma piada já vem feita. É por isso que gostei do facto de estar escrito "A maior potência desportiva nacional" no Estádio de Alvalade. Isto é que é confiança. Estamos a falar de um clube que não ganha um campeonato há mais de 10 anos, que está em terceiro lugar no campeonato e tem feito campanhas fenomenais na europa. Mas calma que o Sporting não é só futebol. Estou a lembrar-me do futsal, aquela modalidade em que o Sporting se diz fortíssimo e acabou no terceiro lugar da fase regular desta época. Aprendi nas aulas de Escrita de Comédia que a hipérbole é um excelente recurso estilístico para as piadas, mas que sejam hipérboles das boas!Se tivesse sido eu a autora desta frase substituía "nacional" por "mundial". 

Não estando dentro do núcleo sportinguista, gostava de saber se o grupo que gritou pelos alemães no domingo, ainda é "do Bayern até morrer" ou se já passou. Longe de mim defender o Porto, o resultado até me era indiferente, mas dava-me jeito uma derrota para haver menos motivação para domingo. Se uma equipa desse 12 ao Benfica numa eliminatória eu calava-me para todo o sempre com esperança que, aos poucos, essa memória acabasse por desaparecer. E ainda há quem diga que são os benfiquistas é que estão sempre a falar na história.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Caro São Pedro,

Talvez fosse boa ideia parar de brincar ao "todos os boletins meteorológicos estão errados". Percebo que a tarefa de provar que são todos uma fraude seja tentadora, mas já chega. É engraçado quando mandas chuva no dia seguinte a eles anunciarem sol e tudo mais, mas hoje estás a abusar. Arranjaste um novo estagiário aí para cima que ainda não sabe comandar bem o "comando do tempo"? É que se foi, espero que esteja em estágio curricular e não profissional. Ou será que tens uma nova aplicação no teu iphone e ainda não aprendeste a usá-la? Seja como for, isto de mudar de opinião de cinco em cinco minutos não acontece nem com aqueles que sofrem de dupla personalidade. Pareces um miúdo que pede aos pais para comprar um brinquedo, brinca com ele durante cinco minutos e depois nunca mais lhe mexe. À custa da brincadeira, os lençóis que tinha no arame a secar já pensam mais que o Eliseu, portanto decide-te.

Atentamente,
O Mundo.




sexta-feira, 10 de abril de 2015

Como fazer greves a sério (por: CP)

Hoje há greve (estou sempre em cima do acontecimento, é verdade). Mas as greves da Carris tendem a ser desinteressantes. É muito bonito ter-se direito a fazer greve, mas se não sabemos fazer greve em condições, mas vale ir trabalhar. O metro adiou a greve para a próxima semana porque foram obrigados a ter serviços mínimos, mas a Carris foi em frente. Curiosamente já me apercebi da passagem de vários eléctricos e portanto, concluo que, como todas as greves, esta está a ser mais um falhanço. Uma greve pressupõe não haver autocarros ou eléctricos mas logo, nos telejornais, vamos ouvir dizer que houve adesão de 100% quando todos sabemos que é mentira.

Greve de qualidade são as da CP. Tão boas que, na semana passada, nem sabia que ia haver greve. No fundo ninguém sabe porque é que faz greve, o que todos sabem é que estão a complicar a vida às pessoas e, por isso, se é para complicar é preferível não divulgar a greve. Assim as pessoas chegam à estação/paragem e só nessa altura se apercebem que não vão conseguir ir para lado nenhum. 

Mais. Greves de um dia são para os fracos. A CP a semana passada presenteou-nos com quatro dias de greve e ainda houve comboios afectados no dia seguinte. E serviços mínimos? Só meia dúzia de comboios durante todo o dia, não é como a Carris que já em dias normais tem períodos de espera de uma hora (estou a exagerar, claro, o máximo que esperei foram 50 minutos).

Conclusão: a Carris e o Metro ao pé da CP são, como diria o JJ, "muita" fraquinhos. Se é para estragar a vida das pessoas que seja maquiavelicamente. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Já tinha dito aqui que fui ver os The Script. Foi tão bom que só uma semana e um dia depois é que consigo atrever-me a descrever o concerto em palavras (ok, a verdadeira razão resume-se numa palavra: preguiça).



Depois de uma primeira parte tenebrosa cheia de rap que toda a gente parecia conhecer menos eu (ao que parece as pessoas que ouvem The Script são as mesmas que ouvem rap, ou então só conhecem o "Hall of Fame" e foram na esperança que fosse tudo igual). Felizmente o rap demorou pouco tempo e lá subiram ao palco os irlandeses. Atrás de nós havia um grupinho de miúdas que ficaram chocadíssimas com a bandeira da Irlanda (uma informação que os fãs desconhecem, obviamente).

