"O meu negócio é melhor que o teu"; "Não, o meu é que é"

Benfica 22:03
Não se fala em mais nada. Já nem se fala de futebol. O que importa são os milhões que a NOS e a MEO pagaram pelos direitos de transmissão dos jogos de Benfica, Sporting e Porto. Primeiro apareceu o Benfica com 400 milhões. Chega e o Porto e bam 457 milhões. Vem o Bruno dizer que o Sporting não estava em saldos e no dia seguinte já se fala em 515 milhões. Se houvesse mais "grandes" em Portugal, continuávamos nisto infinitamente.

Qual foi o melhor negócio? Onde é que os adeptos vão ver os jogos? São as duas perguntas que mais se têm feito nos últimos dias. Na verdade não podia querer saber menos disto. Primeiro porque milhões não me servem para nada se o Benfica continuar a apresentar o futebol miservável com que nos tem presenteado. Segundo, porque os negócios não mudam nada quanto a canais onde ver a bola. A internet continua a existir para todos quantos são Inácio, como eu.

Mas, agora a sério, quem é que fez o melhor negócio? Parece ser unânime que foi o Benfica. Apesar de ter o valor mais baixo, o negócio com a NOS inclui apenas a BTV e os direitos de transmissão dos jogos do Benfica em casa. Já os outros dois negócios incluem publicidade estática nos estádios e patrocínios nas camisolas (patrocínios esses que o Benfica tem assegurados por 3 anos com a Emirates). Além disso o negócio do Benfica é por 3 anos com a opção de renovação até 10. Melhor do que ler as minhas explicações, é ver a tabela abaixo:


Então como é que um adepto Benfiquista que é assinante da MEO vai ver o Benfica? Há três opções: muda para a NOS, vai para o café ou passa a ser Inácio. Isto numa  perspectiva mais simplista. Numa versão mais séria parece haver duas opções:

A criação de um novo canal desportivo abrangido pelas duas operadoras (o que me parece bastante bem caso me ofereçam um emprego);

A compra de jogos por assinantes de outra operadora. Portanto o adepto Benfiquista assinante da MEO iria comprar os jogos que queria ver, um por um, como acontece noutras ligas.

Sucintamente parece ser isto. O Benfica joga mal, mas fez um bom negócio. Isso é que interessa. 

Resoluções

22:01
"No próximo ano as coisas vão mudar. Vou beber menos cerveja e começar de novo. Vou ler mais livros, vou acompanhar as notícias, vou aprender a cozinhar e gastar menos dinheiro em sapatos. Vou pagar as minhas contas dentro do prazo, vou organizar o meu mail todos os dias. Só vou beber do melhor vinho e ligar à minha avó todos os domingos. Resoluções de ano novo vão e vêm. 
Será que vou fazer alguma destas coisas? A resposta provavelmente é não".


 É aquela última frase que me chateia. Toda a gente faz listas de coisas que quer fazer num ano, mas nunca as cumprem. É preferível seguir a minha lógica de não fazer resoluções de ano novo. P.S. Além das aspas nota-se muito que estou a citar?

It's Christmas Time!

natal 14:00
Este texto foi escrito ontem porque a esta hora eu estou a fazer uma de quatro coisas:

Fazer doces/bolos;
Comprar aquele ingrediente que falta para o doce/bolo;
Embrulhar as últimas prendas;
Distribuir prendas.

Sim, porque o dia 24 é sempre uma correria. Sobretudo se o jantar for cá em casa (o que não acontece há algum tempo para bem das minhas costas e pernas).

De qualque das formas quero apenas desejar a quem quer que esteja a ler isto um feliz Natal cheio daquelas coisas fantásticas que as pessoas escrevem sempre nestes textos.

Joguei no Placard...

placard 13:00
... e ganhei.

Confesso que me sentia um bocado excluída da sociedade por nunca ter jogador no Placard. Finalmente tirei uns minutos da minha vida para entender o jogo e ganhei 2,5€. E não, o Placard não é complicado. E para quem nunca jogou: tratem disso porque ganhar é relativamente fácil. Claro que apostando pouco é impossível enriquecer, mas todos os cêntimos são bem vindos.


O Placard está dividido entre apostas simples e combinadas. Nas simples apostam determinado valor por cada jogo (se apostarem 2€ em três jogos terão de pagar 6€) e ganham por cada jogo (esses 2€ são multiplicados pelo valor da odd do clube em que apostaram). Nas combinadas apostam obrigatoriamente em mais que um jogo (podem apostar 1€ em oito jogos) mas só ganham se todos os jogos terminaram com o resultado que previram. É tão simples quanto isto.

Para vos dar o exemplo, eu apostei 1€ em três jogos e todos acabaram exactamente como eu previ (e não é preciso ser genial, porque era óbvio). Conclusão: vão jogar no Placard. No máximo perdem, mas a probabilidade de ganharem é bastante maior que no Euromilhões ou nas raspadinhas.

Letras com nota artística #6: "Last Christmas"

letras 17:30



Já há muito tempo que não me dedico à análise de letras de músicas. Mais por falta de paciência do que outra coisa. Tenho algumas em lista de espera, mas a parvoíce que vão demorar cinco minutos a ler, demora mais que isso a escrever. Sim, ser-se parva dá um trabalhão que não imaginam. Mas vamos então atentar na letra de uma das minhas canções de Natal preferidas: Last Christmas dos Wham!

"Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.
Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.

Once bitten and twice shy
I keep my distance
But you still catch my eye.
Tell me, baby,
Do you recognize me?
Well,
It's been a year,
It doesn't surprise me
(Merry Christmas)
I wrapped it up and sent it
With a note saying, "I love you,"
I meant it
Now I know what a fool I've been.
But if you kissed me now
I know you'd fool me again.

Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.
Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.

A crowded room,
Friends with tired eyes.
I'm hiding from you
And your soul of ice.
My god I thought you were someone to rely on.
Me? I guess I was a shoulder to cry on.
A face on a lover with a fire in his heart.
A man under cover but you tore me apart, ooh-hoo.
Now I've found a real love, you'll never fool me again.

Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.
Last Christmas
I gave you my heart
But the very next day you gave it away.
This year
To save me from tears
I'll give it to someone special.

A face on a lover with a fire in his heart (I gave you my heart)
A man under cover but you tore him apart
Maybe next year I'll give it to someone
I'll give it to someone special.
Special...
Someone..."

 A meu ver, há três maneiras de interpretar esta música e, por isso mesmo, vou focar-me apenas no refrão da mesma caso contrário era Natal e eu ainda estava a esmiuçar isto.

1. A óbvia. É a maneira como toda a gente interpreta a música: um desgosto amoroso. Logo nesta interpretação menos trabalhada vemos a estupidez que é esta letra. Portanto falamos de um indivíduo cujo amor foi rejeitado pela pessoa a quem "ofereceu" o seu coração. Até aqui tudo bem. Mas há uma solução para que o coração "oferecido" não fosse devolvido no dia seguinte: não enviar o talão de devolução/troca. O problema é quando o indivíduo diz que este ano vai "oferecer" o seu coração a alguém especial. Daqui deduzimos uma de duas coisas:

Que o indivíduo no Natal passado "ofereceu" o seu coração a alguém que não era especial e portanto é estúpido;

Que o indivíduo achava que estava a "oferecer" o seu coração a alguém especial no ano passado que depois provou que não o era e portanto é estúpido por achar que este ano consegue perceber exactamente quem é e quem não é especial.

2. A literal. É a que me vem de imediato à cabeça cada vez que oiço esta música. Se o indivíduo ofereceu o seu coração no ano passado, como é que o vai oferecer novamente este ano? Não é suposto uma pessoa falecer sem coração? Além disso, quem é que quer receber um órgão no Natal? Antes uma meias.

3. A verdadeira. Esta música fala de tráfico de órgãos (ou numa versão mais soft de transplantes), senão vejamos: um indivíduo precisa de um coração novo para viver e eis que o indivíduo da canção lhe oferece o dele (claro que primeiro tem de falecer). Transplantes de coração devem ser complicados e, portanto, no dia seguinte, o indivíduo que recebeu o coração rejeitou-o. Assim sendo, esse mesmo coração fica numa qualquer câmara frigorífica para que no ano seguinte possa ser doado a outra pessoa. Parece-me óbvio. 

