Vi CSI

abril 20, 2016

Há uns bons 10 anos que não via um episódio de CSI do início ao fim. Acontece que ontem estava a passar canais e apanhei CSI a dar na SIC. A temporada 15. Ora, nenhuma série devia durar 15 anos, sobretudo policial. CSI dura, apesar de ninguém saber muito bem porquê. Desde a última vez que vi um episódio com atenção, mantiveram-se dois atores e entraram uns duzentos. Como se já não bastasse a série ter pouco interesse, as personagens são todas iguais. Uma série policial sem uma Temperance Brennan, um Dr. Reid ou afins ainda consegue ser mais desinteressante.

Não fosse isto suficiente, há uma coisa que se mantém: a série é mal escrita que dói. As personagens estão ali somente para dizer umas frases soltas sobre o que se passa na investigação. E são todos maus atores, é incrível.

Mas aquilo que se mantém e que eu sempre adorei é o quão rebuscadas são as soluções que eles arranjam para resolver os casos. 90% dos casos são resolvidos graças a um carro. Ou porque tem uma tinta super especial que só existe num carro do mundo ou porque o rasto é tão único que só pode ser de um carro adquirido num qualquer país estrangeiro num determinado dia em que o suspeito lá esteve. Juro que já vi episódios assim, não estou aqui a inventar que não tenho imaginação para tal.

No episódio que vi ontem tratava-se não de um assassinato mas sim de um rapto. Eu, que já vi muita série na vida, disse logo que os raptores e os raptados eram as mesmas pessoas e estava obviamente certa. Eles, para chegarem a esta conclusão, repararam num milímetro de tinta azul que havia num carro cinzento ao pé da casa de onde as pessoas foram raptadas. Notem que estes criminosos geralmente são sempre péssimos condutores e batem em tudo quanto é sítio. A partir dessa tinta, que mais ninguém no mundo seria capaz de ver, chegaram à conclusão que os raptores tinham usado uma carrinha. Encontrada a carrinha, examinaram-na de uma ponta à outra. O jeito que me dava um exame desses ao carro para lhe tirarem o lixo todo! Depois de muitos grãos de areia e mosquitos analisados, eis que o mistério fica resolvido porque um pássaro decidiu fazer as suas necessidades no carro. Um pássaro que só existia num local específico. O pássaro podia ter-se aliviado em qualquer carro, mas escolheu aquele. Se assim não fosse, queria ver como é que solucionavam o caso.

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