Em duas horas de concerto houve tempo para imensa coisa. Começámos com "Paint The Town Green", uma das minhas preferidas e acabámos com "Hall of Fame", muitos confetis no ar e uma dor de garganta daquelas! Houve tempo para luzes 3D fenomenais, drinking games e imensa interacção com o público.

Momentos da noite? Dois. Quando o Danny pediu a alguém que lhe emprestasse o telemóvel para ligar a um(a) ex-namorado(a). Sim, em pleno concerto ele ligou à ex-namorada de um rapaz que estava a assistir ao concerto, cantou-lhe "Nothing" e no final despedimo-nos todos da Mariana dizendo "Goodbye asshole". Claro que isto não é novo nos concertos deles, mas não deixa de ser épico!


Outro dos grandes momentos foi "The Man Who Can't Be Moved". Primeiro porque foi uma versão diferente da original, acompanhada apenas ao piano. A música "acabou" e, sem ter sido combinado (ou se foi, eu não sabia e não me parece que a maioria soubesse), milhares de pessoas aplaudem enquanto cantam "i'm not movin', no i'm not movin'". E mesmo eu, que não ligo nada a isto, achei isto bonito! 


Foi bom também o facto de o álbum #3 ter ficado um pouco "esquecido" no meio da setlist. Houve os inevitáveis "Hall of Fame" e "If You Could See Me Now", mas pouco mais do álbum que considero de longe o pior deles. Assim sendo ouviram-se no palco do MEO Arena estas músicas:

Paint the Town Green (que é uma música tão bem construída e pensada e com uma letra tão boa que até custa a acreditar que existe)
Breakeven (o clássico!)
Superheroes (cantada pelos milhares que estavam no MEO Arena)
We Cry (só a parte final da música porque desconfio que, tal como eu, o Danny também não consegue decorar a letra toda)
Man on a Wire (que tem daquele videoclips que vale muito apenas ver)
Nothing (a tal cantada à Mariana que chegou a desligar o telefone mas recebeu outra chamada logo a seguir)
Good Ol' Days (logo a seguir a um drinking game entre o Danny e o Mark)
Never Seen Anything "Quite Like You" (e eu passava bem com esta a ser substituída pelo "Without Those Songs)
You Won't Feel A Thing (cantada enquanto o Danny andava "perdido" no meio da plateia)

Depois disto, e porque sei que a minha opinião conta imenso, vale a pena referir que os The Script regressam a Portugal a 18 de julho para encerrar o MEO Marés Vivas.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Questões que assolam a humanidade #4


Porque é que o cor-de-laranja se chama cor-de-laranja?

A pessoa que inventou os nomes das cores devia falecer. Acredito que já tenha falecido e, portanto, devia ressuscitar só para poder falecer novamente. Quem é o génio que chama cor-de-laranja ao cor-de-laranja, cor-de-rosa ao cor-de-rosa e amarelo ao amarelo? Não faz sentido. Se é para dar nomes de coisas às cores, sejamos coerentes.

Se o cor-de-laranja se chama cor-de-laranja, porque é que o amarelo não se pode chamar cor-de-limão ou cor-de-sol? Porque é que o azul não é cor-de-céu? Porque o céu nem sempre está azul? Grande justificação. As rosas por acaso são todas cor-de-rosa? Grande parte das que tenho em casa são vermelhas portanto talvez o vermelho fosse mais correctamente apelidado de cor-de-rosa do que o próprio cor-de-rosa.

Analisando bem as coisas, a laranja, quando está verde, não é cor-de-laranja. O entendimento que a pessoa que inventou o nome das cores tem do mundo é bastante limitado. Se fosse eu, teria dado um nome diferente às cores, mas isso sou eu, que gosto de facilitar.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Vou só ali ouvir boa música


(Vá, digam que não é boa música que eu contraponho com o típico "gostos não se discutem" e acabo com um "je suis charlie")

Sim, os The Script (uma das minhas bandas preferidas) actuam hoje no MEO Arena e o Pai Natal achou por bem oferecer-me um bilhete para ir ver os irlandeses. Da última vez que cá estiveram estive mesmo, mesmo para ir vê-los ao Campo Pequeno mas, felizmente, esperei "pela próxima" e agora vou ver a tour de um álbum em condições (sim que o #3 tem mais rap que outra coisa).

Como sou uma pessoa do bem e que gosta de dar a conhecer boa música, ficam aqui algumas das minhas músicas preferidas da banda.

The Man Who Can't Be Moved (que passava em imensos episódios de Ghost Whisperer e é das músicas mais conhecidas da banda):


Superheroes (que ainda se ouve pelas rádios portuguesas constantemente):


Paint The Town Green (que apesar de não ser single é ultra épica e das minhas preferidas do último álbum):


Without Those Songs (maioritariamente porque tem das letras mais originais que já ouvi):


Breakeven (também das mais conhecidas e das mais velhinhas):



E quem recomenda estas cinco (que são as minhas preferidas) recomenda mais estas:


(vá, e as outras todas também)