E os nomeados são...

séries 18:47
As nomeações deste ano dos Globos de Ouro surpreenderam-me de uma maneira que não achava possível. Não posso falar em justiça ao nível do cinema porque não vi nenhum dos filmes (ainda) mas enquanto seriólica, só posso ficar feliz por ver duas das melhores séries que vi este ano reconhecidas.

Mr. Robot está nomeada para "Melhor Série Dramática" juntamente com a famosíssima Game Of Thrones e mais umas quantas. Não pensava sequer que poderia ver Mr. Robot nomeada. Mas está. Bem como Rami Malek (o actor principal) para melhor actor. Sou suspeita, mas atrevo-me a dizer que merece ganhar. Uma série surpreendente do início ao fim com uma interpretação brilhante.

Eva Green está nomeada para "Melhor Actriz Dramática". Finalmente! Foi preciso mais uma temporada de Penny Dreadful para lhe reconhecerem o talento. Confesso que nem gostava muito dela até a ver como Vanessa Ives. Seria complicado arranjar alguém mais adequado ao papel.

 Mas se Mr. Robot e Eva Green não foram surpresas totais, a nomeação de Mozart In The Jungle para "Melhor Série de Comédia ou Musical" é algo completamente inesperado. Não porque a série não tenha qualidade para isso, pelo contrário. Mas é uma série produzida pela Amazon e com pouco público. Eu mesma comecei a vê-la por já ter as restantes em dia. Despachei-a em dois ou três dias e é, de facto, genial. Não espero que ganhe, mas a nomeação já me deixou feliz. Afinal não são apenas as séries "que todos vêm" que levam nomeações.

Por outro lado, as injustiças foram as não-nomeações de Wes Bentley e Denis O'Hare para "Melhor Actor Principal em Mini-série" e "Melhor Actor Secundário em Mini-série", respectivamente. E isto apenas porque a Lady Gaga está nomeada pela mesma série. Nada contra a nomeação, mas os outros dois actores fazem um trabalho relativamente melhor na mesma série e não mereceram nomeação.

Sobre o concerto do David Fonseca na sua terra natal

concertos 21:46
Já tinha dito aquando do post sobre o concerto mais pequeno do mundo sobre rodas que ia ver o concerto do David Fonseca dia 10. E fui. Felizmente a Sara foi suficientemente fixe para não me deixar ir sozinha e ainda aproveitámos a ocasião para fazer troca de prendas (agora tenho 76 pares de brincos)!

Teatros nunca foram nem hão-de ser o melhor local para assistir a concertos. As cadeiras levam a que fiquemos sentados quando na verdade devíamos estar de pé a aplaudir até à exaustão. E o público leiriense é difícil. Mesmo com um artista da terra. Não deixa de ser engraçado o facto de ter visto pessoas de todas as idades. De facto, o David há-de ser um dos artistas que conheço com o público mais heterogéneo de sempre. Dos mais novos aos mais velhos, homens e mulheres, quem gosta de música com toques de rock, gosta dele.

O concerto abriu com "Futuro Eu" e "Chama-me Que Eu Vou", os dois primeiros singles do álbum. Era proibido tirar fotos. E quando digo "proibido", é mesmo isso que quero dizer. As "senhoras do teatro", como o cantor lhes chamou, passaram o concerto "em cima" das pessoas que tentavam sequer mexer no telemóvel. Leiria é provavelmente a única cidade do país onde "é proibido filmar ou tirar fotos" significa "é proibido filmar ou tirar fotos" (o que não me faz confusão tendo em conta a pobre qualidade da câmara do meu telemóvel).

Mas o concerto continuou com uma fraca interacção com o público que achei estranha. Foi com essa interacção que fiquei super fã do David. Fui vê-lo no ano passado ao Casino de Lisboa sem conhecer grande parte das suas músicas e ele convenceu-me com aquele lado mais louco em palco e com a forma como falava com o público. Eu e a Sara ainda tentámos algures começar a aplaudir no meio de uma música. Não funcionou. Imediatamente antes da minha canção preferida ("Superstars") eis que o David decide realçar aquilo em que já todos tínhamos reparado: estar num teatro numa cidade tão pequena, impede o público de "soltar a franga". Levanta-se metade da sala para dançar (ou fazer o que eu faço que não é bem o mesmo) ao som de "Superstars". As pessoas atrás de nós estavam sem vontade, mas lá tiveram de resistir à tentação de estar sentadas.

Ouvimos a história do Pedrógão (de que já tinha falado no post do concerto mais pequeno do mundo) e ouvímos também a história de um indivíduo que pôs no OLX um anúncio deveras peculiar que, infelizmente, já não está online. Mas era um homem à procura de companhia para ir ao concerto do CCB. Mas tinha de ser uma mulher culta, se fosse burra já não servia.

Houve dois encores. O que é estranho, mas genial. Eu sempre disse que, se fosse cantora, ou não fazia encore ou fazia mais que um para ver quem se ía embora. Foi o concerto mais longo a que assisti. "No máximo à meia-noite estou em casa", disse eu aos meus pais. À meia-noite estava o concerto a acabar e começou por volta das 21.45 (mais coisa, menos coisa). Ainda houve tempo para se bater um recorde do guiness (ou, neste caso, criar um novo). Isto porque, diz o David, as autarquias têm todas um livro de recordes do guiness para quando algo corre mal. "Epa isto está mau, o pessoal já não simpatiza comigo, que recorde é que podemos bater?". Nesse dia tinha sido a de maior árvore de pessoas do mundo. Acho que ele se esqueceu que, a uns metros do Teatro, estava uma árvore de Natal de paletes no centro de Leiria também no guiness (quem é que se lembra de fazer um recorde destes?). Ele também queria estar no livro. Como a canção mais pequena do mundo era impossível de rivalizar (é só uma nota) e a maior tem dois meses, decidiu fazer a menor canção e menor aplauso do mundo. 

A única coisa que me "chateou" foi de facto o público até certo ponto. Mas acabou toda a gente (à excepção das duas ou três filas à minha frente) a dançar e cantar ao som de "What Life Is For". Voltava a pagar os 14.5€ sem qualquer problema. Mas queria ir para a fila da frente, para onde havia dois lugares livres (morram pessoas que compraram os bilhetes e não foram!). Mesmo que fosse para ouvir "canções tipo Festival da Canção de 1970". É uma pena Leiria não ser Nova Iorque. Se fosse, não seríamos apenas nós os sortudos que podem ouvir e ver o melhor artista deste país!

Não posso precisar a ordem das canções, mas fica aqui o alinhamento (se a minha memória não me falha):

- Futuro Eu
- Chama-me Que Eu Vou
- Superstars
- Stop 4 A Minute
- Someone That Cannot Love
- Deixa Ser
- Só Uma Canção No Mundo
- Sem Aviso
- U Know Who I Am
- Funeral
- Hoje Eu Não Sou
- Cry 4 Love
- Agora É A Nossa Vês
- Não Dês Só P'ra Tirar
- Eu Já Estive Aqui
- What Life Is For
- Deixa A Tua Voz Depois do Tom
- The 80's
- Kiss Me, Oh Kiss Me

Somos todos Tonel

Benfica 21:42
Estava o Benfica a jogar muito mal (coisa bastante rara esta época como já devem ter reparado) e, de repente, o guarda-redes da Académica, arma-se em Tonel e derruba estupidamente o Gaitan que já nem conseguia chegar à bola. Golo do Jonas.

Continuou o jogo com o Benfica a jogar muito mal e eis que um jogador da Académica decide cortar com o braço uma bola que ia direitinha ao Mitroglou. Só um árbitro cego é que não via aquilo. Golo do Jonas.

E par mostrar quem é que manda ali ainda vai o Renato Sanches e protagoniza o único momento de futebol da noite: um daqueles golaços que só pode ser marcado por alguém que tenha nascido umas dez vezes.

Conclusões: golos 3 - 0 futebol. De facto o que é preciso é dar tempo ao Rui Vitória. A equipa joga cada vez pior, mas não se pode ter tudo. Praticar bom futebol e vencer é para o Bayern e afins. Nós temos de nos contentar com isto.

Concerto mais pequeno do mundo sobre rodas com David Fonseca

concertos 18:39
Já todos ouviram falar no concerto mais pequeno do mundo. É uma iniciativa da Comercial em que um artista actua perante um pequeno grupo de pessoas (geralmente num hotel em Lisboa ou no Porto). A ideia aqui é a mesma, mas com o bónus de percorrer várias cidades do país. Durante a semana passada (nos cinco dias úteis) David Fonseca percorreu dez cidades do país (duas por dia) e convidou os seus fãs a entrarem numa auto-caravana para o ouvirem. Não era preciso inventar frases bonitas ou acumular gostos num qualquer comentário no facebook. Bastava aparecer e levar a peça de fruta que era pedida um pouco antes (frutas essas que foram entregues a uma associação).

Já tinha dito que andava viciadíssima no mais recente álbum do David Fonseca e não havia outra solução que não fosse ir a Leiria na passada sexta-feira para fazer parte desta iniciativa genial. "Vou lá vê-lo e assim já não gasto 15€ no bilhete para ir ao concerto", dizia eu. Não podia estar mais enganada. Ter feito parte desta experiência só fez com que eu tivesse a certeza de que tinha de pagar os 15€ para o concerto de dia 10. Confesso que sou o género de pessoa que quase se recusa a pagar artistas portuguesas porque, mais tarde ou mais cedo, vou poder vê-los numa qualquer festa de verão gratuitamente. Mas desta vez paguei. A verdade é que sou forreta, mas quando se trata de gente que eu admiro, deixo isso de lado. E uma tour de promoção de um álbum inteiramente em português de um cantor que sempre me habituei a ouvir em inglês merece que eu lá esteja. Sobretudo porque o álbum é completamente genial. Desde as canções, ao conceito, às formas de promoção que não lembram a ninguém.

Eram 18h e lá estava eu prontinha para ir para uma fila (que já tinha oito pessoas) em frente ao mercado de Sant'Ana (lugar escolhido para estacionar a auto-caravana). Com uma maçã nas mãos (a fruta pedida) lá entrei juntamente com mais 11 pessoas e deixei outras tantas lá fora. O David lá nos contou que tinha deixado Leiria para último para ficar mais perto de casa e tentou que uma coluna funcionasse. Mas depois de tantos concertos durante a semana, decidiu fazer birra. Acabámos por ter direito a três canções em versão acústica. Não sou louca por acústicos como muita gente, mas soube bem ouvir "Chama-me que  eu vou" só ao som da viola. A juntar a esta canção (que está na minha cabeça há semanas) ouvimos também "Deixa Ser" e "Não dês só p'ra tirar" (a culpada de o álbum ser em português).

Tivemos direito a ouvir um episódio da vida do cantor passado no Pedrógão (aquele lugar para onde toda a gente da zona vai de férias menos eu, que odeio praia) e no final recebemos todos um CD. Juro. CDs para todos. Não podem imaginar a minha felicidade a receber aquele "Futuro Eu". Estava na minha lista de prendas de Natal, mas o Pai Natal não o ia trazer autografado. 


Gente que também vai ver o Euro na TV

Euro 2016 17:50
Agora que a qualificação para o Euro 2016 acabou, parece-me importante fazer precisamente o contrário do que todos fazem: realçar as selecções que estão de fora. No fundo são jogadores (alguns deles bastante conhecidos) que na altura do Euro vão fazer o mesmo que eu: ver os jogos na televisão. A diferença é que eu posso ver a minha selecção e eles não.

Como eu sou uma pessoa que gosta de pensar sobre os assuntos importantes, hoje trago-vos um onze maravilha que podia fazer mais estragos no Euro do que muitas das selecções presentes (inclusive a portuguesa). Eu sei, eram precisas umas adaptações, mas há jogadores que não podiam ser deixados de fora da mesma forma que há falta de defesas direitos/esquerdos aceitáveis.


Entre estes estão alguns jogadores que eu gosto especialmente (leia-se o Sneijder, o Dzeko, o Matic e o Agger) e outros que vão fazer bastante falta ao Euro. É por isso que eu defendo uma equipa que junte os melhores jogadores que ficam de fora. Ninguém tem culpa de estar muitos pontos acima dos colegas!


Begovic (Sérvia/Chelsea)

O seu clube está a passar por um momento deplorável, mas a verdade é que, daquilo que tenho acompanhado, o guarda-redes sérvio não tem estado nada mal e é dos poucos que não pode ser culpado pelos fracos resultados do Chelsea. Para mim, é melhor que o Courtois.


Agger (Dinamarca/Brondby)

Sendo o Agger defesa central, não posso deixar de o colocar à direita. Primeiro porque não tinha mais ninguém e depois porque, jogue onde jogar, não consegue jogar mal. E anda um jogador destes perdido numa equipa dinamarquesa que ninguém conhece por opção própria!


Papastathopoulos (Grécia/Dortmund)

Perdi a conta ao tempo que demorei para conseguir pronunciar o nome deste indivíduo, mas agora já consigo fazê-lo. Talvez seja estúpido estar a falar de um central grego quando a Grécia perdeu grande parte dos jogos de apuramento para o Euro, mas este indivíduo (cujo nome não cabe nas camisolas) é um defesa central bastante competente (caso contrário estaria perdido num qualquer clube grego).


Ivanovic (Sérvia/Chelsea)

Se preferia que o Suarez lhe tivesse arrancado o braço em vez de o morder? Sim. Ainda não me conformei com o golo dele ao Benfica na final da Liga Europa, mas tenho de dar o braço a torcer (expressão que, neste caso, funciona na perfeição) e admitir que é um excelente defesa.


Blind (Holanda/Manchester United)

Ser filho do seleccionador nacional neste caso é bastante útil. Isto porque o Blind é um jogador de altos e baixos (mais baixos que altos, para mim). No entanto, e porque esta equipa também precisa de alguns pontos fracos e porque havia falta de gente para o lugar (tal como no Benfica), cá está ele.


Matic (Sérvia/Chelsea)

Um dos melhores médios defensivos da Europa, a passar por um momento menos bom de forma (quem não está no Chelsea?), mas que vai fazer falta ao Euro e que sofre por ter uma selecção onde a maioria dos jogadores está bastante pontos abaixo dele.


Depay (Holanda/Manchester United)

Apesar de achar que é um pouco sobrevalorizado pelas pessoas no geral, não deixo de achar que é um excelente extremo que perde uma excelente oportunidade de se mostrar (ainda mais do que faz no clube).


Dzeko (Bósnia/Roma)

É mais um daqueles casos em que a selecção é um mais onze. Neste caso Dzeko + 11. Ainda estou a recuperar da transferência para a Roma (a sério, quem é que vai do City para a Roma?) e já a Bósnia está de fora do Euro. Está claramente muito acima da restante equipa. Importa também referir que, ao fazer a pesquisa a imagem para colocar aqui, escrevi "dz" e já o google me estava a sugerir "D'zrt".


Sneijder (Holanda/Galatasaray)

Já me fartei de dizer aqui que adoro o Sneijder e que, tendo em conta aquele último jogo que a Holanda tinha mesmo de ganhar, é um daqueles jogadores que merecia mesmo ir ao mundial. Sobretudo agora, que está novamente numa fase ascendente da carreira.


Robben (Holanda/Bayern)

Esteve bastante tempo lesionado e a selecção holandesa também acabou por sofrer com isso. Não sendo o jogador com quem mais simpatizo, tenho de admitir que é um dos melhores do mundo da actualidade. Aliás, isso mesmo ficou provado no último mundial.


Huntelaar (Holanda/Schalke 04)

Está longe de ser um novo Van Persie, mas com a ajuda do Robben na frente até eu passava por jogadora de futebol. 


E como eu sou uma pessoa que não gosta de deixar as coisas a meio, ainda vos presenteio com uma lista de meia dúzia suplentes de luxo:


Oblak (Eslovénia/Atlético de Madrid)

Não, ainda não esqueci a "traição" ao Benfica, mas estou longe de ser hater. Adorava o Oblak quando estava no Benfica, deu-nos praticamente o título e acho que no Atlético está uns pontos abaixo daquilo que fez cá. No entanto, continua a ser um dos melhores guarda-redes da europa.


Papadopoulos (Grécia/Bayer Leverkussen)

Não sendo um defesa genial, desenrasca. Além disso tem um nome engraçado para os comentadores ingleses pronunciarem.


Kolarov (Sérvia/Manchester City)

É mais um dos defesas que podia estar neste onze inicial e não está porque tentei incluir o maior número de países diferentes. 


Samaris (Grécia/Benfica)

Não está naquele onze porque para ser como o Matic tinha de nascer 10 vezes. Talvez já não sejam 10. Apesar de achar que neste momento é melhor jogador que o Matic, não duvido que, em condições normais, o Matic está uns pontos acima do Samaris.


Markovic (Sérvia/Fenerbahçe)

Atenção, estamos a falar do Markovic do Benfica e não do Markovic do Liverpool treinado pelo Brendan Rodgers. Na sua melhor forma, imaginem os estragos que este "puto" fazia em França.


Van Persie (Holanda/Fernerbahçe)

Sim, eu sei que os tempos de glória do Van Persie já lá vão, mas ter um Van Persie na equipa é sempre uma mais valia (a menos que estejamos a perder 2.0 e ele se lembre de marcar um auto-golo).


Estou a pensar organizar uns meetings cá em casa para ver o Euro com esta gente toda (ok, talvez não toda porque há alguns de quem não gosto). Será que se lhes mandar mensagens nas redes sociais, eles aceitam? 

Rezar? A quem?

19:01
Não é costume mas hoje falo de um assunto sério. Sem ironias, sem piadas parvas, sem estupidez. Porque o que se passou assim o exige! É aterrador pensar que, em menos de um ano, uma das principais capitais europeias sofreu dois atentados desta dimensão. Se o primeiro foi contra jornalistas que satirizavam o estado islâmico, este foi contra pessoas perfeitamente normais. Pessoas que saíram de casa a uma sexta à noite para jantar com amigos, assistir a um concerto ou a um jogo da selecção.

Sempre fui educada como cristã e talvez por isso hoje em dia não me reveja no Deus que os cristãos veneram. Não posso acreditar num Deus omnisciente, omnipotente e omnipresente que deixe isto acontecer. Não posso acreditar que tenha feito o homem com tantos defeitos. Se tem o poder de o parar, porque é que não o pára? Gosta de ver guerra? Por outro lado temos os terroristas a afirmar serem movidos pelo islamismo. Desconfio que em algum momento Alá tenha dito "semeai no mundo um clima de terror, matai-vos e matai todos os outros". 


Imaginem o que é estarem fechados numa sala de espectáculos horas e horas com armas apontadas às vossa cabeças. Imaginem como será estar dentro de um estádio de onde não podem sair e  sem saberem nada do que se passa. Imaginem o que é estarem a jantar com amigos e de repente começarem a ver tiros a voar! É disto que os refugiados fogem. É para evitar isto que arriscam as suas vidas todos os dias. 

E se tivesse sido cá? Acredito que o massacre tivesse sido bem maior. Um jogo amigável da selecção teria enchido o Estádio da Luz e a verdade é que ninguém revista ninguém. Em todos os jogos que fui ver, fui revistada umas duas vezes. É ridículo, mas verdade. Qualquer pessoa entraria com uma bomba e o número de mortos seria absolutamente catastrófico.


Mais: estamos a falar de um país que daqui  uns meses receberá o Euro 2016. Que condições de segurança podem ser garantidas para os milhares que vão apoiar os seus países? Quantos campos terão de ser invadidos no final dos jogos? Quantas equipas terão de dormir no estádio para depois poderem sair em segurança?

O que me preocupa de facto é que este atentado, o do Charlie Hebdo e a crise dos refugiados, a médio prazo não passem de uma introdução de uma resposta a uma qualquer pergunta de um exame de história A sobre a terceira guerra mundial. E aí, duvido que a Europa conseguisse recuperar. 


"Il ne me reste que des larmes
(...)
Comment survivre après ça?
(...)
Quand ils sont arrivés
Cachés derrière leurs armes
Ils étaient des milliers
Ils riaient de nos larmes"

A opinião sobre a opinião política dos portugueses

politiquisses 14:34
Já venho um pouco tarde para falar sobre a queda do governo, não venho? As opiniões multiplicam-se pela internet e pelos cafés e é precisamente por isso que eu não venho dar a minha opinião sobre a queda do governo. Sobre isso já todos falaram e dificilmente eu iria conseguir acrescentar algo relevante a essa discussão (até porque grande parte daquilo que eu digo é completamente irrelevante). Assim sendo, venho dar a minha opinião sobre a opinião dos portugueses.

É difícil agradar ao povo português. Tão depressa chamam gatuno ao Passos Coelho, como uns dias depois lhe erguem um altar. Até ao dia em que o Presidente da República indigitou o governo, queriam todos untar o Primeiro Ministro e o Vice com cola super três, fazê-los rebolar em alcatrão acabadinho de fazer, mandar-lhes uns litros de gasolina para cima e acender um fósforo nas suas cabeças (que ficavam sem alcatrão para se poderem ouvir melhor os gritos de dor). Assim que se começou a falar em acordo à esquerda, já queriam todos erguer um novo santuário em Fátima às mesmas pessoas a quem desejavam uma morte dolorosa.

Entre o momento em que se insultavam com palavras menos bonitas os líderes do governo português e aquele em que estes são considerados os melhores governadores de sempre, passaram 11 dias. Paulo Portas demitiu-se "irrevogavelmente" a 2 de julho e foi nomeado vice a 24 de julho. Os portugueses fartaram-se de criticar mas Paulo Portas demorou o dobro do tempo destes a pensar se devia ou não voltar atrás com a sua palavra.

Se António Costa for indigitado Primeiro Ministro acredito que passados cinco dias e meio (para termos uma estatística por onde nos guiarmos para eventos futuros) os portugueses vão estender passadeiras vermelhas por todos os lugares onde o líder do PS passar. O povo português é mais difícil de satisfazer que uma criança bipolar. 

Parabéns ao Sporting

sporting 17:19

Estou a escrever já isto porque temo que em maio vou estar demasiado aziada para dar os parabéns a um clube que não ganha o campeonato há 15 anos. Quem não se lembra do colinho? Eu lembro e, curiosamente, este ano nenhum sportinguista se atreve sequer a mencioná-lo. No ano passado, diz o Bruno, não fosse o colinho e eu não tinha ido ao marquês. Este ano o campeonato está justíssimo. 

O mais engraçado é que Bruno de Carvalho quer passar uma imagem de pessoa muito a favor da verdade desportiva mas quando é a seu favor já está tudo bem. Às tantas a verdade desportiva dele é diferente da minha. Eu odeio que o meu clube ganhe com ajudas de árbitros e quem me conhece sabe que eu sou a primeira a admiti-las, mas isso sou eu.

Imagens daqui

O que se viu ontem no jogo frente ao Arouca foi ainda melhor do que o que já tínhamos visto na jornada passada. O Naldo fazer um penalti? Não, nunca. O Sporting marcar no último minuto? Ainda não tinha acontecido esta época. O mais triste é que isto só prova que o Jesus é um péssimo treinador quando não está num dos melhores. Sim, porque as exibições do Sporting são péssimas. O que é certo é que o Lito Vidigal tem mais minutos na liga que o Cristante e, se o mundo fosse justo, teria mais minutos que o Pizzi, mas isso já é outra conversa.

Mitroglou ou Jimenez?

Benfica 17:00
Quem deve ser titular no Benfica? É uma questão que anda a dividir a família benfiquista (se eu ganhasse um euro por cada vez que o Rui Vitória diz isto).

Num mundo ideal, a resposta a esta pergunta seria "Lewandowski", mas estamos longe de viver num mundo ideal. Assim sendo, e aproveitando a Fátima Campos Ferreira que há em mim, vejamos os prós e contras de ambos.

Comecemos pelo Jimenez que tem sido a aposta de Rui Vitória ultimamente:


- Tem UM golo nos jogos todos que já fez (ok, com esta equipa é complicado marcarem-se golos, mas se os outros conseguem....);
- Corre que se farta, esforça-se que se farta, defende que se farta;
- Custou NOVE MILHÕES. Nove! O último jogador a custar tanto dinheiro era criticado por toda a gente quando veio para cá para ser adaptado a seis (falo obviamente do Samaris);
- Numa época inteira no Atlético fez UM golo. E não teve assim tão poucas oportunidades. Jimenez falhava golos até a jogar contra o Chelsea.


Passemos ao grego com ar de terrorista:

- Não corre, não se mexe, não sabe fazer passes (até aqui, muito parecido ao Cardozo);
- Tem QUATRO golos e há imenso tempo que não é titular;
- Por ser um avançado muito mais fixo (género Cardozo, mais uma vez), faz com que o Jonas renda muito mais;

Conclusões: Não cheguei a perceber porque é que Mitroglou começou a época como titular indiscutível e, de repente, vai para o banco para dar lugar a alguém que marcou um golo na época passada inteira. Mitroglou está longe de ser um génio do futebol, mas fazendo comparações (e tendo em conta que são jogadores muito diferentes) o grego é claramente uma melhor opção para a frente de ataque do Benfica.

Claro que agora vem metade da família benfiquista dizer que ele é um cepo que ali está na área, que não se mexe e blá, blá, blá. E o Cardozo, era o quê? Um jogador fenomenal? Deixem-me rir. Um jogo não se ganha porque x ou y corre muito e se esforça muito, ganha-se com golos. Um avançado serve para marcar golos e que se lixe a nota artística. Para nota artística está lá o Gaitan quando não se lembra de tirar férias. "Ai mas ele está muito ansioso e custou 9 milhões, não se pode mandar assim para o banco", ai não? Está ansioso, há comprimidos para isso. Não tenho a culpa que os olheiros do Benfica não saibam fazer o seu trabalho. Eu vi meia dúzia de jogos do Atlético na época passada e percebi logo que o Jimenez era o que é. Da mesma forma que já vi jogos suficientes da selecção grega para saber que o Mitroglou pode ser um cepo mas marca golos. Como são os golos que nos dão pontos, eu sou Team Mitroglou.

P.S. Epa parem de dizer Mitroglu, sim? Está lá um "o" por uma razão!

Benfica 18:09
Este Benfica não joga nada. É só isto.

O que é que tem mais piada?

15:07
a) a capa da GQ deste mês

b) as publicidades do Paulo Futre


Benfica - Galatasaray em muito mais que meia dúzia de pontos

Benfica 16:11
Tenho bastantes coisas para dizer. Ponto um (e o mais importante): há um ano que não ia à Luz ver o Benfica e fui ontem. Porque é que não fui antes? Primeiro que tudo porque o Benfica exagera à força toda no preço dos bilhetes para não sócios (é verdade, eu não sou sócia do Benfica) e depois porque não tem havido nenhum jogo que me desperte tamanho interesse ao ponto de ir a Lisboa vê-lo. Ontem fui por uma razão bastante clara chamada Sneijder. Antes do sorteio da Champions tinha dito que se o Galatasaray ficasse no grupo do Benfica ia à Luz ver o Sneijder, que é um dos meus jogadores preferidos, e assim o fiz.


Mas falemos do jogo. Todos sabíamos que, à partida, o meio campo estaria bastante condicionado pelas ausências de Samaris e Fejsa. Não sendo um jogador fenomenal, André Almeida acabou por não comprometer (até porque o Sneijder fez uma exibição bastante pobre para bem do Benfica). Talisca fez, a meu ver, a melhor exibição desta época. Está longe do Talisca que vimos nos primeiros meses da época passada, mas pelo menos também não fez muitas asneiras. Também os laterais estiveram bem, na medida dos possíveis.

Na frente está visto que Jonas está a passar por um péssimo momento. Marcou um golo? Sim, mas a quantidade que tem falhado ultimamente é assustadora. Acredito que renda mais com Mitroglou do que com Jimenez, mas quem sou eu para questionar a aposta num avançado que marcou um golo na época passada? (e sim, eu sei que o Mitroglou estava lesionado).

Ainda na frente, o caso de Gaitan é surreal. Confesso que ainda não sei o que é que ele fez (foi numa altura em que tinha toda a gente de pé à minha frente e com um metro e 57 é difícil ver o que quer que seja nestas condições), mas pelos comentários foi pura estupidez. Não sabia que se faziam vénias a quem é expulso estupidamente. Eu não as fiz, mas isso é porque não gosto do Gaitan. Não é de agora mas está a ficar mais grave. Então eu vou fazer vénia a um jogador que faz um bom jogo e tira férias um mês? Vou venerar alguém que, claramente, está no Benfica contrariado e não vê a hora de sair? Vou aplaudir um jogador que joga apenas para a nota artística e muitas vezes se esquece da equipa? Poupem-me. Foi expulso porque é estúpido, deixou o Benfica com 10 quando o Galatasaray ainda podia perfeitamente empatar mas venera-se! Mais facilmente fazia vénias ao Eliseu.


O outro jogador que merece destaque é o capitão. Luisão pediu respeito aos adeptos que o criticam, que dizem que ele está acabado. Eu, como a maioria dos benfiquistas, adoro o Luisão. Adoro mesmo. Está cá há 12 anos. Sempre me lembro dele e é o único que merece envergar aquela braçadeira, mas há alturas em que devia pensar um bocado. Dizer que ele está a um nível muito inferior ao da época passada é a mais pura das verdades. E digo isto do Luisão como disse do Gerrard na época passada (e o Gerrard é o meu jogador preferido). Um golo (que acabou por dar os 3 pontos ao Benfica) não salva todos os erros que vi mesmo à minha frente. E não foi só ontem ou frente ao Sporting. O Luisão está em baixo de forma e qualquer um vê isso. Não significa que não o respeite, que não lhe esteja grata ou que não o admire.

Por último, finalmente Rui Vitória deu uma oportunidade ao Cristante (aquela que eu andava a pedinchar há tanto tempo e que me fez gritar que nem louca no estádio). Parece-me lógico que não lhe volte a dar nenhuma depois daquilo que o italiano mostrou ontem. Está visto que o Pizzi é melhor, a milhas. Toda esta "análise" é condicionada pelo facto de eu ter ficado numa das bancadas atrás da baliza (que nem me deixaram ver decentemente os golos do Benfica).

P.S. Se eu ganhasse um euro por cada vez que o Rui Vitória diz "caminho", contratava o Messi para o Benfica brevemente!

Como jogar sem meio campo

Benfica 16:00

O que é que podemos esperar do jogo de amanhã? Não queria ser pessimista mas é bastante provável que seja mais uma derrota. Porquê? Bem, para começar é o Galatasaray. Pode não ser a melhor equipa do mundo, mas tendo em conta o futebol praticado pelo Benfica, é bastante superior a nós. Como se isso não fosse suficiente, não há meio campo. O Samaris (para não variar) já se fartou de ver amarelos e está castigado e o Fejsa está lesionado. Conclusão: sobra-nos o André Almeida para 6 e o Talisca/Pizzi para 8. Estarem lá eles ou eu é igual. Mesmo assim eu estorvava menos. Pena os putos não estrem todos inscritos na Champions. Era o jogo ideal para treinar mais umas adaptações.

bruno de carvalho 17:20
Vinha só mostrar o meu descontentamento pelo facto de ainda não ter dado por nenhum comunicado do Bruno de Carvalho sobre a vergonha que se passou no jogo de ontem. Um penalti assinalado que é precedido de um fora de jogo? Ainda por cima foi decisivo no resultado final do jogo! De certeza que os vouchers que o Benfica anda a oferecer são para o McDonald's. 

O dia do ano com maior stock de doces

17:13
1 de novembro é para muitos apenas mais um feriado que até há pouco tempo era celebrado. Também é assim para mim. Mas, quando era criança, 1 de novembro era um dos melhores dias do ano. Até aos meus 18 anos pensava que era assim para todas as crianças. Não podia estar mais enganada. Foi preciso ir estudar para a capital para perceber que o "dia do bolinho" não o era para toda a gente.

O que é o "dia do bolinho"? Basicamente era o dia em que saíamos à rua para pedir "bolinhos" às pessoas com um "ó tia dá bolinho, em louvor de todos os santinhos" ou, numa versão mais hard core "ó tia dá bolinho, com a cavaca no focinho". O funcionamento é simples, mas o planeamento nem tanto. Fazíamos quilómetros para percorrer o maior número de ruas possíveis. Chegámos a subir subidas (e depois também descíamos as descidas) enormes por quatro casas que nos davam chocolates (em duas eram sempre tabletes e numa outra um ovo kinder, portanto valia a pena).

Levantávamo-nos cedíssimo para conseguir percorrer todas as ruas a que nos tínhamos proposto no trajecto previamente definido (como se precisássemos de trajecto para lugares que conhecíamos tão bem) e, à hora de almoço, lá tínhamos uma hora para almoçar e despejar a quantidade de bolos que trazíamos na mala. O mais engraçado é que ninguém comia os bolinhos e estes pesavam toneladas durante os quilómetros que percorríamos. Mas não importava. O que importava era o convívio e os doces que trazíamos de casa. Recebi um pouco de tudo ao longo dos anos: bolinhos, rebuçados, tabletes de chocolates, bolachas, chocolates, castanhas e até dinheiro (e quando já sabíamos que a pessoa ia dar dinheiro, separavamo-nos em grupos mais pequenos para nos darem uma moedinha de maior valor).

José Mourinho e a sua definição de fantástico

Futebol 18:25
José Mourinho diz que está a passar uma fase "fantástica" da sua carreira. "Fantástica" foi o adjectivo usado pelo homem que, passados anos a viver em Inglaterra, ainda acha que think  se diz sink. Já o tinha dito há umas semanas e voltou a reforçar a ideia ontem, depois de perder na Taça da Liga Inglesa com o Stoke City. José Mourinho, nesta altura, perdia até para Rui Vitória. Ou para mim. Como se não fosse já suficientemente ridículo falar em fase "fantástica" com os resultados que o Chelsea tem tido, Mourinho ri-se e ainda diz "ah e tal amanhã estou de folga, tenho uma família fantástica e quinta vamos continuar a trabalhar como até aqui".  O que interessa é ter folgas e depois continuar a trabalhar como tem feito. Tem corrido tão bem, para quê mudar alguma coisa?


A verdade é que José Mourinho sempre teve a mania. Diz a minha mãe (que adora o homem) que ele tem razão para ter a mania. Terá? Esta época sem dúvida. Qualquer adepto quer ver o seu treinador com respostas arrogantes depois de perder 5341646 jogos seguidos. No dia em que o Rui Vitória começar a fazer isso, deixo de gostar dele... oh wait.

Uma menção honrosa também para o Arsenal. Não pode ser fácil perder para o Carlos Carvalhar e ser wednesday outra vez.

Questões que assolam a humanidade #8

questões que assolam a humanidade 18:24

Quem é que se lembrou de mudar a hora?

Eu até percebo o porquê da mudança da hora. No inverno as horas de luz são menos e por isso é preferível distribui-las o mais equitativamente possível entre manhã e tarde. Até chega a fazer algum sentido. O que me faz confusão é o surgimento da ideia. Quando é que começou a mudar a hora? Quem é que se lembrou de o fazer? E como é que todos os fusos horários têm essa regra?

Diz o Observador que esta regra se verifica desde 1916 como forma de poupar energia. Eu a pensar que havia realmente uma razão lógica como "não queremos acordar às 9 da manhã e ser de noite", mas afinal era só para poupar energia. Custa a acreditar que todos os países tenham aderido a esta ideia. Mas o mais ridículo é mesmo o facto de a hora atrasar ou adiantar ao fim de semana. Se era para atrasar a hora, que fosse a um dia de semana para as pessoas poderem dormir mais. Quando chegasse a hora de adiantar, fazia-se a uma sexta-feira durante o dia. Fica a sugestão. E preferencialmente sempre no mesmo dia, porque isto do "último domingo de outubro" não dá com nada.

Vitória continua a fazer história

Benfica 20:01
Não, não vou criticar novamente o Rui Vitória. Já se sabe que não gosto do homem e que queria o Marco Silva, mas enfim. A verdade é que depois da vitória frente ao Atlético havia demasiado entusiasmo com uma equipa que ainda está longe do que poderia ser.

Estou farta que ninguém dê oportunidades ao Lindelof e ao Cristante, farta que o Pizzi continue a ter minutos, farta de não ter um defesa esquerdo. E também estou farta de vitórias morais. Eu também acredito até ao fim, mas alguma vez estes jogadores mereceram apoio hoje? A nós ninguém nos paga para apoiar o clube, a eles dão-lhes milhões para jogarem tanto como eu. 

É vergonhoso perder 3-0 em casa para o Sporting. Vergonhoso. Mas porque é que nós nos havemos de preocupar com isso se os jogadores também não querem saber? Às vezes gostava de não gostar de futebol, honestamente!

E agora vou dizer mal dos jogadores, já que o Rui se escapou hoje:
  • Júlio César: sim, também tem culpa. Mas o que mais me chateou foi aquele sorriso para um jogador do Sporting no final do jogo. Leva 3, mas felicidade acima de tudo. Podiam ter sido 7.
  • Luisão: aquele atraso que ia dando o quarto golo... Onde é que o capitão tinha a cabeça? Excelente questão.
  • Jardel: fiquei à espera que ele empatasse o jogo... Melhor que o Luisão, miserável na mesma.
  • Eliseu: LOL
  • Sílvio: duplo LOL
  • André Almeida: é um excelente reforço para o banco. Para titular não serve.
  • Gaitan: LOL para os que dizem que é o melhor jogador do campeonato.
  • Gonçalo Guedes: quis começar bem mas depois nunca mais se viu.
  • Jonas: este não é o Jonas que eu admiro. Este é mais um gajo que está lá à frente a ocupar espaço.
  • Jimenez: com os 9 milhões arranjávamos um defesa esquerdo, pagávamos o ordenado do Taarabt e ainda sobrava para vouchers para a temporada inteira.
  • Mitroglou: é melhor que o Jimenez, mas já era altura de alguém lhe ensinar a fazer simulações.
  • Pizzi: quando ele entrou, o Calado disse que ele ia organizar o jogo da equipa. Sai mais um LOL
  • Fejsa: fenomenal, divino. Pena nem ter dado por ele.
  • Samaris: deixei o Samaris para o fim porque, de facto, há muito para dizer. Eu farto-me de gozar com ele. É com o português, com os comentários femininos que se vêem nas fotos que ele publica e mais recentemente com o look de intelectual, mas que ele é um dos grande jogadores do Benfica, é. Já há muito que simpatizo com ele, mas atrevo-me a dizer que, neste momento, é o meu jogador preferido do Benfica. Em campo foi o único que acreditou até ao fim, mas fora de campo também se vêem os grandes. Estava a ver as flash interviews e já a rir-me da pronúncia dele antes de começar a falar. Acabei quase a chorar. Até a minha mãe comentou "cala-te mas é que entretanto começas a chorar". De facto, ver um jogador praticamente a chorar enquanto fala da derrota do seu clube é único. Naturalmente, quando o Luisão se reformar, teremos um capitão à altura.

O jogo da "Chemps" em meia dúzia de pontos (e mais alguns)

Benfica 22:17

  • Merecíamos o empate. Não falo em vitória porque estou a tentar tornar-me numa pessoa isenta e o jogo até foi equilibrado.
  • O Sílvio é pior que o Eliseu. É difícil, mas verdade. O André Almeida fazia melhor o lugar mas nesse caso o Samaris tinha de fazer o meio campo sozinho. Porque é que o Lindelof não tem uma oportunidade? Porque cenas.
  • A primeira mexida do Rui Vitória foi para meter o Pizzi (foi, não foi?) e tirar o Eliseu. Para isso tirava o Sílvio que estava lá a fazer o mesmo que eu. 
  • Já não posso ver o Pizzi à frente. Não posso mesmo. Já me ofereci para lhe ensinar a fazer passes, mas parece que ninguém quer. Juro que faço passes melhor que ele e tive 13 a educação física.
  • Os comentadores ingleses (je suis Inácio) disseram, e cito, "nunca vi o Mitroglou a jogar bem". Pelo menos marca golos e não custou 9 milhões de euros. Mas isto não se pode dizer aos benfiquistas no geral.

  • Outra coisa interessante que eles disseram foi que o Gaitán não joga com amor ao futebol. Nunca ouvi nada tão certo. É impressionante como em meia dúzia de palavras explicaram tão bem o porquê de eu não gostar dele. Há uns tempos que toda a gente já notou que ele está no Benfica contrariado. Eu não peço 11 Gerrards no Benfica, peço é que joguem com vontade de vencer e não com "vontade de me mostrar para sair daqui rapidamente".
  • Não há a m*rda de um oito para jogar à frente do Samaris. O Pizzi e o Talisca são o que são e o André Almeida serve, mas não é um génio. O Cristante custou 5 milhões, é a maior promessa do futebol italiano, mas ninguém lhe dá uma oportunidade. Eu sei que o futebol italiano é uma miséria, mas comparando com as alternativas...
  • O Jonas parecia o Éder.
  • O Samaris não podia ver amarelo noutro dia qualquer? Agora vou à Luz ver um meio campo com o Fejsa e Pizzi? Epa...
  • Já tinha dito aqui, mas não custa dizer mais uma vez. O Sneijder é ... epa não sei. A minha mãe já não me podia ouvir a falar nele. Se eu tivesse vontade de aparecer na RTP daqui a duas semanas, levava um cartaz a pedir-lhe a camisola.

Esmagar os mais pequenos

Benfica 22:43
Ui, que jogo, que qualidade futebolística, que classe...

É mais ou menos assim que podíamos descrever o jogo do Benfica frente ao Vianense. Pelo menos antes de este ter começado. Agora que está acabado apraz-me dizer algo como: ui, que m*rda.

A Taça de Portugal está longe de ser uma competição fenomenal. É engraçado ver os clubes mais pequenos defrontar os maiores, mas todos sabemos como é que os jogos vão terminar. Isso tira a piada toda ao futebol. Felizmente hoje houve suspense até ao fim e o mérito disso vai todo para o Benfica.

Uma equipa com Júlio César, Eliseu, Luisão, Jardel e Mitroglou teve sérias dificuldades em vencer o Vianense. Sim, o Vianense. A equipa treinada pelo Andrés Madrid. Cinco titulares indiscutíveis quase perdiam. Até me podem dizer que o Vianense teve sorte. Não teve. O Vianense fez o seu trabalho bastante bem. Um guarda-redes competente, um golo fenomenal e uma vontade de vencer que o Benfica não teve nos 90 minutos.


É preciso chegar o Carcela, que mal se tinha visto no Benfica, e um defesa central para resolverem o jogo. Algo está errado. O Mitroglou marca golos na selecção grega e não conseguiu marcar hoje. Isto diz muito sobre o que foi o jogo. Mas, vendo bem as coisas, e natural que o Mitroglou não tenha marcado. Não tinha tradutor para perceber as indicações do Rui Vitória.

Enquanto isso o Pizzi e o Talisca voltaram ao nível de forma a que nos foram habituando. Pena esse nível ser bastante baixo. Estranhei que o árbitro não assinalasse um penalti a favor do Benfica. Com certeza não quer vouchers para jantares ou almoços.

Ah, a falta que um Jonas e um Samaris fazem à equipa. Até mesmo um Gaitan. E um defesa direito? Isso é que vinha mesmo a calhar, ou vamos à Turquia com o Sílvio? Se é para isso, levem-me a mim. 

Fora das quatro linhas

Benfica 18:24
Há uma mania no futebol que me chateia: o "futebol" praticado fora das quatro linhas. Não é novo, mas ganhou novo alento desde que o Bruno de Carvalho assumiu a presidência do Sporting. Sendo eu adepta da bola, desprezo este senhor. E não é só por ser benfiquista. Este senhor tem um problema ainda mais grave que o Pinto da Costa. Enquanto o dirigente portista atacava o Benfica para defender o seu clube, Bruno de Carvalho ataca o Benfica porque, como qualquer criança que se preze, quer que lhe respondam. Felizmente, Luís Filipe Vieira não se dá a esse trabalho.

Durante muitos anos havia troca de palavras entre os presidentes do Porto e do Benfica. Continua a ser assim. Nenhum dos dois dá importância ao Bruno. Mas ele faz a festa sozinho. Confesso que não vi o fantástico programa da TVI24 onde o Bruno fez as acusações ao Benfica. Nem vi, nem vou ver. Mas tenho acompanhado com algum agrado o desenvolvimento deste "caso" dos jantares que o Benfica ofereceu aos árbitros. É engraçado que ainda hoje ouvi o Presidente do Marítimo a dizer que o clube oferecia camisolas personalizadas aos árbitros e o Pedro Proença a admitir que tem centenas de camisolas de clubes em casa. Aposto que são todas do Benfica e do Marítimo. Não me parece que mais algum clube dê presentes aos árbitros. A menos que seja uma fruta da época ou uns cafés com leite.

Depois vem o Benfica e responde com mais uma acusação ao JJ. 14 milhões. Um euro por cada adepto do Benfica. O advogado do treinador que, mais uma vez, fez uma campanha miserável na Champions diz que este número é ridículo, que o Benfica só tem 200 mil sócios e não pode ter tantos adeptos. Então os adeptos são todos sócios? Peço desculpa então. Não sabia que precisava de um cartão e de pagar 12€ por mês para ser adepta de um clube. Assim sendo, nunca mais me afirmarei como adepta do Benfica até arranjar uma cartão desses. Para mim as contas estão erradas por outro motivo. Os adeptos não podem valer todos o mesmo. Se eu, enquanto adepta, tenho o valor de um euro, o meu pai, no máximo, vale 0.10€ e a minha mãe 0.30€. Não somos todos iguais. Eu, que conheço todo o plantel do clube, não posso estar no mesmo patamar do meu pai, que só conhece o Luisão.

Fico à espera para saber qual a próxima jogada do Bruno. Certamente receberá mais uma denuncia anónima na qual terá uma confiança cega. Até lá, parece que ele vai ver o jogo em casa. Eu também. Mas eu vou ver na net, porque o meu pai recusa-se a ter qualquer canal de desporto cá em casa. Será que ele também vai ver na net ou tem Benfica TV?

Quando a laranja deixa de ser mecânica

Euro 2016 18:41
Sabem há quanto tempo é que a Holanda não ficava de fora de um Europeu? Desde 1984. É muito tempo e havia de chegar o dia em que voltariam a ficar de fora. Só ninguém esperava que fosse em 2016.

A Holanda é uma das selecções europeia mais fortes. Ou, pelo menos, era. Há duas pessoas que podemos "culpar" logo à partida: o treinador Danny Blind e o Robben que está lesionado há sensivelmente 54646464646848545152 milénios. 

No último Mundial foram terceiros classificados e tiveram uma qualificação invicta. Não se esperava menos para esta. Num grupo onde os apurados foram a Turquia, a República Checa e a Islândia, ninguém acreditaria que a Holanda se ficaria pelo 4.º lugar. Mas aconteceu. Uma selecção cheia de estrelas como Memphis Depay, Van Persie, Huntelaar ou Sneijder, fica de fora do Europeu sem ninguém ter percebido bem o que se passou.

A verdade é que aquele último jogo frente à República Checa (que a Holanda tinha de ganhar e esperar que a Islândia fizesse o mesmo) provou que a Holanda não merecia ir ao Euro. Num jogo em que vitória era a única solução, chegaram a estar a perder por 3-0 (porque o Van Persie se enganou na baliza). Desistiram muito cedo. E se há coisa que eu não consigo ver no futebol é desistência. 


O engraçado destes jogos é vermos no final os jogadores com a maior cara de enterro do mundo ou a chorar baba e ranho. Ora, se há jogador que merecia ir ao Euro é o Sneijder. Não cheguei a perceber se ele estava a jogar à defesa, a meio campo ou a avançado. Ele estava em todo o lado. A rematar, a defender, a agir como um capitão deve agir. Quem me dera ter um capitão assim na selecção portuguesa. 

Nos últimos tempos, na selecção, o seu percurso tem sido feito com muitos altos e baixos, mas fico feliz por ver um dos jogadores de quem mais gosto voltar definitivamente ao topo na selecção, ainda que isso não se reflicta numa ida ao Euro. E fico feliz também por perceber que o Benfica tem bilhetes a 16€ para o jogo com o Galatasaray na Luz. E eu que já estava a contar desembolsar 25€ para ir ver o meu holandês preferido. 

Portanto, Sneijder podes vir cá a casa ver o Euro. Não deve ser tão luxuosa como a tua, mas tenho um sofá, um plasma e ainda arranjo minis fresquinhas e tremoços.

Afinal a culpa era mesmo dos médicos

Benfica 18:09
Lembram-se do Mundial 2014 e do departamento médico que levou com as culpas da fraca exibição da selecção? De facto, é possível que a culpa tenha sido dos médicos. O problema é que os médicos foram substituídos e a incompetência é a mesma.

Nélson Semedo foi titular no jogo deste domingo frente à Sérvia e, só quando voltou aos treinos pelo Benfica, se percebeu que estava lesionado e, inclusive, precisava de ser operado ao joelho. No final do jogo não havia lesão nenhuma segundo o departamento médico da selecção. Das duas, uma: ou o Nélson Semedo se lesionou em casa, ou os médicos da selecção são incompetentes.

Talvez fosse plausível que o jogador do Benfica tivesse andado a jogar futsal à noite com o Talisca e se tivesse lesionado assim. Mas depois lembramo-nos do William Carvalho que, um belo dia, veio da selecção sem lesão nenhuma e, chegado ao Sporting, teve de parar até há bem pouco tempo.

Conclusão: há qualquer coisa de errado com o departamento médico da selecção. Se não conseguem perceber que os jogadores estão lesionados, então são incompetentes. Se o percebem e mesmo assim isso não consta dos relatórios, temos um problema bastante mais sério.

Problema tem também o Benfica. Quem é que vai para lateral direito numa altura em que há jogo fora com o Galatasaray e dérbi com o Sporting? O Sílvio? É preferível ir para lá eu. O André Almeida? Pode ser, se o Samaris conseguir continuar a fazer todo o meio campo como fez de cada vez que jogaram o Talisca ou o Pizzi. O Lindelof? É um solução plausível. Aliás, não percebo como é que, depois do Europeu de sub-21 que fez, nunca teve oportunidades.

Considerações sobre o jogo na Sérvia

Futebol 19:01
  • Este Portugal - Sérvia faz-me crer que estamos num excelente caminho para sermos campeões da Europa em França. Além de termos 11 titulares fenomenais, temos um banco do caraças. Não podemos pedir mais nada.
  • As únicas razões pelas quais vi este jogo foram o Matic e o tempo de chuva que só dá vontade de estar no sofá com a manta por cima.
  • O Nani, para não variar, fez um jogo excelente. Marcou um golo aos cinco minutos que foi obra do Danny. Aos 85 minutos fez outro remate. Durante os restantes 80 minutos ninguém sabe bem onde é que ele esteve. Se ele jogasse sempre tanto como hoje estávamos nós muito bem.
  • O Matic é uma pessoa incrível. Viu que estávamos a jogar com menos um desde os 5 minutos (quando o Nani se ausentou) e fez para ser expulso. Aliás, tentou o vermelho mais cedo, mas não lhe foi concedido.
  • Dos 11 jogadores que começaram o jogo pela Sérvia, apenas um não tinha um apelido acabado em "ic". 
  • O José Fonte é claramente o melhor central português da actualidade. Porque é que ele não joga? É uma excelente pergunta.
  • O Nélson Semedo fez um jogo péssimo. Não me interessa. Chateava-me era se ele fizesse jogos destes no Benfica.
  • O Quaresma não deve saber fazer um cruzamento ou remate sem efeito. Eu gosto de ver uma trivela ocasionalmente, mas chega a um ponto que também chateia.
  • Voltando ao Matic. Este não é o Matic que eu conheço. A estadia no Chelsea está a fazer-lhe mal. De qualquer das formas é um jogador incrível daqueles como não vamos ver muitas vezes no nosso campeonato (se é que algum dia vamos ver um médio como ele).
  • Estamos sempre a falar mal do Éder, mas que atirem as primeiras pedras os portugueses que têm mais golos que ele na selecção. 
  • Precisamos de uma solução para o lugar de ponta-de-lança porque desde os tempos do Pauleta e do Nuno Gomes que ninguém marca golos na selecção. Proponho uma de duas soluções: ou o Fernando Santos convoca o Liedson, ou o Jonas começa a tratar de arranjar nacionalidade portuguesa.

5 razões pelas quais a selecção é melhor que a selecção

Futebol 16:42
Não, não me enganei. Há mais do que uma selecção, mas é lógico que só uma delas merece a atenção de todos. O triste é que essa seja precisamente a pior. Em contrapartida tem descontos nos bilhetes em cartão continente e eu gosto sempre de ir ao continente e poder passar naquelas caixas self service "sem pagar". Para provar que estou certa (é raro, mas desta vez juro que estou), tenho um conjunto de razões pelas quais a selecção "dos putos" é melhor que a "dos velhos".








  1. Não existe Nani. É sem dúvida uma das principais razões. E quem diz Nani, diz outros tantos, mas convenhamos que o Nani é o que mais estorva no campo. Não acerta um passe (quando passa sequer a bola) e na maioria do jogo está a olhar para ontem. Talvez a recordar aqueles tempos em que o Fergusson era suficientemente burro para o deixar jogar no Manchester. Sem Nani há espaço para que jogadores a sério estejam em campo.
  2. Não perdem finais. Muitos podem estar já prontos para me corrigir e dizer que ainda há uns meses perderam o Europeu com a Suécia. Mentira. Portugal acabou o Euro sem uma única derrota. Na final empatou. A única razão pela qual não trouxeram o troféu para casa foi porque as regras do futebol são estúpidas. Penaltis não decidem quem é o melhor em campo durante 120 minutos. Para mim jogava-se até haver um golo. Isso ou atirava-se a moeda ao ar. O Benfica já se lixou assim, mas também já se lixou com penaltis e a táctica da moeda sempre cansa menos os jogadores e faz os adeptos terem menos ataques cardíacos. Com o nosso sistema nacional de saúde não nos podemos dar ao luxo de ter ataques à custa da bola.
  3. Não perdem com a Grécia. Notem que esta selecção perdeu a taça para a Suécia. Não é que a Suécia seja propriamente uma potência da bola, mas pelo menos a nível de economia está bem lançada. A selecção A conseguiu perdeu duas vezes no mesmo Europeu com um país que, financeiramente, ainda está pior que nós. Não duvido que a selecção A perdesse com a Grécia de hoje em dia. E com dois golos do Mitroglou que era para o Rui Patrício aprender quem é que manda. 
  4. Não têm recordes estúpidos. Ui, seis jogos a ganhar, é o recorde ainda dos tempos do Scolari. Não são mais jogos porque entretanto a Grécia deve ter aparecido como adversária. Os sub 21 passam a fase de qualificação para o Euro deste ano sem perder, o play off do mesmo e só perderam na final. Começaram também esta qualificação com duas vitórias. Fraquinhos.
  5. Jogam à bola. Tudo bem que este é o argumento menos interessante. Não interessa jogar bem se não se marcarem golos. A selecção A joga mal e safou-se bem neste apuramento. 9 golos em 7 jogos. Craques. Os sub 21 têm uns míseros 8 golos nos dois jogos de qualificação para o próximo Euro. E ainda têm espaço para nota artística. Na selecção A, no máximo, vemos umas fintas do Ronaldo a ele próprio ou um choro do Moutinho quando se atira para o chão digno de novela da TVI.
A questão que se impõe neste momento é: com tão bons resultados nas camadas jovens, como é que as selecções principais são sempre uma miséria? Podem vir-me com a lógica de "os grandes não apostam nos putos" ou "os putos não têm maturidade para jogar contra as selecções mais fortes". Mentiras. O que existe é medo. Medo de passar putos de 18 para a selecção principal. Putos como o Gonçalo Guedes e o Rúben Neves que são titulares nos dois maiores clubes portugueses. Dizer que não conseguem competir com os melhores é gozar com a nossa cara. O Rúben Neves ainda há dias capitaneou o Porto. Com 18 anos. O Gonçalo Guedes tem feito exibições de luxo no Benfica. Isto para não falar no Nélson Semedo que foi chamado à selecção principal e ficou no banco. Mas há alguém neste país que ache que o Cedrid ou o João Pereira é melhor que o Nélson Semedo? Se há, vão ver futebol.

Putos como o Gonçalo Paciência, o Bruno Fernandes, o Rony Lopes e aqueles de que já falei provavelmente nunca serão titulares na selecção principal, mas fariam um trabalho melhor do que a maior partes da pseudo estrelas que lá estão. Com isto não digo que a equipa deve ser deita apenas por miúdos. São precisos jogadores com experiência, mas não com más experiências!